{"id":7641,"date":"2019-03-21T17:42:10","date_gmt":"2019-03-21T20:42:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/novo-site-do-isa-apresenta-raio-x-de-terras-indigenas-na-amazonia\/"},"modified":"2019-03-21T17:43:43","modified_gmt":"2019-03-21T20:43:43","slug":"novo-site-do-isa-apresenta-raio-x-de-terras-indigenas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/novo-site-do-isa-apresenta-raio-x-de-terras-indigenas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Novo site do ISA apresenta raio-X de terras ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>15 de fevereiro de 2019<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Instituto Socioambiental<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"summary\" style=\"text-align: center;\"><em>Par\u00e2metros como invas\u00f5es, cobertura florestal e est\u00e1gio de demarca\u00e7\u00e3o ancoram sete indicadores para cada Terra Ind\u00edgena (TI ) analisada<\/em><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Sistema de indicadores elaborado pelo Instituto Socioambiental lan\u00e7ado nesta segunda-feira (18), d\u00e1 um panorama da situa\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas (TIs) na Amaz\u00f4nia Legal. O Terras + utiliza informa\u00e7\u00f5es como presen\u00e7a de invasores ilegais, de projetos de infraestrutura e etapas de demarca\u00e7\u00e3o para avaliar a condi\u00e7\u00e3o de 361 Terras Ind\u00edgenas na regi\u00e3o. Acesse o\u00a0<a href=\"https:\/\/terrasmais.eco.br\/\">Terras +.<\/a><\/p>\n<p>\u00c9 a primeira vez que uma plataforma permite compara\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas entre a situa\u00e7\u00e3o das diferentes terras e, ao mesmo tempo, fornece um conjunto objetivo de informa\u00e7\u00f5es sobre esses territ\u00f3rios. A meta \u00e9 que este sistema possa, em breve, ser aplicado a TIs em todo o Brasil.<\/p>\n<p>S\u00e3o sete indicadores que avaliam o est\u00e1gio no processo de demarca\u00e7\u00e3o, a deteriora\u00e7\u00e3o da floresta na TI e no entorno, as invas\u00f5es por garimpeiros, madeireiros, os conflitos fundi\u00e1rios, a press\u00e3o por obras, a presen\u00e7a de obras planejadas e governan\u00e7a ind\u00edgena. A nota de cada um deles vai de 0 a 1 (sendo 1 a mais alta), similar ao \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) utilizado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Os indicadores se baseiam em 33 categorias que, por sua vez, se ancoram no banco de dados do Programa de Monitoramento de \u00c1reas Protegidas do ISA, alimentado diariamente h\u00e1 mais de 25 anos. Os indicadores foram pensados pelo ISA em parceria com o N\u00facleo de Estudos de Popula\u00e7\u00e3o (Nepo), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>Os resultados demonstram que os indicadores se interconectam. Por exemplo, TIs com menor estabilidade jur\u00eddica &#8211; em est\u00e1gios iniciais de reconhecimento &#8211; t\u00eam uma nota 15% mais baixa no indicador que analisa o remanescente florestal e a presen\u00e7a de queimadas nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<h3><strong>\u00c1reas protegidas cont\u00edguas mant\u00eam floresta em p\u00e9<\/strong><\/h3>\n<p>A presen\u00e7a de TIs ou outras UCs no entorno tamb\u00e9m influencia nesse indicador. Terras Ind\u00edgenas pr\u00f3ximas de \u00e1reas protegidas a menos de 10 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia tiveram notas 19% mais altas. Esse n\u00famero sobe para 30% quando as TIs s\u00e3o imediatamente cont\u00edguas. J\u00e1 TIs isoladas t\u00eam as piores notas nos Estados do Maranh\u00e3o, Rond\u00f4nia, Mato Grosso e Tocantins. Esses dados indicam que a presen\u00e7a de mosaicos e \u00e1reas protegidas cont\u00edguas tem um papel fundamental na manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9.<\/p>\n<p>As Terras Ind\u00edgenas analisadas apresentaram um bom resultado no indicador que analisa o remanescente florestal nesses territ\u00f3rios, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia das TIs para a conserva\u00e7\u00e3o das florestas. Em 2017, 75% das TIs da Amaz\u00f4nia obtiveram nota acima de 0,8 (sendo 1 a nota m\u00e1xima) nesse quesito. O sistema tamb\u00e9m demonstrou que 82% das TIs tiveram \u00edndices de desmatamento menores do que as \u00e1reas em seu entorno.<\/p>\n<p>Por outro lado, o par\u00e2metro integridade territorial, que avalia as TIs em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s invas\u00f5es de garimpeiros, madeireiros, fazendeiros, ca\u00e7a, pesca e coleta ilegal s\u00f3 teve uma boa performance em 38% das TIs. A presen\u00e7a de grileiros e de madeireiros ilegais foi o que mais influenciou negativamente esse par\u00e2metro.Quarenta por cento das TIs analisadas registraram invas\u00e3o por madeireiros e 36% apresentaram problemas fundi\u00e1rios.<\/p>\n<h3><strong>Minera\u00e7\u00e3o, fator de alto risco<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m disso, mais de 60% das TIs avaliadas pelo painel de indicadores sofre com a presen\u00e7a de obras dentro delas ou em seu entorno. 45% dessas obras s\u00e3o rodovias que cortam a TI ou est\u00e3o a uma dist\u00e2ncia de at\u00e9 40 km de seu limite. Atividades de minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o consideradas alto fator de risco para 30% das TIs avaliadas. Outro dado preocupante \u00e9 de amea\u00e7as futuras: 83% das TIs podem ser afetadas por empreendimentos j\u00e1 planejados no interior ou entorno dessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Os indicadores podem ser visualizados tanto por meio de um gr\u00e1fico din\u00e2mico, como de um mapa, possibilitando a compara\u00e7\u00e3o entre terras, temas e regi\u00f5es. Al\u00e9m disso, todo o conte\u00fado pode ser incorporado em outras p\u00e1ginas, por meio de um c\u00f3digo de embed gerado automaticamente pelo site .<\/p>\n<p>Governo, comunidades ind\u00edgenas e parceiros locais v\u00e3o se beneficiar desse sistema no aprimoramento de pol\u00edticas p\u00fablicas, no mapeamento de \u00e1reas e temas de risco para as Terras Ind\u00edgenas, bem como na gest\u00e3o de seus territ\u00f3rios. \u00c9 um instrumento de transpar\u00eancia p\u00fablica que pode ser apropriado por toda a sociedade, sobretudo pelas comunidades ind\u00edgenas, cada vez mais engajadas na produ\u00e7\u00e3o de narrativas como arma de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. Nesse momento de ataque sistem\u00e1tico aos povos ind\u00edgenas, ser\u00e1 uma ferramenta importante para aprimorar o monitoramento de seus territ\u00f3rios e assegurar seus direitos constitucionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<h2>Fa\u00e7a seu pr\u00f3prio mapa<\/h2>\n<p>O ISA tamb\u00e9m lan\u00e7a nesta semana outra ferramenta: o\u00a0<a href=\"https:\/\/mapa.eco.br\/v1\/\">Mapa Socioambiental<\/a>. Trata-se de um site que re\u00fane os principais mapas e informa\u00e7\u00f5es da base de dados do Instituto Socioambiental (ISA).Informa\u00e7\u00f5es de Terras Ind\u00edgenas, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e as principais amea\u00e7as que incidem sobre essas \u00e1reas podem ser consultadas e visualizadas pelo usu\u00e1rio, que pode criar e compartilhar seus pr\u00f3prios mapas.<\/p>\n<p>A ferramenta tamb\u00e9m est\u00e1 ancorada no Sisarp (Sistema de \u00c1reas Protegidas), uma base de dados com informa\u00e7\u00f5es sobre todas as \u00e1reas protegidas do pa\u00eds. Mas tamb\u00e9m utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) , Energia El\u00e9trica (Aneel), entre outros. Al\u00e9m disso, fornece mapas-base a partir do sat\u00e9lite Landsat.<\/p>\n<p>Para criar um mapa, \u00e9 poss\u00edvel definir o tipo do mapa-base e as categorias que nele ser\u00e3o apresentadas. Isso inclui press\u00f5es e amea\u00e7as monitoradas, como desmatamento, infraestrutura e queimadas, e filtros por Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. Depois \u00e9 s\u00f3 clicar na flecha do lado direito da tela e compartilhar a cria\u00e7\u00e3o, ou gerar um c\u00f3digo de incorpora\u00e7\u00e3o para utilizar em outras plataformas.<\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/novo-site-do-isa-apresenta-raio-x-de-terras-indigenas-na-amazonia\">www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/novo-site-do-isa-apresenta-raio-x-de-terras-indigenas-na-amazonia<\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema de indicadores elaborado pelo Instituto Socioambiental lan\u00e7ado nesta segunda-feira (18), d\u00e1 um panorama da situa\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas (TIs) na Amaz\u00f4nia Legal. O Terras + utiliza informa\u00e7\u00f5es como presen\u00e7a de invasores ilegais, de projetos de infraestrutura e etapas de demarca\u00e7\u00e3o para avaliar a condi\u00e7\u00e3o de 361 Terras Ind\u00edgenas na regi\u00e3o. Acesse o\u00a0Terras +.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":7611,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-7641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7641"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7645,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7641\/revisions\/7645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}