{"id":32415,"date":"2022-04-05T13:52:50","date_gmt":"2022-04-05T16:52:50","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/radar\/area-em-regeneracao-na-amazonia-e-maior-que-o-espirito-santo\/"},"modified":"2022-04-05T13:52:50","modified_gmt":"2022-04-05T16:52:50","slug":"area-em-regeneracao-na-amazonia-e-maior-que-o-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/area-em-regeneracao-na-amazonia-e-maior-que-o-espirito-santo\/","title":{"rendered":"\u00c1rea em regenera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia \u00e9 maior que o Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>O Eco<\/strong><br \/>\n<strong>Cristiane Prizibisczki<\/strong><br \/>\n<strong>05 de abril de 2022<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"lead font-italic mb-5\" style=\"text-align: center;\"><strong>Par\u00e1, Amazonas e Mato Grosso possuem as maiores por\u00e7\u00f5es de floresta voltando a crescer em \u00e1reas que n\u00e3o competem com a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no bioma<\/strong><\/h3>\n<p>Todos os nove estados da Amaz\u00f4nia Legal possuem por\u00e7\u00f5es significativas de floresta se regenerando em locais sem aptid\u00e3o agr\u00edcola. Isto \u00e9, \u00e1reas que n\u00e3o competem com o agroneg\u00f3cio e poderiam ser deixadas para crescer, a baixo custo, gerando benef\u00edcios para o clima e para os pr\u00f3prios agricultores.<br \/>\nSomente no Par\u00e1, Mato Grosso e Amazonas \u2013 estados que historicamente est\u00e3o entre os maiores desmatadores do bioma \u2013 as \u00e1reas com tais caracter\u00edsticas ultrapassam os 3,9 milh\u00f5es de hectares, quando somadas. No bioma todo, a cifra chega a 5,2 milh\u00f5es de hectares, \u00e1rea maior do que todo estado do Esp\u00edrito Santo.<br \/>\nOs dados constam em <a href=\"https:\/\/amazonia2030.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/AMZ2030-34.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">estudo conduzido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente (Imazon)<\/a> e lan\u00e7ado recentemente dentro do <a href=\"https:\/\/amazonia2030.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Projeto Amaz\u00f4nia 2030<\/a> (AMZ 2030), iniciativa de pesquisadores brasileiros para desenvolver um plano de desenvolvimento sustent\u00e1vel para a Amaz\u00f4nia Brasileira durante esta d\u00e9cada.<br \/>\nSegundo o documento, foram mapeadas as \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria\u00a0 \u2013 aquela que voltou a crescer depois de desmatada \u2013 com idade m\u00ednima de seis anos. Usando imagens de sat\u00e9lite e sobreposi\u00e7\u00e3o de dados geogr\u00e1ficos constantes em estudos anteriores, os pesquisadores do Imazon estimaram que, em 2019, existiam 7,2 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o com mais de seis anos se recompondo no bioma. Deste total, 73% (os 5,2 milh\u00f5es de hectares) est\u00e3o em por\u00e7\u00f5es ruins para o plantio de gr\u00e3os.<br \/>\nDe acordo com Andr\u00e9ia Pinto, pesquisadora adjunta do Imazon e uma das autoras do estudo, \u00e1reas que n\u00e3o competem com a atividade agr\u00edcola s\u00e3o aquelas em que h\u00e1 grande limita\u00e7\u00e3o para o plantio devido \u00e0 carater\u00edstica acidentada do solo, o que dificulta o ingresso de m\u00e1quinas agr\u00edcolas.<br \/>\nTamb\u00e9m foram inclu\u00eddas nesta classifica\u00e7\u00e3o \u00e1reas que, por lei, precisam ser preservadas, como as margens de rios, ou \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs).<\/p>\n<div class=\"wp-container-624c9619d9ad6 wp-block-group image-full\">\n<div class=\"wp-block-group__inner-container\"><\/div>\n<\/div>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-31977 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-06-at-14-00-37-Flourish-template-Line-bar-and-pie-charts.png\" alt=\"\" width=\"1342\" height=\"597\" \/><\/p>\n<p>O Par\u00e1 \u00e9 o estado que possui maior \u00e1rea nessas condi\u00e7\u00f5es: 2,27 milh\u00f5es de hectares, ou 44% do total do bioma Amaz\u00f4nia. Ele \u00e9 seguido pelo Amazonas (1,04 milh\u00e3o de hectares), Mato Grosso (656 mil ha), Maranh\u00e3o (338 mil ha), Rond\u00f4nia (305 mil ha), Roraima (150 mil ha), Tocantins (152 mil ha), Acre (143 mil ha) e Amap\u00e1 (139 mil hectares).<br \/>\nSegundo a pesquisadora do Imazon, os dados levantados refletem o hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o da floresta tropical. Na d\u00e9cada de 1970, a \u00e1rea era desmatada para demonstrar posse, independente da caracter\u00edstica do solo.<br \/>\n\u201cO que a gente entende agora, olhando para a \u00e1rea que est\u00e1 sendo deixada regenerar, \u00e9 que muitas foram abertas para demonstrar dom\u00ednio e posse, mesmo aquelas muito acidentadas, que n\u00e3o era para uso agr\u00edcola. Historicamente, o produtor foi percebendo que naquelas \u00e1reas n\u00e3o valia a pena investir. Foi uma decis\u00e3o econ\u00f4mica mesmo, ent\u00e3o ele deixou o mato crescer\u201d, explicou Andr\u00e9ia Pinto, em entrevista a ((o))eco.<br \/>\nAs \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, no entanto, n\u00e3o est\u00e3o somente nas antigas fronteiras do desmatamento. Elas tamb\u00e9m foram identificadas nas novas \u00e1reas de press\u00e3o do bioma.<br \/>\nSegundo o Instituto Socioambiental (ISA), a antiga fronteira do desmatamento \u2013 ou arco do desmatamento \u2013 compreende um territ\u00f3rio que vai do oeste do Maranh\u00e3o e sul do Par\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a oeste, passando por Mato Grosso, Rond\u00f4nia e Acre. A nova fronteira, ou flechas do arco do desmatamento, est\u00e1 localizada no interior da floresta amaz\u00f4nica, no entorno das rodovias BR \u2013 163, BR \u2013 319 e BR-364.<br \/>\nO problema, ressalta Andreia, \u00e9 que as \u00e1reas em regenera\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o sistematicamente mapeadas. Nos monitoramentos oficiais de mudan\u00e7a do solo realizados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), dentro dos programas PRODES e DETER, a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 diferenciada das florestas originais.<br \/>\n\u201cAs florestas secund\u00e1rias est\u00e3o invis\u00edveis, e quando elas est\u00e3o invis\u00edveis, tudo pode acontecer, sem nenhum tipo de san\u00e7\u00e3o\u201d, diz a pesquisadora, ao ressaltar a import\u00e2ncia de estudos como o agora lan\u00e7ado pelo AMZ 2030.<br \/>\nO que o trabalho do Imazon mostrou \u00e9 que as por\u00e7\u00f5es em regenera\u00e7\u00e3o est\u00e3o majoritariamente localizadas em locais de acesso facilitado: perto de rios e seus afluentes, o que fica muito claro no caso do Amazonas, ou paralelos a estradas, como em grande parte do Mato Grosso e Par\u00e1, por exemplo.<\/p>\n<h3><strong>Quem \u00e9 dono destas \u00e1reas<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2019, a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria sem competi\u00e7\u00e3o significativa para o uso do solo estava concentrada em quatro classes fundi\u00e1rias: im\u00f3veis privados cadastradas no Sistema de Gest\u00e3o Fundi\u00e1ria do INCA (21%), \u00e1reas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas (20%), \u00e1reas protegidas (19%) e assentamentos rurais (12%). Os vazios fundi\u00e1rios \u2013 onde n\u00e3o h\u00e1 qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre dom\u00ednio \u2013 abrangiam 12% do total mapeado, as \u00e1reas com Cadastro Ambiental Rural (CAR) representavam 10%, as \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) somavam 2,5% e as terras quilombolas completavam as \u00e1reas em regenera\u00e7\u00e3o sob baixa press\u00e3o para convers\u00e3o agr\u00edcola, com 0,6%.<\/p>\n<div class=\"wp-container-624c9619da109 wp-block-group image-full\">\n<div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/9289471\">\n<div class=\"flourish-credit\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-31974 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-06-at-14-02-49-Areas-de-vegetacao-secundaria-02.png\" alt=\"\" width=\"1343\" height=\"592\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo o pesquisador Paulo Amaral, tamb\u00e9m do Imazon, os produtores rurais dos estados da Amaz\u00f4nia deveriam aproveitar essas \u00e1reas sem aptid\u00e3o agr\u00edcola para se adequarem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental.<br \/>\n\u201cAl\u00e9m de impedir preju\u00edzos com multas ambientais, ter propriedades adequadas \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o pode ajud\u00e1-los a conseguir financiamentos e a valorizar a produ\u00e7\u00e3o\u201d, disse Amaral, que tamb\u00e9m assina o estudo.<br \/>\nAtualmente, a estimativa \u00e9 que produtores rurais no bioma amaz\u00f4nico precisam recuperar cerca de 8 milh\u00f5es de hectares para cumprir as leis ambientais.<br \/>\nAl\u00e9m da adequa\u00e7\u00e3o ambiental, os autores ressaltam que pequenos e grandes produtores t\u00eam a ganhar com a regenera\u00e7\u00e3o, seja produzindo em suas agroflorestas, no caso dos pequenos, ou vendendo cr\u00e9ditos de carbono, quando s\u00e3o as grandes \u00e1reas em foco.<\/p>\n<h3><strong>Governos estaduais e regenera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>No processo de recupera\u00e7\u00e3o da floresta degradada, os governos estaduais possuem papel essencial. S\u00e3o eles os respons\u00e1veis por firmar e acompanhar os projetos de recupera\u00e7\u00e3o ambiental apresentados pelos propriet\u00e1rios rurais que pretendem se regularizar. Mas muito desses mecanismos de gest\u00e3o e ordenamento territorial ainda engatinha nos estados da Amaz\u00f4nia Legal.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/reportagens\/estados-da-amazonia-garantem-preservacao-ambiental-em-1-das-fazendas-da-regiao\/\" data-wpel-link=\"internal\">Como mostrou reportagem especial de ((o))eco,<\/a> mesmo passados 10 anos da cria\u00e7\u00e3o do Cadastro Ambiental Rural (CAR)\u00a0 \u2013 documento que representa o primeiro passo para avaliar os dados ambientais da propriedade rural -, por exemplo, apenas 1% das fazendas registradas nos nove estados da Amaz\u00f4nia tiveram os dados do CAR validados por autoridades. Isso significa que apenas neste pequeno universo de propriedades \u00e9 poss\u00edvel ter certeza de que a floresta se mant\u00e9m em p\u00e9 ou vai ser recuperada.<br \/>\nFalta de recursos humanos, materiais e financeiros est\u00e3o entre as justificativas dos estados para resultados t\u00e3o ruins em seus processos de ordenamento territorial.<br \/>\nDiante deste quadro, os pesquisadores do Imazon ressaltam a import\u00e2ncia do estudo conduzido por eles.<br \/>\n\u201cA nossa proposta foi justamente mostrar para um governador, para um secret\u00e1rio de meio ambiente, por onde come\u00e7ar, onde vai ser mais f\u00e1cil. [Com o estudo] Queremos dizer: \u2018olha, voc\u00ea j\u00e1 tem no seu estado essa \u00e1rea em regenera\u00e7\u00e3o natural, que inclusive n\u00e3o compete com a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, que \u00e9 vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, natural, e onde \u00e9 mais barato recuperar\u2019 [\u2026] Se os estados n\u00e3o t\u00eam verbas para validar todos os CAR, por que n\u00e3o priorizar onde eu possa salvar uma vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria que j\u00e1 est\u00e1 em est\u00e1gio potencialmente avan\u00e7ado de crescimento, a baixo custo?\u201d, sugere Andreia Pinto.<br \/>\nSegundo ela, tanto este trabalho quanto os outros produzidos dentro do Programa Amaz\u00f4nia 2030 s\u00e3o apresentados periodicamente a secret\u00e1rios estaduais, municipais, academia e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<br \/>\n\u201cA gente est\u00e1 nessa fase preliminar que aparentemente tem mais receptividade. Agora, quanto disso se materializa \u00e9 que \u00e9 o desafio. Ainda n\u00e3o podemos destacar a\u00e7\u00f5es concretas\u201d, ressalta a pesquisadora.<br \/>\nDesde que come\u00e7ou a sistematiza\u00e7\u00e3o das pesquisas, em 2020, o projeto Amaz\u00f4nia 2030 j\u00e1 apresentou cerca de 30 trabalhos aos governos dos estados e munic\u00edpios do bioma Amaz\u00f4nico, com o objetivo de subsidiar os tomadores de decis\u00e3o para um futuro sustent\u00e1vel.<br \/>\n\u201cA mensagem principal do estudo \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o da floresta pode ser bem mais f\u00e1cil e bem mais barata do que se pressup\u00f5e e se imagina, desde que voc\u00ea aproveite esse potencial da pr\u00f3pria regenera\u00e7\u00e3o da floresta e avance com as iniciativas de adequa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um pensamento geral que a adequa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 algo oneroso, parece que \u00e9 tudo ruim, negativo, e esses estudos recentes lan\u00e7am luz sobre essa camada de floresta que volta, sem que demande recursos t\u00e3o maiores\u201d, diz Andreia.<\/p>\n<p><em><strong>Texto original dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/reportagens\/area-em-regeneracao-na-amazonia-e-maior-que-o-espirito-santo\/\"> https:\/\/oeco.org.br\/reportagens\/area-em-regeneracao-na-amazonia-e-maior-que-o-espirito-santo\/<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Eco Cristiane Prizibisczki 05 de abril de 2022 Amaz\u00f4nia brasileira &nbsp; Par\u00e1, Amazonas e Mato Grosso possuem as maiores por\u00e7\u00f5es de floresta voltando a crescer em \u00e1reas que n\u00e3o competem com a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no bioma Todos os nove estados da Amaz\u00f4nia Legal possuem por\u00e7\u00f5es significativas de floresta se regenerando em locais sem&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":333,"featured_media":32412,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32415","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/333"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32415\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}