{"id":2966,"date":"2017-08-29T15:13:14","date_gmt":"2017-08-29T18:13:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/futuro-da-amazonia-depende-da-quarta-revolucao-industrial\/"},"modified":"2018-01-26T17:16:39","modified_gmt":"2018-01-26T19:16:39","slug":"futuro-da-amazonia-depende-da-quarta-revolucao-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/futuro-da-amazonia-depende-da-quarta-revolucao-industrial\/","title":{"rendered":"Futuro da Amaz\u00f4nia depende da &#8220;quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right;\">Daniela Chiaretti<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right;\">19\/09\/2016<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right;\">Valor Online<\/h4>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O futuro da Amaz\u00f4nia pode depender de uma terceira via de desenvolvimento baseada na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de ponta, no conhecimento tradicional e nos ativos da biodiversidade. \u00a0Esta arquitetura inclui erguer em v\u00e1rios pontos da floresta centros de pesquisa como o Vale do Sil\u00edcio, na Calif\u00f3rnia e ter uma rede de cientistas internacionais estudando sua riqueza biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia est\u00e1 relacionada \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o, na floresta, da chamada &#8220;Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial&#8221;. \u00a0O conceito, tema da reuni\u00e3o deste ano no F\u00f3rum Mundial de Davos, trata de um movimento global em curso h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e que revoluciona as sociedades por meio de intelig\u00eancia artificial, rob\u00f3tica, gen\u00f4mica e nanotecnologias, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 olhar a Amaz\u00f4nia n\u00e3o pelos seus recursos naturais como \u00e1gua, terra e minerais, mas pelos biol\u00f3gicos&#8221;, diz o climatologista Carlos Nobre. \u00a0&#8220;\u00c9 estudar a riqueza biol\u00f3gica da Amaz\u00f4nia. \u00a0Principalmente, a riqueza biol\u00f3gica escondida.&#8221; \u00a0A abordagem est\u00e1 em estudo publicado sexta-feira na revista PNAS (Proceeding of the National Academy of Sciences) por um grupo de cientistas liderado por Nobre. \u00a0Trata-se de um plano de inova\u00e7\u00e3o em grande escala para a floresta. \u00a0O modelo associa ci\u00eancia ao conhecimento tradicional das comunidades locais e povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 explorar o que outro pesquisador do grupo, o peruano Juan Carlos Castilla-Rubio, denominou de a &#8220;terceira via amaz\u00f4nica&#8221;. \u00a0&#8220;Esta nova economia tem o potencial de ser muito maior do que a atual, baseada na explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com &#8216;intensifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel'&#8221;, diz o engenheiro bioqu\u00edmico Castilla-Rubio. \u00a0Outro flanco do estudo aponta os riscos a que a floresta est\u00e1 submetida. \u00a0&#8220;Fizemos um grande sum\u00e1rio do conhecimento mundial recente sobre Amaz\u00f4nia e apresentamos resultados novos sobre o efeito sin\u00e9rgico do desmatamento com o aquecimento global mais os inc\u00eandios florestais, e considerando os efeitos ben\u00e9ficos do aumento da concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico para a floresta&#8221;, diz Nobre.<\/p>\n<p>Esses fatores juntos mostraram que h\u00e1 dois limites que n\u00e3o podem ser superados para garantir o equil\u00edbrio da floresta: chegar a 4\u00b0C de aquecimento ou 40% de desmatamento. \u00a0Se uma dessas condi\u00e7\u00f5es for superada, os cientistas acreditam que se chegar\u00e1 a um ponto de ruptura. \u00a0Em 2050, metade da floresta pode virar savana. \u00a0Os pesquisadores envolvidos com o estudo n\u00e3o acreditam na primeira via de desenvolvimento da Amaz\u00f4nia. \u00a0Foi o debate de d\u00e9cadas atr\u00e1s, de tentar preservar tudo com unidades de conserva\u00e7\u00e3o. \u00a0&#8220;A ideia de colocar uma cerca na Amaz\u00f4nia era imposs\u00edvel&#8221;, diz Nobre.<\/p>\n<p>Nobre, que \u00e9 pesquisador aposentado do INPE e novo membro da National American of Sciences (NAS), \u00e9 cr\u00edtico do segundo modelo de desenvolvimento, baseado na &#8220;explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e na intensifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel&#8221;. \u00a0Diz ele: &#8220;Est\u00e1 embutido a\u00ed a ideia de que \u00e9 preciso remover a floresta para gerar valor econ\u00f4mico. \u00a0E quanto mais bem-sucedida a atividade, mais dinheiro h\u00e1 para colocar neste modelo. \u00a0Nenhum desses caminhos asseguram a manuten\u00e7\u00e3o da floresta a longo prazo&#8221;, diz Nobre.<\/p>\n<p>Os pesquisadores citam a explora\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed, do baba\u00e7u, do cupua\u00e7u. \u00a0Mas, mais que isso, de estudar, por exemplo, a r\u00e3 Tungara, que cria uma espuma de longa dura\u00e7\u00e3o capaz de absorver CO2. \u00a0Outro exemplo \u00e9 do jambu, planta com propriedades anest\u00e9sicas que est\u00e1 sendo estudada para uso em pastas de dentes ou em produtos antiinflamat\u00f3rios. \u00a0&#8220;\u00c9 aprender com as solu\u00e7\u00f5es que o ecossistema da floresta desenvolveu h\u00e1 milh\u00f5es de anos&#8221;, diz Nobre.<\/p>\n<p>Castilla-Rubio lembra que a recente redu\u00e7\u00e3o de 80% no desmatamento da Amaz\u00f4nia nos \u00faltimos 10 anos cria uma ponte para que se inverta o modelo de desenvolvimento atual na regi\u00e3o. \u00a0&#8220;\u00c9 produzir valor econ\u00f4mico com muito conhecimento e inova\u00e7\u00e3o, mas mantendo a floresta em p\u00e9&#8221;, diz ele. \u00a0&#8220;\u00c9 desenvolver cadeias de produtos baseados na biodiversidade e que t\u00eam capacidade de alcan\u00e7ar mercados globais.&#8221;[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/civia.com.br\/futuro-da-amazonia-depende-da-quarta-revolucao-industrial?locale=pt-br\">civia.com.br\/futuro-da-amazonia-depende-da-quarta-revolucao-industrial?locale=pt-br<\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Documento anexo:<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<a href=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/PNAS_2016_Nobre.pdf\">PDF do artigo completo publicado na PNAS<\/a>[\/vc_column_text][vc_column_text]<em><strong>Land-use and climate change risks in the Amazon and the need of a novel sustainable development paradigm\u00a0<\/strong><\/em>(Carlos A. Nobre, Gilvan Sampaio, Laura S. Borma, Juan Carlos Castilla-Rubio, Jos\u00e9 S. Silva, e Manoel Cardoso), 2016.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Daniela Chiaretti 19\/09\/2016 Valor Online [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O futuro da Amaz\u00f4nia pode depender de uma terceira via de desenvolvimento baseada na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de ponta, no conhecimento tradicional e nos ativos da biodiversidade. \u00a0Esta arquitetura inclui erguer em v\u00e1rios pontos da floresta centros de pesquisa como o Vale do Sil\u00edcio, na Calif\u00f3rnia e ter uma rede&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":3228,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[39],"class_list":["post-2966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","tag-floresta-en","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2966\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3228"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}