{"id":32956,"date":"2022-01-11T14:40:59","date_gmt":"2022-01-11T17:40:59","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/radar\/amazonia-e-vitima-de-mentalidade-barbara-colonizadora\/"},"modified":"2022-04-26T17:13:49","modified_gmt":"2022-04-26T20:13:49","slug":"amazonia-e-vitima-de-mentalidade-barbara-colonizadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/amazonia-e-vitima-de-mentalidade-barbara-colonizadora\/","title":{"rendered":"&#8220;Amaz\u00f4nia \u00e9 v\u00edtima de mentalidade b\u00e1rbara, colonizadora&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Deutsche Welle Brasil<\/strong><br \/>\n<strong><span class=\"sc-crrsfI iDhzRL\">Edison Veiga<\/span><\/strong><br \/>\n<strong>11 de janeiro de 2022<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"sc-crrsfI iDhzRL sc-cKZHah iYAzYL teaser-text\" style=\"text-align: center;\"><em>No Brasil h\u00e1 17 anos, o fot\u00f3grafo esloveno Simon Plestenjak documentou o cotidiano do povo amaz\u00f4nico Yawanaw\u00e1. Para ele, \u00e9 absurdo constatar que situa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas \u00e9 a mesma de 500 anos atr\u00e1s.<\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"sc-crrsfI iDhzRL sc-kKXzAB eriaAN rich-text\">A Amaz\u00f4nia fascinava Simon Plestenjak desde a inf\u00e2ncia, quando suas f\u00e9rias no ent\u00e3o litoral iugoslavo eram povoadas por livros de aventura ambientados na floresta e gibis com as aventuras de Mister No, personagem criado pelo quadrinista italiano Sergio Bonelli (1932-2011). Meio her\u00f3i, meio anti-her\u00f3i, trata-se de um ex-soldado americano que, depois dos horrores da Segunda Guerra Mundial, decide morar no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia brasileira.<br \/>\n&#8220;Ele era um gringo e morava na Amaz\u00f4nia, onde se envolvia em v\u00e1rias aventuras. Tudo isso despertou em mim um interesse pelos povos ind\u00edgenas, pela Am\u00e9rica do Sul&#8221;, comenta Plestenjak, hoje com 45 anos \u2014 17 dos quais vividos no Brasil, na maior parte do tempo em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nDesde que se mudou para o pa\u00eds, o fot\u00f3grafo esteve tr\u00eas vezes na floresta. A \u00faltima, em 2019, foi quando teve a experi\u00eancia mais intensa. Durante dez\u00a0dias viveu na companhia de ind\u00edgenas do povo Yawanaw\u00e1, no Acre. Participou de todas as atividades deles \u2014 da ca\u00e7a aos rituais. E, principalmente, os fotografou.<br \/>\nEle considera absurdo o cen\u00e1rio atual de <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/desmatamento-em-\u00e1reas-protegidas-aumentou-79-sob-bolsonaro\/a-60231651\">desmatamento<\/a> e <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/casa-de-l\u00edder-ind\u00edgena-amea\u00e7ada-sofre-nova-invas\u00e3o-no-par\u00e1\/a-59811864\">amea\u00e7as aos povos ind\u00edgenas<\/a>. &#8220;Estamos presenciando uma mentalidade medieval, b\u00e1rbara, colonizadora, como a de 500 anos atr\u00e1s. Os ind\u00edgenas se encontram na mesma situa\u00e7\u00e3o, como se n\u00e3o houvesse tido um progresso de 500 anos no meio disso.&#8221;<br \/>\nNa \u00faltima sexta-feira (07\/01), ele inaugurou em Bled \u2014 sua cidade-natal, no norte da Eslov\u00eania \u2014 a exposi\u00e7\u00e3o <em>Amazonija<\/em>, com as principais fotos dessa aventura.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape right\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-jXktwP hdiogm sc-eFubAy cyAEbZ lazy-load-container\">\n<div style=\"width: 485px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/60390103_902.jpg\" alt=\"Fot\u00f3grafo Simon Plestenjak\" width=\"475\" height=\"267\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Interesse de Simon Plestenjak pela Amaz\u00f4nia veio de gibis que lia quando crian\u00e7a Foto: Matja\u017e Lapan<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div><figcaption class=\"img-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>DW Brasil: Como foi para voc\u00ea trazer um pouco da Amaz\u00f4nia para sua terra?<\/strong><br \/>\n<strong>Simon Plestenjak:<\/strong> \u00c9 o \u00faltimo grande trabalho autoral que\u00a0fiz, ent\u00e3o eu queria divulgar, mostrar\u2026 E casou superbem com o lugar [a mostra est\u00e1 em cartaz na sede do Parque Nacional do Triglav], uma entidade importante para a preserva\u00e7\u00e3o da natureza. As pessoas se interessaram pela tem\u00e1tica da floresta [Amaz\u00f4nica] e tamb\u00e9m por ser ex\u00f3tico.<br \/>\n<strong>De onde veio seu interesse pela Amaz\u00f4nia?<\/strong><br \/>\nDos gibis do Sergio Bonelli, especificamente os do [personagem] Mister No, que a gente lia durante as f\u00e9rias na Cro\u00e1cia todos os anos. Eu at\u00e9 coleciono esses gibis. Ele era um gringo e morava na Amaz\u00f4nia, onde se envolvia em v\u00e1rias aventuras. Tudo isso despertou em mim um interesse pelos povos ind\u00edgenas, pela Am\u00e9rica do Sul. J\u00e1 tinha viajado por muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, e o Brasil estava me esperando.<br \/>\nLogo em meu primeiro ano de Brasil, j\u00e1 fui para a Amaz\u00f4nia, mas como turista. E sempre fiquei procurando um jeito de chegar mais pr\u00f3ximo ao dia a dia dos ind\u00edgenas. Em 2019 [na terceira vez em que esteve na Amaz\u00f4nia], encontrei essa maneira. Foram dois dias de viagem: um avi\u00e3o de S\u00e3o Paulo para Manaus, depois outro para o Acre, depois um \u00f4nibus, ent\u00e3o oito horas de barco. Fiquei dez dias l\u00e1, hospedei-me na casa dos \u00ednd\u00edgenas, fui ca\u00e7ar com eles, participei de rituais xam\u00e2nicos.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-jXktwP hdiogm sc-eFubAy cyAEbZ lazy-load-container\"><img decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded aligncenter\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/60390083_906.jpg\" alt=\"Imagem a\u00e9rea de \u00e1rvores da Amaz\u00f4nia\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"img-caption\">&#8220;A Amaz\u00f4nia tem tanta vida presente que o ar vibra de som, cheio de vida&#8221;, diz fot\u00f3grafo<small class=\"copyright\">Foto: Simon Plestenjak<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A Amaz\u00f4nia real \u00e9 mais interessante do que a dos gibis?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito mais fascinante do que eu imaginava. Tem uma intensidade absurda, especialmente \u00e0 noite. Tem tanta vida presente que o ar vibra de som, cheio de vida. Eu imaginava que fosse mais perigosa. No fim das contas, me senti t\u00e3o seguro quanto indo \u00e0s montanhas aqui da Eslov\u00eania. Em qualquer lugar \u00e9 preciso ter cuidado, contar com conhecimentos de locais sobre os animais e os terrenos, mas fisicamente a floresta \u00e9 bem tranquila. O que mais me surpreendeu foi o frio \u00e0 noite. Foi quando percebi o quanto s\u00e3o importantes as \u00e1rvores, o quanto a floresta preserva, n\u00e3o deixa esquentar o ch\u00e3o. \u00c0 noite era supergostoso o frio para dormir.<br \/>\n<strong>Alguma coisa o decepcionou?<\/strong><br \/>\nNada me decepcionou. Identifiquei-me muito mais do que esperava com os ind\u00edgenas. Super me conectei com eles, s\u00e3o seres humanos incr\u00edveis. Vi paralelos com qualquer pessoa que mora junto \u00e0 natureza. Eu me surpreendi com o quanto eles s\u00e3o espirituais e o quanto essa espiritualidade est\u00e1 conectada com a natureza, diretamente.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-jXktwP hdiogm sc-eFubAy cyAEbZ lazy-load-container\"><img decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded aligncenter\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/60390073_906.jpg\" alt=\"Mulher ind\u00edgena idosa\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"img-caption\">&#8220;Eu me surpreendi com o quanto os ind\u00edgenas s\u00e3o espirituais e o quanto essa espiritualidade est\u00e1 conectada com a natureza, diretamente&#8221;. diz Plestenjak<small class=\"copyright\">Foto: Simon Plestenjak<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Vivemos um cen\u00e1rio de bastante desmatamento, em um contexto em que povos origin\u00e1rios ind\u00edgenas tamb\u00e9m t\u00eam perdido prote\u00e7\u00e3o e vivem sob amea\u00e7a. Do ponto de vista de um estrangeiro que vive no Brasil, como voc\u00ea analisa esse problema?<\/strong><br \/>\nAcho essa situa\u00e7\u00e3o simplesmente absurda. Estamos presenciando uma mentalidade medieval, b\u00e1rbara, colonizadora, como a de 500 anos atr\u00e1s. Os ind\u00edgenas se encontram na mesma situa\u00e7\u00e3o, como se n\u00e3o houvesse tido um progresso de 500 anos no meio disso. Muitas coisas ligadas \u00e0s diferen\u00e7as sociais no Brasil parecem verdadeiros absurdos para um europeu, especialmente para um esloveno. Como as pessoas podem deixar chegar a esse ponto? \u00c9 triste, n\u00e3o sei o que\u00a0dizer.<br \/>\n<strong>V\u00ea alguma solu\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nMuitas pessoas ainda veem a natureza como recursos materiais para serem tomados, n\u00e3o respeitando a vida, a terra, n\u00e3o respeitando nada. Tiram [da natureza] com objetivos que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a vida em si, s\u00f3 se importando com a acumula\u00e7\u00e3o, a gan\u00e2ncia. Como erradicar isso, ningu\u00e9m tem a resposta. Mas acredito que um dia isso vai acontecer, esse tipo de mudan\u00e7a precisa de centenas de anos\u2026 Por outro lado, acabei de falar que se passaram 500 anos e nada mudou, n\u00e9? Ent\u00e3o n\u00e3o sei. N\u00e3o sei se posso ser otimista.<br \/>\n<strong>Nos \u00faltimos anos temos acompanhado um movimento em que diversas empresas europeias boicotam produtos brasileiros como retalia\u00e7\u00e3o pelo desmatamento. A solu\u00e7\u00e3o pode vir do mercado?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 a real op\u00e7\u00e3o do momento. Enquanto vivemos em um mundo absolutamente capitalista, as mudan\u00e7as que acontecem s\u00e3o pelo mercado. Direitos humanos, direitos de pessoas LGBT, tudo isso s\u00f3 aconteceu por causa do mercado. Esse \u00e9 um lado bom do capitalismo, que n\u00e3o faz tudo acontecer, mas faz muita coisa acontecer. Com o que a gente tem \u00e0 m\u00e3o agora, esse \u00e9 jeito de pressionar.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-jXktwP hdiogm sc-eFubAy cyAEbZ lazy-load-container\"><img decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded aligncenter\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/60390063_906.jpg\" alt=\"Mulher ind\u00edgena com rosto pintado de preto e vermelho\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"img-caption\">&#8220;Estar com os ind\u00edgenas\u00a0foi como visitar uma fam\u00edlia distante&#8221;, diz Plestenjak<small class=\"copyright\">Foto: Simon Plestenjak<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>V\u00ea algo em comum entre a sua Eslov\u00eania e a Amaz\u00f4nia?<\/strong><br \/>\nSim. A natureza. Na Eslov\u00eania eu meio que cresci entre florestas. Na natureza sempre me senti em casa. Podia estar sozinho e me sentia seguro, em casa. O mesmo aconteceu comigo na Amaz\u00f4nia e por isso foi maravilhoso. De alguma maneira vejo que quando estamos na natureza, estamos em casa. Temos o direito moral de estar na natureza, de ser parte da natureza. Quando nos conectamos com ela, sentimos que \u00e9 nosso lar. Na Amaz\u00f4nia me senti superbem. Em S\u00e3o Paulo me sinto estrangeiro. Na Amaz\u00f4nia, n\u00e3o. Estar com os ind\u00edgenas\u00a0foi como visitar uma fam\u00edlia distante.\n<\/div>\n<footer class=\"sc-gsVtTC eTBBht\">\n<div class=\"sc-fIYLYf hbLMfh row\">\n<div class=\"sc-hTZrWc gIoqJs col col-12 col-xl-6 one-author author\">\n<figure class=\"sc-jXktwP hdiogm sc-eFubAy cpBoHI lazy-load-container\"><img decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded alignleft\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/55077849_800.jpg\" alt=\"Edison Veiga\" \/><\/figure>\n<div class=\"author-name\"><a class=\"sc-dlfnbm sc-hKgILt bcaJjD gTLZXx sc-fXoxut bLSmTI author author-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/edison-veiga\/person-50260695\"><span class=\"sc-crrsfI iDhzRL\">Edison Veiga<\/span><\/a><span class=\"sc-crrsfI sc-aKZfe iDhzRL fDhUzj\"> Rep\u00f3rter<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/footer>\n<p><a class=\"sc-dlfnbm sc-hKgILt bcaJjD gTLZXx sc-gsBrbv dgedbA\" href=\"https:\/\/twitter.com\/@edisonveiga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"sc-crrsfI iDhzRL\">@edisonveiga<\/span><\/a><\/p>\n<p><strong>Texto original dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/amaz%C3%B4nia-%C3%A9-v%C3%ADtima-de-mentalidade-medieval-b%C3%A1rbara-colonizadora\/a-60389805\"> https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/amaz%C3%B4nia-%C3%A9-v%C3%ADtima-de-mentalidade-medieval-b%C3%A1rbara-colonizadora\/a-60389805<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deutsche Welle Brasil Edison Veiga 11 de janeiro de 2022 Amaz\u00f4nia brasileira No Brasil h\u00e1 17 anos, o fot\u00f3grafo esloveno Simon Plestenjak documentou o cotidiano do povo amaz\u00f4nico Yawanaw\u00e1. 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