{"id":29410,"date":"2021-12-10T17:50:35","date_gmt":"2021-12-10T20:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/amazonia-legal-concentra-20-das-26-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021\/"},"modified":"2021-12-10T17:52:56","modified_gmt":"2021-12-10T20:52:56","slug":"amazonia-legal-concentra-20-das-26-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/amazonia-legal-concentra-20-das-26-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia Legal concentra 20 das 26 mortes por conflitos no campo em 2021"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>UOL<\/strong><br \/>\n<strong>Carlos Madeiro<\/strong><br \/>\n<strong>10 de dezembro de 2021<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia Legal<\/strong><\/p>\n<p>O ano de 2021 j\u00e1 registra 26 assassinatos relacionados a conflitos no campo no pa\u00eds, um aumento de 30% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero total do ano passado. Desses crimes, 20 foram na Amaz\u00f4nia Legal. Os n\u00fameros s\u00e3o parciais e contabilizam as mortes at\u00e9 novembro de 2021. Os dados, no entanto, ainda s\u00e3o inferiores aos praticados anualmente at\u00e9 2019 (veja lista abaixo).<\/p>\n<p>Os dados fazem parte de um relat\u00f3rio &#8220;Conflitos no Campo&#8221;, divulgado hoje pela CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra), entidade ligada \u00e0 CNBB (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Bispos do Brasil), que faz um balan\u00e7o parcial de casos neste ano.<\/p>\n<p><strong>Mortes por conflitos no campo<br \/>\n2010<\/strong> &#8211; 34<br \/>\n<strong>2011<\/strong> &#8211; 29<br \/>\n<strong>2012<\/strong> &#8211; 36<br \/>\n<strong>2013<\/strong> &#8211; 34<br \/>\n<strong>2014<\/strong> &#8211; 36<br \/>\n<strong>2015<\/strong> &#8211; 50<br \/>\n<strong>2016<\/strong> &#8211; 61<br \/>\n<strong>2017<\/strong> &#8211; 71<br \/>\n<strong>2018<\/strong> &#8211; 28<br \/>\n<strong>2019<\/strong> &#8211; 32<br \/>\n<strong>2020<\/strong> &#8211; 18<br \/>\n<strong>2021*<\/strong> &#8211; 26<br \/>\n* at\u00e9 novembro de 2021<\/p>\n<p>Segundo o documento, as v\u00edtimas assassinadas eram:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Ind\u00edgenas<\/strong> &#8211; 8<\/li>\n<li><strong>Sem-terra<\/strong> &#8211; 6<\/li>\n<li><strong>Posseiros<\/strong> &#8211; 3<\/li>\n<li><strong>Quilombolas <\/strong>&#8211; 3<\/li>\n<li><strong>Assentados <\/strong>&#8211; 2<\/li>\n<li><strong>Pequenos propriet\u00e1rios <\/strong>&#8211; 2<\/li>\n<li><strong>Quebradeiras de coco baba\u00e7u<\/strong> &#8211; 2<\/li>\n<\/ul>\n<p>O estado que liderou as mortes foi o Maranh\u00e3o, onde nove assassinatos foram registrados neste ano. A <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2021\/11\/06\/escalada-de-mortes-no-campo-no-maranhao-pressiona-governo-de-flavio-dino.htm\">escalada de viol\u00eancia<\/a>, inclusive, gerou uma s\u00e9rie de protestos de entidades locais, que cobram a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o dos governos federal e estadual.<\/p>\n<h2>Assassinatos por estado em 2021<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>Maranh\u00e3o<\/strong> &#8211; 9<\/li>\n<li><strong>Rond\u00f4nia<\/strong> &#8211; 5<\/li>\n<li><strong>Tocantins<\/strong> &#8211; 3<\/li>\n<li><strong>Bahia, Par\u00e1, Rio Grande do Sul e Roraima<\/strong> &#8211; 2<\/li>\n<li><strong>Rio de Janeiro<\/strong> &#8211; 1<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2020, todos os tipos de viol\u00eancia contra camponeses tamb\u00e9m tiveram alta neste ano (no caso, os dados se referem de janeiro a agosto):<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Agress\u00f5es<\/strong> &#8211; 15 (50% a mais que em 2020)<\/li>\n<li><strong>Amea\u00e7a de pris\u00e3o<\/strong> &#8211; 27 (200% a mais)<\/li>\n<li><strong>Humilha\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; 12 (1.100% a mais)<\/li>\n<li><strong>Intimida\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; 24 (14% a mais)<\/li>\n<\/ul>\n<p>O documento ainda cita as chamadas &#8220;mortes em consequ\u00eancia&#8221;, que tiveram alta de 1.044%, totalizando 103 casos. Entretanto, a CPT explica que s\u00e3o 101 casos de ind\u00edgenas ianom\u00e2mis sem muitos detalhes \u2014o que impede de se saber se elas t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com conflitos no campo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel extrair, de acordo com as fontes, o n\u00famero exato de crian\u00e7as, mulheres e homens que morreram em consequ\u00eancia de conflitos no campo Temos informa\u00e7\u00f5es de que pelo menos 45 eram crian\u00e7as. A maior parte destes dados foi apresentada no 2\u00ba F\u00f3rum de Lideran\u00e7as Yanomami e Ye&#8217;Kwuana, ocorrido entre 4 e 7 de setembro de 2021. H\u00e1, inclusive, grande dificuldade em estabelecer as datas exatas de ocorr\u00eancia destas mortes&#8221;, cita.<\/p>\n<h2>Mortes de sem-terras triplicam<\/h2>\n<p>Segundo os dados da CPT, o n\u00famero de ind\u00edgenas e quilombolas assassinados se manteve igual, mas o n\u00famero de sem-terras mortos triplicou (foram 2 em 2020).<\/p>\n<p>&#8220;Todos os seis sem-terra assassinados foram mortos na Amaz\u00f4nia, dentre os quais, cinco em Rond\u00f4nia e todos integrantes da Liga dos Camponeses Pobres&#8221;, diz o texto do relat\u00f3rio da CPT.<\/p>\n<p>Das mortes de sem-terra, tr\u00eas ocorreram no dia 13 de agosto pela PM (Pol\u00edcia Militar) de Rond\u00f4nia e pela For\u00e7a de Seguran\u00e7a Nacional no acampamento Ademar Ferreira, em Nova Mutum, distrito de Porto Velho. &#8220;Esse foi o \u00fanico massacre registrado pela CPT, at\u00e9 o momento, em 2021&#8221;, diz o levantamento, citando que o conflito na regi\u00e3o continua tenso.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00famero de posseiros assassinados passou de um, em 2020, para tr\u00eas em 2021. J\u00e1 de assentados, foi de um, em 2020, para dois em 2021&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"pinit-img loaded\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/a0\/2021\/12\/09\/operacao-nova-mutum-da-pm-ro-realizou-serie-de-despejos-contra-camponeses-na-regiao-de-ponta-do-abuna-1639070527384_v2_750x421.jpg.webp\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o Nova Mutum, da PM-RO, realizou s\u00e9rie de despejos contra camponeses na regi\u00e3o de Ponta do Abun\u00e3 - Andressa Zumpano \/ CPT - Andressa Zumpano \/ CPT\" width=\"750\" height=\"421\" data-src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/a0\/2021\/12\/09\/operacao-nova-mutum-da-pm-ro-realizou-serie-de-despejos-contra-camponeses-na-regiao-de-ponta-do-abuna-1639070527384_v2_750x421.jpg.webp\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;450x253&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;750x421&quot;,&quot;md&quot;:&quot;600x337&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;750x421&quot;}\" data-crazyload=\"loaded\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Opera\u00e7\u00e3o Nova Mutum, da PM-RO, realizou s\u00e9rie de despejos contra camponeses na regi\u00e3o de Ponta do Abun\u00e3 este ano Imagem: Andressa Zumpano \/ CPT<\/p><\/div>\n<figure data-format=\"horizontal\"><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Mais fam\u00edlias e mais casos<\/h2>\n<p>Em 2021, a CPT aponta que os dados parciais revelam ainda um aumento no n\u00famero de fam\u00edlias envolvidas nos conflitos por terra (3,55% a mais), apesar de haver diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de conflitos deste tipo.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00famero de fam\u00edlias em ocupa\u00e7\u00f5es e retomadas registrado em 2021 teve um aumento de 558,57%, passando de 519 para 3.418, o que j\u00e1 corresponde a mais que o dobro do n\u00famero total de fam\u00edlias registrado em todo o ano de 2020 (1.391)&#8221;, aponta a comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 agosto de 2021, foram contabilizados 418 territ\u00f3rios que sofreram &#8220;viol\u00eancia contra ocupa\u00e7\u00e3o e a posse&#8221; no pa\u00eds, dos quais:<\/p>\n<ul>\n<li>28% s\u00e3o territ\u00f3rios ind\u00edgenas<\/li>\n<li>23% territ\u00f3rios quilombolas<\/li>\n<li>14% territ\u00f3rios de posseiros<\/li>\n<li>13% territ\u00f3rios de sem-terras, entre outros<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre todos os tipos de viol\u00eancia, o que mais cresceu no ano foi o &#8220;impedimento de acesso \u00e0s \u00e1reas de uso coletivo&#8221;, que j\u00e1 registrou um aumentou 1.057% em 2021: eram 376 fam\u00edlias afetadas em 2020 e neste ano foram 4.350.<\/p>\n<p>Outras viol\u00eancias tamb\u00e9m tiveram alta em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de janeiro a agosto de 2021, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Destrui\u00e7\u00e3o de casa <\/strong>&#8211; 94% a mais<\/li>\n<li><strong>Destrui\u00e7\u00e3o de pertences<\/strong> &#8211; 104%<\/li>\n<li><strong>Expuls\u00e3o<\/strong> &#8211; 153%<\/li>\n<li><strong>Grilagem<\/strong> &#8211; 113%<\/li>\n<li><strong>Pistolagem<\/strong> &#8211; 118%<\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo a CPT, todos esses dados registrados entre janeiro e agosto deste ano j\u00e1 ultrapassam a soma de todo o ano de 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"width: 286px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"pinit-img loaded\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/f8\/2021\/11\/22\/sobrevoo-revela-gado-espalhado-ilegalmente-dentro-da-terra-indigena-piripkura-em-juina-mt-1637591744941_v2_450x800.jpg.webp\" alt=\"Sobrev\u00f4o revela gado espalhado ilegalmente dentro da Terra Ind\u00edgena Piripkura, em Ju\u00edna (MT) - Rog\u00e9rio Assis \/ ISA - Rog\u00e9rio Assis \/ ISA\" width=\"276\" height=\"491\" data-src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/f8\/2021\/11\/22\/sobrevoo-revela-gado-espalhado-ilegalmente-dentro-da-terra-indigena-piripkura-em-juina-mt-1637591744941_v2_450x800.jpg.webp\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;300x533&quot;,&quot;lg&quot;:&quot;450x800&quot;}\" data-crazyload=\"loaded\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Sobrevoo revela gado espalhado ilegalmente dentro da Terra Ind\u00edgena Piripkura, em Ju\u00edna (MT) Imagem: Rog\u00e9rio Assis \/ ISA<\/p><\/div>\n<h2>Ataque de grileiros e fazendeiros<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m faz uma an\u00e1lise espec\u00edfica da Amaz\u00f4nia. Segundo a CPT, os ind\u00edgenas continuam sendo as maiores v\u00edtimas dos conflitos por terra, mas eles passaram de 42% das v\u00edtimas, em 2020, para 33% neste ano. Da mesma forma, os quilombolas passaram de 24% para 19%.<\/p>\n<p>&#8220;Em contrapartida, aumentou a viol\u00eancia contra posseiros, sem-terras e assentados na regi\u00e3o. Em 2020, 13% das v\u00edtimas de viol\u00eancia em conflitos por terra eram posseiros, 10% sem-terra e 4% assentados. Em 2021, passam a ser 19,5% de posseiros, 12% de sem-terra e 7% assentados. Fazendeiros (30%) e grileiros (14%) s\u00e3o os maiores causadores dessas viol\u00eancias na Amaz\u00f4nia Legal&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<p>Respondendo por 77% das mortes violentas neste ano, a Amaz\u00f4nia tem problemas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra a ocupa\u00e7\u00e3o e contra a posse na regi\u00e3o. &#8220;Os n\u00fameros s\u00e3o alarmantes&#8221;, informa a CPT.<\/p>\n<p>De acordo com o documento, 93% do total de fam\u00edlias v\u00edtimas de grilagem de janeiro a agosto de 2021 foram na Amaz\u00f4nia. &#8220;Al\u00e9m disso, mesmo com uma leve redu\u00e7\u00e3o de 3% nos dados de desmatamento ilegal, a regi\u00e3o ainda responde por 92% das fam\u00edlias impactadas por esse tipo de crime&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ainda segundo o levantamento, 91% do total de fam\u00edlias que tiveram seus territ\u00f3rios invadidos s\u00e3o da Amaz\u00f4nia, &#8220;assim como 80% das fam\u00edlias impedidas de acessarem as \u00e1reas de uso coletivo e 78% das fam\u00edlias v\u00edtimas de pistolagem&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2021\/12\/10\/cpt-mortes-por-conflitos-no-campo-ja-sao-30-maiores-este-ano-que-em-2020.htm\">https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2021\/12\/10\/cpt-mortes-por-conflitos-no-campo-ja-sao-30-maiores-este-ano-que-em-2020.htm<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UOL Carlos Madeiro 10 de dezembro de 2021 Amaz\u00f4nia Legal O ano de 2021 j\u00e1 registra 26 assassinatos relacionados a conflitos no campo no pa\u00eds, um aumento de 30% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero total do ano passado. 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