{"id":14453,"date":"2020-04-14T14:14:46","date_gmt":"2020-04-14T17:14:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/projetos-de-estradas-na-amazonia-podem-desmatar-24-milhoes-de-hectares-nos-proximos-20-anos\/"},"modified":"2020-04-14T14:15:02","modified_gmt":"2020-04-14T17:15:02","slug":"projetos-de-estradas-na-amazonia-podem-desmatar-24-milhoes-de-hectares-nos-proximos-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/projetos-de-estradas-na-amazonia-podem-desmatar-24-milhoes-de-hectares-nos-proximos-20-anos\/","title":{"rendered":"Projetos de estradas na Amaz\u00f4nia podem desmatar 2,4 milh\u00f5es de hectares nos pr\u00f3ximos 20 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/by\/mauricio-angelo\/\" rel=\"tag\" data-wpel-link=\"internal\">Maur\u00edcio Angelo<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/\">Mongabay<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>13 de abril de 2020<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<ul>\n<li>12 mil km de estradas previstas em 75 projetos para os cinco pa\u00edses da Bacia Amaz\u00f4nica podem causar o desmatamento de 2,4 milh\u00f5es de hectares. 17% dessas obras violam a legisla\u00e7\u00e3o ambiental e o direito de povos ind\u00edgenas<\/li>\n<li>O custo total \u00e9 de 27 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e 50% dos projetos sequer se pagam do ponto vista financeiro.<\/li>\n<li>Faltam estudos de viabilidade t\u00e9cnica confi\u00e1veis, dados s\u00f3lidos e press\u00e3o de financiadores para minimizar o impacto socioambiental.<\/li>\n<li>Brasil, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Equador e Peru precisam avaliar quais ser\u00e3o as suas prioridades.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual o impacto socioambiental de 75 projetos de estradas previstos para a Bacia Amaz\u00f4nica nos pr\u00f3ximos cinco anos? Pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia e Su\u00e9cia analisaram e descobriram que os 12 mil quil\u00f4metros de estradas novas ou ampliadas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2020\/03\/10\/1910853117\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">podem causar o desmatamento de 2,4 milh\u00f5es de hectares de floresta nativa<\/a>\u00a0que se estender\u00e3o por at\u00e9 20 anos.\u00a0Isso equivale a tr\u00eas vezes a \u00e1rea da Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo. O estudo foi publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>PNAS<\/em>, da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos Estados Unidos.Escolhendo alguns dos maiores e mais controversos projetos de cinco pa\u00edses que comp\u00f5em a Bacia Amaz\u00f4nica para an\u00e1lise, os pesquisadores identificaram que o desmatamento m\u00e9dio causado pelos 75 projetos \u00e9 de 33.000 hectares \u2013 o equivalente a cem Central Parks de Nova York.<\/p>\n<p>As estradas previstas para o Brasil t\u00eam, na m\u00e9dia, o mais alto n\u00edvel de desmatamento e tamb\u00e9m mais da metade do impacto geral, com 1,42 milh\u00e3o de hectares de desmatamento adicional esperado em 24 projetos.<\/p>\n<p>Em termos gerais, s\u00e3o cerca de 100 hectares de desmatamento por cada quil\u00f4metro de estrada. Ao custo total estimado de 27 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, pelo menos 17% dessas obras violam a legisla\u00e7\u00e3o ambiental e o direito de povos ind\u00edgenas. Mesmo do ponto de vista econ\u00f4mico, 50% dos projetos trariam perdas financeiras, j\u00e1 que custariam mais para ser constru\u00eddas e mantidas do que trariam benef\u00edcios.<\/p>\n<p>A pesquisa detectou que os estudos de viabilidade t\u00e9cnica da maioria dos projetos, quando existem, ignoram os impactos socioambientais. Dados que justificam as escolhas tamb\u00e9m s\u00e3o escassos.<\/p>\n<p>Para Alfonso Malky, diretor t\u00e9cnico para a Am\u00e9rica Latina do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.conservation-strategy.org\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Conservation Strategy Fund<\/a>, muitos projetos s\u00e3o escolhidos porque fazem parte de promessas eleitorais. No entanto, a percep\u00e7\u00e3o generalizada de que estradas s\u00e3o sin\u00f4nimos de desenvolvimento, segundo ele, n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade. \u201cS\u00e3o muitos os projetos de estradas na Amaz\u00f4nia que geram desastres ambientais, sociais e econ\u00f4micos. A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 outro fator. O hist\u00f3rico da regi\u00e3o mostra que o alto volume de recursos pode ser um chamariz para corruptos\u201d, alerta. No m\u00ednimo 20% dos projetos de estradas costumam ultrapassar o or\u00e7amento previsto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14445\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1360\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ibama-jamanxim-vinicius-mendonca-500x332.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>A\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama na Floresta Nacional de Jamanxim, no Par\u00e1, em 2017. A unidade de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 vizinha \u00e0 BR-163, principal via de escoamento da soja brasileira. Caso a estrada seja expandida para os 496 quil\u00f4metros previstos, pode gerar a emiss\u00e3o de 400 milh\u00f5es de toneladas de carbono at\u00e9 2030. Foto: Vin\u00edcius Mendon\u00e7a\/Ibama.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Motores de desmatamento<\/strong><\/h3>\n<p>Falta avalia\u00e7\u00e3o consistente sobre o real impacto que esses projetos v\u00e3o causar, critica Ane Alencar, diretora de ci\u00eancia do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (<a href=\"https:\/\/ipam.org.br\/pt\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Ipam<\/a>), que participou do estudo. \u201cQuando se vai pavimentar uma estrada que corta uma corredor de floresta, em uma \u00e1rea com problemas fundi\u00e1rios, somente para baratear o custo do transporte de um produto como a soja por exemplo, n\u00e3o est\u00e1 se pensando em todo o impacto que vai gerar com a especula\u00e7\u00e3o de terras, com o desmatamento, com os conflitos, a migra\u00e7\u00e3o. S\u00e3o todos custos n\u00e3o contabilizados\u201d, afirma Alencar.<\/p>\n<p>Estradas tendem a aumentar o pre\u00e7o de terras nas regi\u00f5es direta e indiretamente afetadas, servindo tamb\u00e9m como motores de desmatamento. Se o ritmo atual de expans\u00e3o agropecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia se mantiver, lembra o estudo,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/03\/amazonia-pode-estar-a-menos-de-30-anos-de-um-colapso-diz-estudo\/\" data-wpel-link=\"internal\">40% de toda a Floresta Amaz\u00f4nica ter\u00e1 sido extinta at\u00e9 2050<\/a>.<\/p>\n<p>Para Alencar, um projeto que foi pensado para apoiar economicamente um s\u00f3 setor acaba desarticulando e gerando \u00f4nus para outros setores. A sa\u00edda seria fazer uma an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o \u00a0custo-benef\u00edcio que inclua fatores como os impactos indiretos para a sociedade local. Entre eles, est\u00e1 o gasto com ordenamento territorial e regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria para evitar grilagem de terras p\u00fablicas e acirramento de conflitos nas \u00e1reas afetadas por essas rodovias.<\/p>\n<p>Estudos de viabilidade bem feitos dependem de uma equipe t\u00e9cnica de qualidade, com capacidade e recursos para obter dados, algo que ainda falta na maioria dos casos. \u00c9 o que considera Tha\u00eds Vilela, uma das principais autoras do estudo. Embora pa\u00edses como o Brasil estejam avan\u00e7ando em oferecer os recursos necess\u00e1rios, o cen\u00e1rio ideal ainda est\u00e1 distante. \u201c\u00c9 preciso tamb\u00e9m apoio das inst\u00e2ncias superiores no servi\u00e7o p\u00fablico. A quest\u00e3o ambiental em particular nem sempre \u00e9 uma prioridade pol\u00edtica\u201d, analisa Vilela.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas como a da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dnit.gov.br\/noticias\/ministro-da-infraestrutura-inaugura-trecho-da-transamazonica\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Transamaz\u00f4nica (BR-230)<\/a>\u00a0chamam a aten\u00e7\u00e3o por sua pr\u00f3pria magnitude. A estrada j\u00e1 conta com mais de 4 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Segundo o modelo aplicado pelos pesquisadores, obras nessa rodovia, sozinha, podem ser respons\u00e1veis por 23% do desmatamento na regi\u00e3o at\u00e9 2030 \u2013 cerca de 561 mil hectares. Outra estrada problem\u00e1tica, a BR-163 \u2013 principal via de escoamento da soja, entre Cuiab\u00e1 e Santar\u00e9m \u2013, caso seja expandida para os 496 quil\u00f4metros previstos, pode gerar a emiss\u00e3o de 400 milh\u00f5es de toneladas de carbono at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do caso cr\u00edtico da Transamaz\u00f4nica, os dois projetos com mais impactos em desmatamento s\u00e3o a Troncal Piedemonte na Col\u00f4mbia, com 116 mil hectares, e a Pucallpa-Contamana no Peru, com 66 mil hectares. Para garantir, por exemplo, que protocolos de consulta a comunidades ind\u00edgenas, quilombolas e ribeirinhas sejam cumpridos e os seus direitos respeitados, \u00e9 preciso uma organiza\u00e7\u00e3o permanente entre comunidades, sociedade civil e atores como entidades do terceiro setor, movimentos sociais e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, que n\u00e3o raro precisa entrar com recursos jur\u00eddicos para que a lei seja cumprida.<\/p>\n<p>\u201cA comunidade, sozinha, n\u00e3o tem poder de garantir que seus direitos sejam respeitados se a sociedade e as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o a apoiarem\u201d, lembra Vilela. Pelo menos tr\u00eas estradas analisadas cruzam diretamente territ\u00f3rios ind\u00edgenas que contam com povos isolados no Equador e na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14442\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/F1.large_.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"978\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/F1.large_.jpg 1280w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/F1.large_-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/F1.large_-1024x782.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/F1.large_-768x587.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/F1.large_-500x382.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><em>Usando dados hist\u00f3ricos e uma plataforma para modelagem de sistemas ambientais, os pesquisadores do estudo estimaram a \u00e1rea de desmatamento ao longo dos principais projetos de rodovias na Amaz\u00f4nia. A linha vermelha horizontal \u00e9 a Transamaz\u00f4nica. Imagem: Vilela et al.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Pa\u00edses precisam escolher qual \u00e9 a sua prioridade<\/strong><\/h3>\n<p>Por outro lado, os pesquisadores tamb\u00e9m identificaram 18 projetos com baixo impacto socioambiental. Se os gestores escolhessem focar nessas estradas, o desmatamento seria menor que 10% do que o projetado, ficando em cerca de 240 mil hectares e o ganho econ\u00f4mico em torno de 4 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Ainda assim, esses projetos considerados mais eficientes ainda causam 33% de todo o desmatamento previsto, com 803 mil hectares.<\/p>\n<p>\u201cO governo e a sociedade civil devem escolher qual \u00e9 o n\u00edvel de impacto negativo que est\u00e3o dispostos a aceitar a fim de obterem determinado ganho econ\u00f4mico, lembrando que parte desse ganho tende a beneficiar a comunidade local\u201d, diz Tha\u00eds Vilela. Em alguns pa\u00edses o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais cr\u00edtico, como na Bol\u00edvia, onde 85% dos projetos previstos de estradas sequer s\u00e3o economicamente vi\u00e1veis.<\/p>\n<p>O papel dos financiadores, nesse caso, \u00e9 crucial. Al\u00e9m de investimento p\u00fablico, \u00e9 comum que parcerias p\u00fablico-privadas sejam assinadas e os projetos\u00a0<a href=\"https:\/\/cedla.org\/publicaciones\/cedla\/plustrabajo-2-la-expansion-de-la-economia-china-en-latinoamerica\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">contem com financiamento de pa\u00edses como a China<\/a>\u00a0e de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.inesc.org.br\/o-que-esperar-da-politica-de-responsabilidade-social-e-ambiental-do-bndes\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">bancos de desenvolvimento nacionais, como o BNDES<\/a>, e tamb\u00e9m transnacionais.<\/p>\n<p>Bill Laurance, que lidera os projetos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.global-roadmap.org\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Global-Roadmap<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/alert-conservation.org\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Alert<\/a>, destaca o papel que esses atores deveriam ter em exigir estudos de impacto aprofundado. Atualmente, no entanto, s\u00e3o fatores negligenciados. \u201cEsses bancos t\u00eam aprovado projetos que simplesmente n\u00e3o deveriam ser aprovados. Este \u00e9 um problema grave. Deveria haver uma presta\u00e7\u00e3o de contas muito mais s\u00e9ria\u201d, critica.<\/p>\n<p>Para Alfonso Malky, \u00e9 fundamental que esses atores pressionem para que o impacto socioambiental seja parte central dos projetos desde o seu primeiro rascunho. S\u00f3 assim, com transpar\u00eancia e press\u00e3o baseada em evid\u00eancias t\u00e9cnicas, cada pa\u00eds poder\u00e1 tomar a melhor decis\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cO mundo n\u00e3o pode mais financiar projetos que resultam em danos ambientais irrevers\u00edveis e sequer s\u00e3o economicamente vi\u00e1veis. Especialmente em pa\u00edses que fazem parte da Amaz\u00f4nia\u201d, alerta Malky.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14439\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BR230xBR163-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"867\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BR230xBR163-1.jpeg 1280w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BR230xBR163-1-300x203.jpeg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BR230xBR163-1-1024x694.jpeg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BR230xBR163-1-768x520.jpeg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BR230xBR163-1-500x339.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><em>Entroncamento da Transamaz\u00f4nica (BR-230) com a BR-163 pr\u00f3ximo a Santar\u00e9m (PA), no Par\u00e1, e seus numerosos ramais em formato \u201cespinha de peixe\u201d. Os dois principais vetores rodovi\u00e1rios de desmatamento na Amaz\u00f4nia s\u00e3o um pren\u00fancio do que pode ocorrer caso os novos projetos saiam do papel sem um estudo de viabilidade ambiental. Imagem: Google.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Infraestrutura e coronav\u00edrus<\/strong><\/h3>\n<p>O impacto do coronav\u00edrus em grandes projetos de infraestrutura ainda \u00e9 incerto. Ao mesmo tempo que certamente o crescimento econ\u00f4mico em toda a Am\u00e9rica Latina ir\u00e1 diminuir \u2013 as revis\u00f5es atuais j\u00e1 apontam recess\u00e3o \u2013, \u00e9 poss\u00edvel que os recursos sejam alocados em outros investimentos com impacto indefinido ou que os governos decidam investir em projetos de infraestrutura para estimular o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Independente desses fatores, Bill Laurance destaca que grandes projetos de infraestrutura em\u00a0<a href=\"https:\/\/news.mongabay.com\/2020\/04\/will-the-next-coronavirus-come-from-amazonia-deforestation-and-the-risk-of-infectious-diseases-commentary\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">regi\u00f5es fronteiri\u00e7as e ambientalmente importantes como a Amaz\u00f4nia podem ser \u00e1reas cr\u00edticas para novas pandemias<\/a>. A press\u00e3o do mercado ilegal de diversos animais selvagens em todo o mundo contribui para isso.<\/p>\n<p>\u201cEssas \u00e1reas s\u00e3o focos de pat\u00f3genos e doen\u00e7as. Isso pode aumentar o risco global de novas pandemias. \u00c9 importante que as pessoas vejam essa conex\u00e3o\u201d, alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"f1F6eS0KTz\"><p><a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/04\/projetos-de-estradas-na-amazonia-podem-desmatar-24-milhoes-de-hectares-nos-proximos-20-anos\/\">Projetos de estradas na Amaz\u00f4nia podem desmatar 2,4 milh\u00f5es de hectares nos pr\u00f3ximos 20 anos<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe title=\"&#8220;Projetos de estradas na Amaz\u00f4nia podem desmatar 2,4 milh\u00f5es de hectares nos pr\u00f3ximos 20 anos&#8221; &#8212; Not\u00edcias ambientais\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/04\/projetos-de-estradas-na-amazonia-podem-desmatar-24-milhoes-de-hectares-nos-proximos-20-anos\/embed\/#?secret=f1F6eS0KTz\" data-secret=\"f1F6eS0KTz\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"panel-pane pane-highwire-article-citation\">\n<div class=\"pane-content\">\n<div id=\"node919419\" class=\"highwire-article-citation highwire-citation-type-highwire-article\" data-node-nid=\"919419\" data-pisa=\"pnas;117\/13\/7095\" data-pisa-master=\"pnas;1910853117\" data-apath=\"\/pnas\/117\/13\/7095.atom\" data-hw-author-tooltip-instance=\"highwire_author_tooltip\">\n<div class=\"highwire-cite highwire-cite-highwire-article highwire-citation-pnas-article-title-complete clearfix has-author-tooltip highwire-citation-highwire-article-top-a\">\n<div class=\"highwire-cite-metadata\"><\/div>\n<div class=\"highwire-cite-extras\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"panel-separator\"><\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator style=&#8221;double&#8221; border_width=&#8221;2&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h4><strong>Leia o artigo publicado na PNAS aqui: <a href=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/7095.full_.pdf\"><em>A better Amazon road network for people and the environment. <\/em><\/a><\/strong><\/h4>\n<p>Thais Vilela<span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author has-tooltip hasTooltip\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"1\" data-hasqtip=\"1\" aria-describedby=\"qtip-1\">Alfonso Malky Harb<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"2\">Aaron Bruner<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"3\">Vera La\u00edsa da Silva Arruda<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"4\">Vivian Ribeiro<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author has-tooltip hasTooltip\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"5\" data-hasqtip=\"4\">Ane Auxiliadora Costa Alencar<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author has-tooltip hasTooltip\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"6\" data-hasqtip=\"0\">Annie Julissa Escobedo Grandez<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"7\">Adriana Rojas<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">,\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author has-tooltip hasTooltip\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"8\" data-hasqtip=\"3\">Alejandra Laina<\/span><span style=\"font-weight: normal;\">, and\u00a0<\/span><span class=\"highwire-citation-author\" style=\"font-weight: normal;\" data-delta=\"9\">Rodrigo Botero.<\/span><\/p>\n<div class=\"panel-pane pane-highwire-article-citation\">\n<div class=\"pane-content\">\n<div id=\"node919419\" class=\"highwire-article-citation highwire-citation-type-highwire-article\" data-node-nid=\"919419\" data-pisa=\"pnas;117\/13\/7095\" data-pisa-master=\"pnas;1910853117\" data-apath=\"\/pnas\/117\/13\/7095.atom\" data-hw-author-tooltip-instance=\"highwire_author_tooltip\">\n<div class=\"highwire-cite highwire-cite-highwire-article highwire-citation-pnas-article-title-complete clearfix has-author-tooltip highwire-citation-highwire-article-top-a\">\n<div class=\"highwire-cite-metadata\"><span class=\"highwire-cite-metadata-journal highwire-cite-metadata\">PNAS\u00a0<\/span><span class=\"highwire-cite-metadata-date highwire-cite-metadata\">March 31, 2020\u00a0<\/span><span class=\"highwire-cite-metadata-volume highwire-cite-metadata\">117\u00a0<\/span><span class=\"highwire-cite-metadata-issue highwire-cite-metadata\">(13)\u00a0<\/span><span class=\"highwire-cite-metadata-pages highwire-cite-metadata\">7095-7102;\u00a0<\/span><span class=\"highwire-cite-metadata-papdate highwire-cite-metadata\">first published March 16, 2020\u00a0<\/span><span class=\"highwire-cite-metadata-doi highwire-cite-metadata\"><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1073\/pnas.1910853117\">https:\/\/doi.org\/10.1073\/pnas.1910853117<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12 mil km de estradas previstas em 75 projetos para os cinco pa\u00edses da Bacia Amaz\u00f4nica podem causar o desmatamento de 2,4 milh\u00f5es de hectares. 17% dessas obras violam a legisla\u00e7\u00e3o ambiental e o direito de povos ind\u00edgenas<\/p>\n<p>O custo total \u00e9 de 27 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e 50% dos projetos sequer se pagam do ponto vista financeiro.<\/p>\n<p>Faltam estudos de viabilidade t\u00e9cnica confi\u00e1veis, dados s\u00f3lidos e press\u00e3o de financiadores para minimizar o impacto socioambiental.<\/p>\n<p>Brasil, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Equador e Peru precisam avaliar quais ser\u00e3o as suas prioridades.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":14443,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-14453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14453"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14455,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14453\/revisions\/14455"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}