{"id":6903,"date":"2018-12-10T20:16:50","date_gmt":"2018-12-10T22:16:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/amazonia-brasileira-abriga-453-garimpos-ilegais-mostra-estudo\/"},"modified":"2018-12-10T20:24:53","modified_gmt":"2018-12-10T22:24:53","slug":"amazonia-brasileira-abriga-453-garimpos-ilegais-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/amazonia-brasileira-abriga-453-garimpos-ilegais-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia brasileira abriga 453 garimpos ilegais, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fernando Tadeu Moraes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Folha de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>10 de dezembro de 2018<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"c-content-head__subtitle\" style=\"text-align: center;\"><em>Foco da pesquisa s\u00e3o as atividades il\u00edcitas desenvolvidas em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rios ind\u00edgenas<\/em><\/p>\n<p>O Brasil tem 453 garimpos ilegais na Amaz\u00f4nia, de acordo com mapa in\u00e9dito apresentado nesta segunda-feira (10) pela Raisg (Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental Georreferenciada). Em todo o bioma \u2014que se espraia por nove pa\u00edses, em quase 7 milh\u00f5es de km\u00b2\u2014s\u00e3o mais de 2.500.<\/p>\n<p>Enquanto a Venezuela,\u00a0que passa por crise humanit\u00e1ria, lidera o ranking amaz\u00f4nico dessa atividade predat\u00f3ria, com 1.899 garimpos clandestinos, o Brasil ocupa o primeiro posto entre os pa\u00edses que mant\u00e9m a atividade ilegal dentro de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/02\/indios-tentam-fechar-megagarimpo-ilegal-que-polui-rio-no-para.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">terras ind\u00edgenas<\/a>, com 18 casos entre os 37 identificados, e em\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/12\/desmatamento-em-unidades-de-conservacao-na-amazonia-tem-aumentado.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Esse quadro pode se agravar em breve. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem defendido que as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas tenham o direito de explorar as suas terras. Ele tamb\u00e9m j\u00e1 sugeriu que \u00edndios possam receber royalties sobre a extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios nas reservas.<\/p>\n<p>Neste domingo (8), ap\u00f3s muita pol\u00eamica e indefini\u00e7\u00e3o, Bolsonaro anunciou\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/12\/bolsonaro-anuncia-ex-secretario-de-alckmin-para-comandar-meio-ambiente.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o futuro ministro do Meio Ambiente que ter\u00e1 que enfrentar o problema: Ricardo Salles<\/a>. Ex-secret\u00e1rio de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/12\/discussao-sobre-aquecimento-global-e-secundaria-diz-futuro-ministro-do-meio-ambiente.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meio Ambiente<\/a>\u00a0de S\u00e3o Paulo na gest\u00e3o de Geraldo Alckmin (PSDB), se notabilizou por cr\u00edticas ao MST.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo do\u00a0<a href=\"http:\/\/%20https\/\/garimpoilegal.amazoniasocioambiental.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mapa\u00a0<\/a>\u00e9 mostrar a abrang\u00eancia transnacional do garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia, em geral praticado por grupos \u00e0 margem da lei e que gera\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/11\/desmatamento-na-amazonia-cresce-14-e-e-o-maior-desde-2008.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">preju\u00edzos \u00e0 floresta<\/a>, aos rios, aos \u00edndios e \u00e0s popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u201d, explica Alicia Rolla, ge\u00f3grafa do ISA (Instituto Socioambiental), que coordena a Raisg.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6893\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-1.png\" alt=\"\" width=\"486\" height=\"841\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-1.png 418w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-1-173x300.png 173w\" sizes=\"(max-width: 486px) 100vw, 486px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6896\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-2.png\" alt=\"\" width=\"481\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-2.png 481w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-2-266x300.png 266w\" sizes=\"(max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/especial\/2018\/venezuela\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Venezuela<\/a>, com 1.899 garimpos ilegais, e Brasil, com 453, o mapa aponta 134\u00a0no Peru, e 68 no Equador.<\/p>\n<p>Para chegar ao resultado, os pesquisadores agregaram conhecimentos de diversas fontes, como estudos t\u00e9cnicos, informa\u00e7\u00f5es de parceiros locais, not\u00edcias da imprensa de cada pa\u00eds e an\u00e1lises de imagens de sat\u00e9lites. \u201cTrabalhamos por cerca de um ano e meio no projeto\u201d, diz a ge\u00f3grafa.<\/p>\n<p>O mapa mostra 2.312 pontos e 245 \u00e1reas de garimpo ou extra\u00e7\u00e3o de minerais como ouro e diamantes. \u201cConceitualmente, \u2018pontos\u2019 e \u2018\u00e1reas\u2019 s\u00e3o a mesma coisa, mas as \u2018\u00e1reas\u2019 s\u00e3o aqueles garimpos cuja extens\u00e3o determinamos por meio de sensoriamento remoto\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foram mapeados 30\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2017\/08\/1912867-reserva-extinta-por-temer-tem-areas-contaminadas-por-mercurio.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rios afetados\u00a0<\/a>pela atividade extrativista ou pela entrada de m\u00e1quinas, insumos e sa\u00edda de minerais. Na Col\u00f4mbia e na Bol\u00edvia, as unidades de an\u00e1lise foram os rios, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o aparecem quantificados como pontos.<\/p>\n<p>Segundo Roberto Cabral, coordenador de opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama, o garimpo ilegal provoca a \u201cdestrui\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal da floresta. Na Amaz\u00f4nia, a maioria dos garimpos segue o curso d\u2019\u00e1gua, assim, a explora\u00e7\u00e3o derruba os barrancos, muda o curso de rios e arrasa igarap\u00e9s. Al\u00e9m disso, o merc\u00fario utilizado na atividade se propaga pelo rio\u201d.<\/p>\n<p>Para Alicia Rolla, o mapa permitir\u00e1 que os \u00f3rg\u00e3os ambientais delineiem estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o mais articuladas, \u201cpois ele possibilita ver toda uma regi\u00e3o, e n\u00e3o apenas garimpos isolados\u201d.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m cita a possibilidade de incrementar a coopera\u00e7\u00e3o internacional no combate a esse crime. D\u00e1 como exemplo a<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2017\/08\/1912465-temer-extingue-reserva-na-amazonia-para-ampliar-exploracao-mineral.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0extra\u00e7\u00e3o mineral\u00a0<\/a>realizada nas terras ianom\u00e2mi no Brasil e na Venezuela.<\/p>\n<p>\u201cQuando ocorre uma a\u00e7\u00e3o fiscalizadora no lado brasileiro, os garimpeiros fogem para o lado venezuelano e voltam depois. Esse mapeamento pode servir de base para orientar uma necess\u00e1ria articula\u00e7\u00e3o internacional para coibir a minera\u00e7\u00e3o ilegal\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de uma atividade n\u00e3o s\u00f3 ilegal como imposs\u00edvel de ser legalizada\u201d, diz Cabral, sobre os garimpos em terras ind\u00edgenas e \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6884 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-3.png\" alt=\"\" width=\"535\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-3.png 535w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-3-223x300.png 223w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-3-500x674.png 500w\" sizes=\"(max-width: 535px) 100vw, 535px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6887\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-4.png\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"611\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-4.png 520w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-4-255x300.png 255w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-4-500x588.png 500w\" sizes=\"(max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de liderar o ranking, a Venezuela tamb\u00e9m \u00e9 o local onde a minera\u00e7\u00e3o produz mais tens\u00e3o social. A cria\u00e7\u00e3o em 2016 do chamado Arco Mineiro do Orinoco, localizado na bacia desse rio, deflagrou conflitos armados na regi\u00e3o. Estima-se que mais de cem pessoas morreram em confrontos desde 2016.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de uma \u00e1rea imensa, que ocupa 12% da Amaz\u00f4nia venezuelana\u201d, diz Gustavo Faleiros, coordenador do InfoAmaz\u00f4nia, que produziu, em parceria com a Raisg, um \u201c<a href=\"https:\/\/saqueada.amazoniasocioambiental.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">storymap<\/a>\u201d, forma de apresenta\u00e7\u00e3o que exp\u00f5e dados do mapa de maneira interativa.<\/p>\n<p>\u201cO governo mapeou as zonas de exist\u00eancia de min\u00e9rios para fazer concess\u00f5es e parcerias com a iniciativa privada. S\u00f3 que j\u00e1 existiam mineiros ilegais nessa \u00e1rea e, a partir do decreto de cria\u00e7\u00e3o [do Arco Mineiro], o ex\u00e9rcito foi enviado para retomar algumas delas\u201d, diz.<\/p>\n<p>A investida do governo venezuelano sobre a \u00e1rea \u00e9 vista como uma tentativa, ap\u00f3s a queda de pre\u00e7o do petr\u00f3leo, de arrecadar recursos com a explora\u00e7\u00e3o do ouro, cujo valor de mercado aumentou muito na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>No Brasil, a valoriza\u00e7\u00e3o do metal, de 149% desde 2010, com o grama valendo na \u00faltima sexta R$ 155,23\u2014 \u00e9 apontada como uma das raz\u00f5es para o recrudescimento do garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia nacional, cujo polo minerador localiza-se na regi\u00e3o do rio Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6890 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-5.png\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-5.png 490w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/folha-5-204x300.png 204w\" sizes=\"(max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ali, a explora\u00e7\u00e3o data do final da d\u00e9cada de 1950, diz Maur\u00edcio Torres, da Universidade Federal do Par\u00e1.<\/p>\n<p>Inicialmente todo o trabalho era feito de forma artesanal e manual. Segundo Torres, uma peculiaridade da regi\u00e3o permitiu que, de in\u00edcio, as mineradoras n\u00e3o se sobrepujassem aos garimpeiros.<\/p>\n<p>\u201cO ouro ali est\u00e1 distribu\u00eddo numa \u00e1rea imensa. Assim, se uma mineradora controlasse um ponto, o garimpeiro s\u00f3 precisava ir para o terreno ao lado. Isso, em certa medida, deu ao garimpo uma situa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e nacional\u201d.<\/p>\n<p>Com o escasseamento do ouro superficial, explorado pelos primeiros garimpeiros, a regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s viu a chegada das mangueiras bico-jato. Nessa t\u00e9cnica, \u00e1gua pressurizada \u00e9 utilizada para o desmonte de barrancos. A lama resultante \u00e9 ent\u00e3o filtrada para a extra\u00e7\u00e3o do metal. A pr\u00e1tica produz grandes crateras.<\/p>\n<p>\u201cIsso j\u00e1 tornou poss\u00edvel algum controle do acesso ao ouro pelos donos de garimpo\u201d, pelos gastos para comprar a m\u00e1quina e combust\u00edvel.<\/p>\n<p>A partir de 2008, diz Torres, a situa\u00e7\u00e3o muda drasticamente com a chegada de\u00a0<a href=\"https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/projeto-amazonia\/garimpo\/garimpos-no-para-adotam-escavadeiras-e-amplificam-destruicao.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retroescavadeiras hidr\u00e1ulicas (PCs)<\/a>\u00a0e de dragas escariantes, com um poder de destrui\u00e7\u00e3o ambiental avassalador.<\/p>\n<p>\u201cA grande transforma\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o ocorreu com a chegada das PCs. Elas geram um impacto ambiental insano. Eu arriscaria dizer que a altera\u00e7\u00e3o da cobertura florestal foi maior nos \u00faltimos 10 anos do que nos 50 anteriores.\u201d<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m produziu uma concentra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e de controle dos garimpos in\u00e9ditas. Uma PC custa aproximadamente R$ 500 mil.<\/p>\n<p>Nesse contexto, diz Torres, \u00e9 muito importante diferenciar o garimpeiro do dono do garimpo. \u201cO garimpeiro, em geral, \u00e9 um pe\u00e3o, um trabalhador rural, um ribeirinho, \u00e9 algu\u00e9m que luta para sobreviver. O bandido \u00e9 o dono do garimpo. No entanto, persiste a ideia de que o garimpeiro \u00e9 o dem\u00f4nio. Quase todas as a\u00e7\u00f5es s\u00f3 atacam a ponta da cadeia, investem contra o garimpo. Isso n\u00e3o funciona.\u201d<\/p>\n<p>A chegada das PCs no Tapaj\u00f3s se deu com o aumento da cota\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do ouro. \u201cA partir dos anos 1990, com abertura da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, injetou-se muito ouro no mercado e o pre\u00e7o caiu. Desde a crise econ\u00f4mica de 2008, o ouro se fortaleceu de novo. A partir da\u00ed a rela\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do ouro com o pre\u00e7o do diesel passou a compensar.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/12\/amazonia-brasileira-abriga-453-garimpos-ilegais-mostra-estudo.shtml?utm_source=whatsapp&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=comphomewa\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2018\/12\/amazonia-brasileira-abriga-453-garimpos-ilegais-mostra-estudo.shtml?utm_source=whatsapp&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=comphomewa<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem 453 garimpos ilegais na Amaz\u00f4nia, de acordo com mapa in\u00e9dito apresentado nesta segunda-feira (10) pela Raisg (Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental Georreferenciada). Em todo o bioma \u2014que se espraia por nove pa\u00edses, em quase 7 milh\u00f5es de km\u00b2\u2014s\u00e3o mais de 2.500.<\/p>\n<p>Enquanto a Venezuela, que passa por crise humanit\u00e1ria, lidera o ranking amaz\u00f4nico dessa atividade predat\u00f3ria, com 1.899 garimpos clandestinos, o Brasil ocupa o primeiro posto entre os pa\u00edses que mant\u00e9m a atividade ilegal dentro de terras ind\u00edgenas, com 18 casos entre os 37 identificados, e em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":6900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-6903","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6903"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6903\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6916,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6903\/revisions\/6916"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}