{"id":6080,"date":"2018-09-10T17:38:34","date_gmt":"2018-09-10T20:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/br-319-asfaltar-ou-nao-asfaltar\/"},"modified":"2018-09-10T17:54:26","modified_gmt":"2018-09-10T20:54:26","slug":"br-319-asfaltar-ou-nao-asfaltar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/br-319-asfaltar-ou-nao-asfaltar\/","title":{"rendered":"BR 319: Asfaltar ou n\u00e3o asfaltar?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"c-content-head__subtitle text-center\" style=\"text-align: center;\"><em>Estrada que liga Manaus a resto do pa\u00eds amea\u00e7a abrir uma Alemanha na mata<\/em><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Folha de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>09 de setembro de 2018<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]A poeirenta Realidade (AM) segue o ciclo de explora\u00e7\u00e3o descontrolada de madeira, que abre espa\u00e7o para a grilagem e o desmatamento ilegal que precede a pecu\u00e1ria extensiva. A diferen\u00e7a \u00e9 que a vila fica \u00e0s margens da BR-319, que, se asfaltada, pode espalhar esse modelo de ocupa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica a uma \u00e1rea da floresta maior que a Alemanha.<\/p>\n<p>Inaugurada em 1976, a BR-319 tem quase 900 km e \u00e9 a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Manaus ao resto do pa\u00eds, via Porto Velho (RO). Contra a praxe, foi entregue asfaltada, mas a falta de manuten\u00e7\u00e3o fez com que perdesse o pavimento at\u00e9 ficar intransit\u00e1vel, em 1988.<\/p>\n<p>Desde 1996, a rodovia voltou ao radar do governo. Desde ent\u00e3o, o reasfaltamento de trechos pr\u00f3ximos \u00e0s capitais e as obras de manuten\u00e7\u00e3o t\u00eam melhorado a trafegabilidade e aumentado o fluxo de ve\u00edculos, que levam pessoas e mercadorias, mas a falta de licen\u00e7a ambiental vem impedindo a pavimenta\u00e7\u00e3o do chamado &#8220;trecho do meio&#8221;, de 406 km.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito debate em torno dessa licen\u00e7a. O principal entrave para que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis) n\u00e3o a emita \u00e9 a baixa presen\u00e7a do Estado na regi\u00e3o da BR-319, cujo asfaltamento viabilizaria tamb\u00e9m a abertura de quatro estradas estaduais projetadas.<\/p>\n<p>A maior delas, AM-366, de 578 km, corta um parque nacional e terras ind\u00edgenas. Ao todo, a \u00e1rea de influ\u00eancia da BR-319 equivale aos territ\u00f3rios da Alemanha e Holanda juntos, segundo estudo do Idesam (Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia).<\/p>\n<p>A aus\u00eancia do Estado piorou em outubro do ano passado, quando garimpeiros incendiaram os escrit\u00f3rios do Ibama e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade) em Humait\u00e1 (AM), munic\u00edpio ao qual a vila de Realidade pertence.<\/p>\n<p>&#8220;A BR-319 \u00e9 uma enorme amea\u00e7a \u00e0 floresta porque abre a metade que sobrou da Amaz\u00f4nia brasileira \u00e0 entrada de desmatadores&#8221;, diz o ec\u00f3logo norte-americano Philip Fearnside, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia), com sede em Manaus.<\/p>\n<p>&#8220;A estrada conecta o Arco do Desmatamento [sul do Amazonas e Rond\u00f4nia] com Manaus, que tem uma rede de estradas at\u00e9 Roraima, por onde podem sair os migrantes&#8221;, diz Fearnside, ganhador do Nobel da Paz de 2007 com outros cientistas do IPCC, o painel de clima da ONU, pelos alertas para o aquecimento global.<\/p>\n<p>A melhoria de condi\u00e7\u00f5es da estrada nos \u00faltimos anos j\u00e1 incentivou o crescimento de Realidade, que come\u00e7ou como assentamento do Incra e hoje tem cerca de 7.000 pessoas, boa parte vinda de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>O estudo do Idesam sobre os impactos socioambientais da BR-319 mostra que, nos \u00faltimos oito anos, 305 km de ramais (estradas vicinais) foram abertos em torno de Realidade, principalmente por madeireiros. Apenas de 2016 ao ano passado, o total da \u00e1rea desmatada ali aumentou 17%.<\/p>\n<p>&#8220;As ocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais r\u00e1pidas do que a presen\u00e7a dos governos nessas \u00e1reas&#8221;, diz a pesquisadora Fernanda Meirelles, coordenadora de pol\u00edticas p\u00fablicas do Idesam.<\/p>\n<p>Segundo ela, a cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o ao longo da BR-319 para mitigar os impactos n\u00e3o basta para manter a floresta preservada.<\/p>\n<p>&#8220;Elas s\u00e3o muito importantes e atuam como barreira de desmatamento, mas j\u00e1 verificamos, em algumas unidades, ramais abertos. Quanto mais perto est\u00e1 de assentamentos e concentra\u00e7\u00f5es urbanas, mais vulner\u00e1veis est\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"c-news__subtitle\"><strong>MORADORES NOVOS E ANTIGOS<\/strong><\/p>\n<p>Em agosto, a reportagem da\u00a0<b>Folha<\/b>\u00a0percorreu a rodovia de Manaus a Porto Velho por tr\u00eas dias. De moradores atra\u00eddos \u00e0 regi\u00e3o nos anos 1970 a caminhoneiros atolados, todos apoiam o asfaltamento.<\/p>\n<p>Em Realidade (a 600 km de Manaus e 290 km de Porto Velho) desde 2005, Valtair de Freitas, 58, \u00e9 um dos migrantes atra\u00eddos por terras baratas e a perspectiva de pavimenta\u00e7\u00e3o. Nascido no Paran\u00e1, foi jovem com os pais para Rond\u00f4nia antes de subir para o Amazonas &#8220;em busca de mais espa\u00e7o pra criar a fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o, Freitas cria gado de corte e leiteiro e explora madeira. Ele explica que ainda n\u00e3o conseguiu legalizar suas terras e que possui uma licen\u00e7a de manejo floresta expedida pelo governo estadual.<\/p>\n<p>Freitas diz que, &#8220;para viver bem&#8221;, uma fam\u00edlia precisa de mil cabe\u00e7as de gado em mil hectares de pastagem. &#8220;A gente vem de fora e tem o pensamento s\u00f3 na cria\u00e7\u00e3o de gado.&#8221;<\/p>\n<p>O pecuarista diz ser poss\u00edvel viver na regi\u00e3o em \u00e1reas de dez hectares, desde que o governo incentive a diversifica\u00e7\u00e3o com agricultura e cria\u00e7\u00e3o de peixes. Com o asfaltamento, afirma, a produ\u00e7\u00e3o ter\u00e1 mercado em Manaus e seus 2,1 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Moradora do &#8220;trecho do meio&#8221;, Maria Jos\u00e9 Cordeiro, 72, \u00e9 uma rara pioneira dos anos 1970 que n\u00e3o abandonou a regi\u00e3o mais in\u00f3spita da estrada, que costuma ficar isolada durante os meses de chuva. Hoje, a sua fam\u00edlia \u00e9 a \u00fanica em dezenas de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Alagoana criada no Paran\u00e1, ela e o marido venderam a casa em Curitiba para comprar o s\u00edtio \u00e0s margens da rodovia. Vivendo h\u00e1 quase quatro d\u00e9cadas sem eletricidade, sobrevivem por meio de uma pequena lavoura e de uma pousada, onde tamb\u00e9m servem comida.<\/p>\n<p>&#8220;Quem n\u00e3o \u00e9 [a favor do asfaltamento]? S\u00f3 se for aleijado ou doido&#8221;, diz Cordeiro. &#8220;Os homens chegam de pesco\u00e7o seco de tanto andar a\u00ed na pista. Arranca pneu, fura pneu, chegam s\u00f3 os molambos.&#8221;<\/p>\n<p>Filho de seringueiros, Ant\u00f4nio de Assun\u00e7\u00e3o, 53, se mudou aos 12 anos para a comunidade Igap\u00f3-A\u00e7u (270 km de Manaus), na beira da rodovia e do rio com o mesmo nome. Ali, criou os filhos e virou uma atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica por conseguir atrair botos cor-de-rosa.<\/p>\n<p>Antonio do Boto, como \u00e9 conhecido, \u00e9 favor\u00e1vel ao asfaltamento, mas teme o aumento no desmatamento, mesmo morando dentro de uma Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS). &#8220;Tem muita gente a\u00ed pra fora com dificuldade. Eles v\u00e3o pegar uma carona, chegar a um monte de terra sem dono e v\u00e3o ficar.&#8221;<\/p>\n<p class=\"c-news__subtitle\"><strong>VIAGEM MAIS CURTA<\/strong><\/p>\n<p>Fora da estrada, a press\u00e3o para asfaltar vem sobretudo de lideran\u00e7as pol\u00edticas e empres\u00e1rios do Amazonas e de Rond\u00f4nia, incluindo a Rede Amaz\u00f4nica, afiliada da Rede Globo. O principal argumento \u00e9 o barateamento do frete at\u00e9 Manaus, onde as mercadorias escoam principalmente pela via fluvial -a conex\u00e3o com Rond\u00f4nia \u00e9 pelo rio Madeira.<\/p>\n<p>&#8220;O fluvial \u00e9 em geral mais barato, mas bem mais demorado, 12 horas contra cinco dias. Al\u00e9m disso, durante em tr\u00eas meses do ano a passagem para Porto Velho fica quase bloqueada e, portanto, demora mais e fica bem mais cara&#8221;, afirma Denis Minev, diretor financeiro da Bemol, uma cadeia de lojas de departamento da Amaz\u00f4nia, com sede em Manaus.<\/p>\n<p>&#8220;Fora isso, o transbordo em log\u00edstica encarece. Para Porto Velho fica mais barato, mas n\u00e3o para o resto do pa\u00eds&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Hoje, o tempo de viagem \u00e9 imprevis\u00edvel por causa dos atoleiros. No per\u00edodo de chuvas (dezembro a maio), sobram relatos de caminh\u00f5es e \u00f4nibus que levam at\u00e9 sete dias para completar o percurso entre as duas capitais.<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio-geral da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos e Defensores da BR-319, o ge\u00f3grafo Thiago Neto admite que falta governan\u00e7a para coibir o desmatamento, mas v\u00ea condi\u00e7\u00f5es para que a BR-319 ser asfaltada sem repetir m\u00e1s experi\u00eancias em outras rodovias da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>&#8220;Pra fazer diferente, tem de ter atua\u00e7\u00e3o do Estado nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o, na fiscaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o ge\u00f3grafo.<\/p>\n<p>Procurado h\u00e1 cerca de um m\u00eas, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) n\u00e3o respondeu ao pedido de esclarecimento sobre o atraso na conclus\u00e3o dos estudos de impacto ambiental para a pavimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Moderador de um f\u00f3rum sobre a BR-319, com a participa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os governamentais e da sociedade civil, o procurador da Rep\u00fablica Rafael Rocha afirma que o debate parte da premissa de que a rodovia ser\u00e1 asfaltada em breve.<\/p>\n<p>&#8220;Uns s\u00e3o mais comprometidos com a pavimenta\u00e7\u00e3o e menos com a sustentabilidade, e outros, mais com a sustentabilidade e menos com a pavimenta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Rocha.<\/p>\n<p>&#8220;O pr\u00f3ximo passo, mais importante, \u00e9 tentar estabelecer os pactos de governan\u00e7a. Sen\u00e3o, nem precisa exercer futurologia. Basta ver o que aconteceu na Santar\u00e9m-Cuiab\u00e1, um dos maiores focos de desmatamento da Amaz\u00f4nia.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em><strong>Leia a reportagem completa com fotos e v\u00eddeos<\/strong> (<a href=\"https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/projeto-amazonia\/br-319\/asfaltar-ou-nao-asfaltar.shtml\">https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/projeto-amazonia\/br-319\/asfaltar-ou-nao-asfaltar.shtml<\/a>). No mesmo link, leia tamb\u00e9m <strong>Reserva que encolhe<\/strong> sobre a redu\u00e7\u00e3o da Reserva Nacional do Bom Futuro (RO).<\/em>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Acesse aqui as reportagens em PDF:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FSP-Estrada-que-liga-Manaus-p.-B8-B9.pdf\"><em>Estrada que liga Manaus ao resto do pa\u00eds amea\u00e7a abrir uma Alemanha na mata<\/em><\/a> (09\/set)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/FSP-Reduzida-floresta-nacional-em-Rond\u00f4nia.pdf\"><em>Reduzida, floresta Nacional em Rond\u00f4nia tem grileiro, madeireiro e inc\u00eandios<\/em><\/a> (10\/set)<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poeirenta Realidade (AM) segue o ciclo de explora\u00e7\u00e3o descontrolada de madeira, que abre espa\u00e7o para a grilagem e o desmatamento ilegal que precede a pecu\u00e1ria extensiva. A diferen\u00e7a \u00e9 que a vila fica \u00e0s margens da BR-319, que, se asfaltada, pode espalhar esse modelo de ocupa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica a uma \u00e1rea da floresta maior que a Alemanha.<\/p>\n<p>Inaugurada em 1976, a BR-319 tem quase 900 km e \u00e9 a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Manaus ao resto do pa\u00eds, via Porto Velho (RO). Contra a praxe, foi entregue asfaltada, mas a falta de manuten\u00e7\u00e3o fez com que perdesse o pavimento at\u00e9 ficar intransit\u00e1vel, em 1988.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":6076,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-6080","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6080"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6099,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6080\/revisions\/6099"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}