{"id":16436,"date":"2020-07-06T13:09:05","date_gmt":"2020-07-06T16:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/em-plena-pandemia-extracao-de-ouro-aumenta-na-amazonia\/"},"modified":"2020-07-20T13:10:11","modified_gmt":"2020-07-20T16:10:11","slug":"em-plena-pandemia-extracao-de-ouro-aumenta-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/em-plena-pandemia-extracao-de-ouro-aumenta-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Em plena pandemia, extra\u00e7\u00e3o de ouro aumenta na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/by\/mauricio-angelo\/\" rel=\"tag\" data-wpel-link=\"internal\">Maur\u00edcio Angelo<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Mongabay Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong> 6 de julho de 2020<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<ul>\n<li>Estudo revela que 29 toneladas de ouro foram extra\u00eddas no Brasil apenas nos quatro primeiros meses de 2020.<\/li>\n<li>Com a alta na cota\u00e7\u00e3o do ouro, o valor das exporta\u00e7\u00f5es cresceu 15% em rela\u00e7\u00e3o a 2019 e ultrapassou a marca de US$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/li>\n<li>Quatro dos dez munic\u00edpios com maior volume de extra\u00e7\u00e3o de ouro ficam na Amaz\u00f4nia, dominados por grandes multinacionais e donos de garimpo de larga escala.<\/li>\n<li>Esses munic\u00edpios, localizados no Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Amap\u00e1 e Mato Grosso, colecionam conflitos socioambientais com povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.escolhas.org\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/TD_04_GARIMPO_A-NOVA-CORRIDA-DO-OURO-NA-AMAZONIA_maio_2020.pdf\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">estudo recente<\/a>, publicado pelo Instituto Escolhas, mostra que a mais grave pandemia global dos \u00faltimos cem anos nem chegou perto de arranhar o ritmo da corrida pelo ouro, sobretudo na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Apenas nos quatro primeiros meses do ano, 29 toneladas foram oficialmente extra\u00eddas no Brasil, mesmo com a pandemia de covid-19 em curso desde mar\u00e7o. Isso j\u00e1 \u00e9 um ter\u00e7o do que foi extra\u00eddo, de acordo com os registros oficiais, nos dois anos anteriores somados: 85 tonleadas no total. Com a alta mundial na cota\u00e7\u00e3o do metal, o valor das exporta\u00e7\u00f5es cresceu 15% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>De acordo com o valor do imposto recolhido, a Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (CFEM), quatro dos dez munic\u00edpios que mais produziram ouro no Brasil em 2019 ficam em estados diferentes da Amaz\u00f4nia: Itaituba, no Par\u00e1; Godofredo Viana, no Maranh\u00e3o; Pedra Branca do Amapari, no Amap\u00e1; e Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso.<\/p>\n<p>Essas quatro cidades contam uma hist\u00f3ria interessante sobre como o ouro amea\u00e7a comunidades inteiras,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/04\/mineracao-de-ouro-ameaca-reservas-indigenas-na-amazonia\/\" data-wpel-link=\"internal\">diversos povos ind\u00edgenas<\/a>\u00a0e dezenas de unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Em Itaituba, no M\u00e9dio Tapaj\u00f3s, maior regi\u00e3o garimpeira do pa\u00eds, lavras est\u00e3o cravadas irregularmente dentro de \u00e1reas protegidas e terras ind\u00edgenas. De acordo com a CFEM recolhida, Itaituba est\u00e1 em segundo lugar no ranking da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM) dos munic\u00edpios que mais produziram ouro no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16422\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342.png\" alt=\"\" width=\"1646\" height=\"999\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342.png 1646w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342-300x182.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342-1024x621.png 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342-768x466.png 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342-1536x932.png 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Captura-de-Tela-2020-07-06-a\u0300s-12.51.44-e1594050851342-500x303.png 500w\" sizes=\"(max-width: 1646px) 100vw, 1646px\" \/><em>As exporta\u00e7\u00f5es de ouro do Brasil subiram mais de 100% nos \u00faltimos dez anos, segundo valores acumulados no per\u00edodo de janeiro a abril de cada ano. O valor das exporta\u00e7\u00f5es em 2020 cresceu 15% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Fonte: Minist\u00e9rio da Economia, Sistema Comex Stat.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma estimativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal diz que 1 kg de ouro representa cerca de R$ 1,7 milh\u00e3o em dano ambiental. Segundo Ana Carolina Bragan\u00e7a, procuradora federal no Amazonas, o ouro extra\u00eddo ilegalmente na Amaz\u00f4nia est\u00e1 no mercado l\u00edcito, circulando na economia \u2013 quem paga os danos \u00e9 a sociedade, e a Justi\u00e7a n\u00e3o d\u00e1 conta da complexidade da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA Constitui\u00e7\u00e3o diz expressamente que deve haver repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pelo garimpo. E garantir isso passa por um licenciamento ambiental s\u00e9rio. \u00c9 preciso questionar at\u00e9 se o garimpo \u00e9 economicamente vi\u00e1vel diante do dano que causa\u201d, afirma a procuradora.<\/p>\n<p>Como boa parte do ouro extra\u00eddo no Brasil \u00e9 ilegal, os n\u00fameros dispon\u00edveis n\u00e3o mostram toda a realidade. Uma opera\u00e7\u00e3o do MPF, por exemplo, revelou que<a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/pa\/sala-de-imprensa\/noticias-pa\/acoes-do-mpf-no-para-apontam-provas-do-completo-descontrole-da-cadeia-economica-do-ouro-no-brasil\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">\u00a0610 quilos de ouro ilegal foram negociados por uma \u00fanica operadora<\/a>\u00a0entre 2015 e 2018 em Santar\u00e9m, no Par\u00e1, causando um preju\u00edzo de R$ 70 milh\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16425\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Unidades-de-conservacao-no-perimetro-da-Reserva-Garimpeira-do-Tapajos.jpg\" alt=\"\" width=\"887\" height=\"587\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Unidades-de-conservacao-no-perimetro-da-Reserva-Garimpeira-do-Tapajos.jpg 887w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Unidades-de-conservacao-no-perimetro-da-Reserva-Garimpeira-do-Tapajos-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Unidades-de-conservacao-no-perimetro-da-Reserva-Garimpeira-do-Tapajos-768x508.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Unidades-de-conservacao-no-perimetro-da-Reserva-Garimpeira-do-Tapajos-500x331.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 887px) 100vw, 887px\" \/><em>Delimitada em 1983, a Reserva Garimpeira do Tapaj\u00f3s (linha vermelha), em Itaituba (PA), se sobrep\u00f5e hoje a um mosaico de unidades de conserva\u00e7\u00e3o criadas dentro do recente Plano BR-163 Sustent\u00e1vel, concebido para conter o desmatamento \u00e0s margens da rodovia. Como a minera\u00e7\u00e3o tornou-se irregular na \u00e1rea, representantes do setor buscam na Justi\u00e7a liberar novamente a atividade. Mapa: Anoro\/Garimpo 4.0.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Minera\u00e7\u00e3o tem grande impacto ambiental<\/strong><\/h3>\n<p>Os Munduruku, principal povo ind\u00edgena do M\u00e9dio e Alto Tapaj\u00f3s, convivem h\u00e1 d\u00e9cadas com a press\u00e3o do garimpo.\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/povo-munduruku-vive-luto-permanente-por-covid-19-no-para\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Dez pessoas da etnia j\u00e1 morreram de covid-19<\/a>, entre elas o cacique Vicente Saw Munduruku, uma importante lideran\u00e7a. A estimativa \u00e9 de que 60 mil garimpeiros trabalhem em Itaituba, que \u00e9 o 13<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0maior munic\u00edpio do pa\u00eds, com 62 mil km\u00b2 de \u00e1rea.<\/p>\n<p>Outro dado d\u00e1 uma dimens\u00e3o da trag\u00e9dia. Em 2019, de acordo com o Ibama, o desmatamento ilegal causado pelo garimpo bateu recorde: 10,5 mil hectares de floresta vieram abaixo, um aumento de 23% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Novamente, a regi\u00e3o mais afetada foi a do Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a covid-19 j\u00e1 matou mais de 60 mil pessoas, deixando o Brasil como o segundo pa\u00eds do mundo com mais mortes registradas. Em toda a Amaz\u00f4nia, os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/04\/populacao-indigena-e-a-mais-suscetivel-ao-coronavirus-na-america-latina\/\" data-wpel-link=\"internal\">povos ind\u00edgenas est\u00e3o entre os mais suscet\u00edveis<\/a>\u00a0\u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No fim de mar\u00e7o, ap\u00f3s\u00a0<a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2020\/03\/26\/coroavirus-vale-mantem-minas-operacao\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">reportagens mostrarem aglomera\u00e7\u00e3o de trabalhadores em grandes mineradoras<\/a>, impactando cidades que vivem em fun\u00e7\u00e3o disso, as empresas\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriodamineracao.com.br\/pressionado-governo-federal-considera-mineracao-atividade-essencial-e-se-torna-cumplice-de-mineradoras\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">se reuniram para pressionar o governo federal<\/a>\u00a0a tornar a minera\u00e7\u00e3o atividade essencial \u2013 e conseguiram. Desde ent\u00e3o, a\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriodamineracao.com.br\/infeccao-por-covid-19-explode-entre-trabalhadores-da-vale-no-para-e-cidade-entra-em-colapso\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">situa\u00e7\u00e3o da pandemia piorou muito<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16428\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1536\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-500x375.jpg 500w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/IMG_0410-600x450.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>O impacto ambiental dos garimpos fica evidente nas imensas crateras alagadas na floresta. \u00c0 medida que o ouro superficial fica mais fundo, os garimpeiros usam jatos d\u2019\u00e1gua para escavar e poder filtrar o metal na lama. Foto: Paulo de Tarso Moreira Oliveira\/arquivo MPF<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Mercado comemora, floresta paga a conta<\/strong><\/h3>\n<p>Em cinco anos,\u00a0<a href=\"https:\/\/goldprice.org\/pt\/gold-price-chart.html\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">a cota\u00e7\u00e3o da on\u00e7a-troy de ouro subiu mais de 46%.<\/a>\u00a0O pre\u00e7o atual oscila na casa dos US$ 1.730. Em Godofredo Viana (MA), sexta cidade no ranking da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o, a extra\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 controlada pela empresa canadense Equinox Gold, uma das 20 maiores mineradoras de ouro do mundo. A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.equinoxgold.com\/operations\/operating-mines\/aurizona-gold-mine\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">mina de Aurizona<\/a>\u00a0produz at\u00e9 130 mil on\u00e7as de ouro por ano; 4 mil pessoas vivem em uma comunidade ao lado da mina.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador Tadzio Coelho, professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (MG), que conduziu um projeto em Godofredo Viana, a situa\u00e7\u00e3o da cidade reproduz o modelo de depend\u00eancia mineral visto em outros lugares.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o convive com problemas respirat\u00f3rios e al\u00e9rgicos causados pela minera\u00e7\u00e3o. A polui\u00e7\u00e3o sonora \u00e9 grande e h\u00e1 o risco de rompimento de uma barragem pr\u00f3xima. A comunidade n\u00e3o \u00e9 ouvida em nenhuma inst\u00e2ncia de decis\u00e3o, assim como o poder p\u00fablico, que se torna ref\u00e9m da mineradora. \u201cO processo de consulta e decis\u00e3o leva em conta os interesses da empresa. As demandas locais, principalmente da comunidade, s\u00e3o ignoradas\u201d, diz Coelho.<\/p>\n<p>No Amap\u00e1, em Pedra Branca do Amapari, oitava no ranking da ANM, a explora\u00e7\u00e3o de ouro tamb\u00e9m \u00e9 operada por uma multinacional, a canadense Great Panther Mining, que adquiriu a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.greatpanther.com\/operations\/producing-mines\/tucano-mine\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Mina Tucano<\/a>\u00a0em 2018 da australiana Beadell. A mina produz cerca de 145 mil on\u00e7as de ouro por ano.<\/p>\n<p>Com a massiva presen\u00e7a de garimpeiros e de outras multinacionais que exploram min\u00e9rio de ferro,\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriodamineracao.com.br\/de-eike-batista-a-bilionario-indiano-investigacao-transnacional-de-corrupcao-mira-a-zamin-ferrous-e-deputados-no-amapa\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">como a inglesa Zamin<\/a>, e requerimentos na ANM para explorar ouro pela\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriodamineracao.com.br\/povos-indigenas-isolados-estao-ameacados-por-quase-4-mil-requerimentos-minerarios\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">inglesa Anglo American<\/a>, a\u00a0<a href=\"https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Waj%C3%A3pi\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Terra Ind\u00edgena Waj\u00e3pi<\/a>\u00a0tem boa parte da sua \u00e1rea dentro do munic\u00edpio de Pedra Branca.<\/p>\n<p>Em julho de 2019,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.diariodoamapa.com.br\/cadernos\/politica\/garimpeiros-invadem-aldeia-wajapi-e-matam-indigena-conflito-pode-levar-a-um-banho-de-sangue\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">cerca de 50 garimpeiros invadiram a TI<\/a>\u00a0e mataram a facadas uma importante lideran\u00e7a da regi\u00e3o,\u00a0<a href=\"https:\/\/politica.estadao.com.br\/noticias\/geral,lider-indigena-e-morto-a-facada-no-amapa-politicos-veem-acao-de-garimpeiros,70002942614\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Emyra Waj\u00e3pi<\/a>. O Conselho das Aldeias Waj\u00e3pi\u00a0<a href=\"https:\/\/ponte.org\/indigenas-wajapi-denunciam-invasao-de-garimpeiros-e-assassinato-de-lideranca-no-amapa\/\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">denunciou a situa\u00e7\u00e3o<\/a>, mas invas\u00f5es e amea\u00e7as se\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/28\/politica\/1564324247_225765.html\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">tornaram frequentes durante o governo Jair Bolsonaro<\/a>. As reservas minerais da TI Waj\u00e3pi, que incluem ouro, ferro, t\u00e2ntalo, ni\u00f3bio, cassiterita e mangan\u00eas, s\u00e3o alvo de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-49133192\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">grande interesse internacional<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16431\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1536\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k-500x375.jpg 500w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2927979204_6fbb8a3966_k-600x450.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>Na aldeia Aramir\u00e3, na Terra Ind\u00edgena Waj\u00e3pi, homens tocam uma flauta tradicional. O povo ind\u00edgena do Amap\u00e1 vem sofrendo com a invas\u00e3o de garimpeiros nos \u00faltimos anos. Foto: Christiane Peres\/CC BY-NC 2.0.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 em Peixoto de Azevedo (MT), o garimpo destruiu completamente o rio de mesmo nome, \u00e1rea habitada pelo povo ind\u00edgena isolado Panar\u00e1. O cen\u00e1rio de terra arrasada e explora\u00e7\u00e3o ilegal\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2019\/09\/garimpos-em-mt-poem-em-xeque-capacidade-de-fiscalizar-mineracao.shtml\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">persiste at\u00e9 os dias atuais<\/a>, mesmo com a cria\u00e7\u00e3o de uma reserva garimpeira com licen\u00e7a para operar.<\/p>\n<p>A busca pelo ouro na Amaz\u00f4nia \u00e9 impulsionada atualmente por dois fortes motivos: o aumento da demanda \u2013 o metal \u00e9 considerado um ativo seguro em tempos de crise econ\u00f4mica \u2013 e uma conjuntura pol\u00edtica favor\u00e1vel ao garimpo. Mas essa nova corrida \u00e9 um movimento de risco, diz o relat\u00f3rio do Instituto Escolhas. \u201cRisco para a transpar\u00eancia da origem do ouro e, sobretudo, para as \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia, sejam elas terras ind\u00edgenas ou unidades de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, alerta o estudo.<\/p>\n<p>https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/07\/em-plena-pandemia-extracao-de-ouro-aumenta-na-amazonia\/[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo revela que 29 toneladas de ouro foram extra\u00eddas no Brasil apenas nos quatro primeiros meses de 2020.<\/p>\n<p>Com a alta na cota\u00e7\u00e3o do ouro, o valor das exporta\u00e7\u00f5es cresceu 15% em rela\u00e7\u00e3o a 2019 e ultrapassou a marca de US$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Quatro dos dez munic\u00edpios com maior volume de extra\u00e7\u00e3o de ouro ficam na Amaz\u00f4nia, dominados por grandes multinacionais e donos de garimpo de larga escala.<\/p>\n<p>Esses munic\u00edpios, localizados no Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Amap\u00e1 e Mato Grosso, colecionam conflitos socioambientais com povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":16429,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-16436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16436"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16438,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16436\/revisions\/16438"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}