{"id":8289,"date":"2019-04-25T11:02:44","date_gmt":"2019-04-25T14:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/numero-de-tribos-isoladas-dobra-na-america-do-sul-mas-maioria-esta-em-situacao-de-risco\/"},"modified":"2019-04-25T11:07:13","modified_gmt":"2019-04-25T14:07:13","slug":"numero-de-tribos-isoladas-dobra-na-america-do-sul-mas-maioria-esta-em-situacao-de-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/numero-de-tribos-isoladas-dobra-na-america-do-sul-mas-maioria-esta-em-situacao-de-risco\/","title":{"rendered":"N\u00famero de tribos isoladas dobra na Am\u00e9rica do Sul, mas maioria est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de risco"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span class=\"byline__name\">Fernanda Odilla<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span class=\"byline__title\">Da BBC News Brasil em Londres<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\">23 de abril de 2019<\/h5>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Muitos s\u00e3o guerreiros, que se defendem atacando e ainda usam arco e flecha. Outros s\u00e3o ca\u00e7adores-coletores. H\u00e1 entre eles n\u00f4mades, capazes de construir uma moradia em poucas horas e abandon\u00e1-la dias depois.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8281\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Registro-de-povos-ind\u00edgenas-em-situa\u00e7\u00e3o-de-isolamento-saltou-de-para-84-para-185-entre-2015-e-2019.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Registro-de-povos-ind\u00edgenas-em-situa\u00e7\u00e3o-de-isolamento-saltou-de-para-84-para-185-entre-2015-e-2019.jpg 660w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Registro-de-povos-ind\u00edgenas-em-situa\u00e7\u00e3o-de-isolamento-saltou-de-para-84-para-185-entre-2015-e-2019-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Registro-de-povos-ind\u00edgenas-em-situa\u00e7\u00e3o-de-isolamento-saltou-de-para-84-para-185-entre-2015-e-2019-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Registro de povos ind\u00edgenas em situa\u00e7\u00e3o de isolamento saltou de para 84 para 185 entre 2015 e 2019<\/em><\/p>\n<p>Do pouco que se sabe sobre povos ind\u00edgenas em situa\u00e7\u00e3o de isolamento, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que eles est\u00e3o, em sua maioria, em sete pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, em especial na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Fora da Am\u00e9rica do Sul, h\u00e1 registros de grupos isolados apenas na \u00cdndia e na Papua-Nova Guin\u00e9. H\u00e1 tamb\u00e9m, entre indigenistas e ind\u00edgenas, a certeza de que esses grupos n\u00e3o querem manter contato com outros grupos ou n\u00e3o \u00edndios.<\/p>\n<p>Agora, um relat\u00f3rio in\u00e9dito, elaborado pelo indigenista brasileiro Antenor Vaz, revela tamb\u00e9m que o n\u00famero de povos isolados registrados est\u00e1 crescendo na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Num intervalo de quase 15 anos, a regi\u00e3o viu dobrar o n\u00famero de povos ind\u00edgenas em situa\u00e7\u00e3o de isolamento, que s\u00e3o classificados como confirmados (com exist\u00eancia reconhecida pelo Estado e\/ou sociedade civil) e a confirmar (avistados, mas ainda pendentes de evid\u00eancias e testemunhos irrefut\u00e1veis).<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, os registros da presen\u00e7a de grupos isolados saltaram de 84 para 185 entre 2005 e 2019, mas a situa\u00e7\u00e3o de 119 deles \u00e9 considerada extremante preocupante.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e3o encurralados, principalmente, por madeireiros, garimpeiros ou por grupos rivais. De um modo geral, o Estado n\u00e3o consegue ter um sistema eficiente de localiza\u00e7\u00e3o nem de prote\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o indigenista, emendando que todos os pa\u00edses experimentam uma redu\u00e7\u00e3o de recursos para pol\u00edticas espec\u00edficas para esses grupos.<\/p>\n<p>Segundo ele, h\u00e1 situa\u00e7\u00e3o de conflito no Peru, no Equador e no Brasil.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8278\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mapa-indicando-onde-est\u00e3o-os-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mapa-indicando-onde-est\u00e3o-os-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mapa-indicando-onde-est\u00e3o-os-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Mapa-indicando-onde-est\u00e3o-os-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Mapa indicando onde est\u00e3o os grupos isolados na Am\u00e9rica do Sul (pontos brancos), principais \u00e1reas de desmatamento (laranja escuro) e atividades de explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e \u00f3leo (laranja claro)<\/em><\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Amea\u00e7as concretas<\/h2>\n<p>O indigenista cita o narcotr\u00e1fico, a grilagem de terra, a explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, obras de infraestrutura, agroneg\u00f3cio e o turismo desordenado como amea\u00e7as aos ind\u00edgenas isolados. A intensidade dessas amea\u00e7as, contudo, varia a depender do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Os territ\u00f3rios ocupados por esses grupos est\u00e3o amea\u00e7adas por grandes projetos governamentais e privados, bem como por a\u00e7\u00f5es il\u00edcitas, principalmente em regi\u00f5es fronteiri\u00e7as, onde a presen\u00e7a protetiva dos Estados \u00e9 m\u00ednima&#8221;, observa.<\/p>\n<p>A partir de informes elaborados por organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e indigenistas de Brasil, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela, Vaz detalha situa\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas isolados desses pa\u00edses.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8275\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Grupo-da-etnia-korubo-contatado-em-2014.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Grupo-da-etnia-korubo-contatado-em-2014.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Grupo-da-etnia-korubo-contatado-em-2014-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Grupo-da-etnia-korubo-contatado-em-2014-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Grupo da etnia korubo contatado em 2014; dezenas de membros da comunidade decidiram seguir em isolamento<\/em><\/p>\n<p>Para entender regionalmente a situa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios desses povos com realidades pol\u00edticas espec\u00edficas e marcos legais para reconhecimento dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas distintos, diz o indigenista, foi importante contar com um coletivo de profissionais de diferentes \u00e1reas do conhecimento dos pa\u00edses envolvidos.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, Vaz contabiliza aumento de grupos confirmados (51 em 2005 para 66 em 2019) e um salto expressivo no n\u00famero de povos isolados a confirmar (33 em 2005 para 119 em 2019) &#8211; o que, segundo o indigenista, mostra a necessidade de pesquisar e proteger ainda mais esses territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8284\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Tabela-isolados.jpg\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Tabela-isolados.jpg 538w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Tabela-isolados-300x166.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Tabela-isolados-500x276.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><\/p>\n<p>O documento ser\u00e1 apresentado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas nesta semana, no 18\u00aa sess\u00e3o do F\u00f3rum Permanente das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Quest\u00f5es Ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Trata-se de uma iniciativa da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental Land is Life, que pretende usar o documento para tentar assegurar prote\u00e7\u00e3o completa e efetiva das terras dos grupos isolados e exigir a garantia de seus direitos ao territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Proa\u00f1o, representante da Land is Life na Am\u00e9rica do Sul, diz que o relat\u00f3rio cobre uma lacuna sobre o tema: a car\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es aprofundadas de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ap\u00f3s v\u00e1rias an\u00e1lises percebemos que a maioria dos trabalhos realizados anteriormente eram panor\u00e2micos, ou seja, demonstravam situa\u00e7\u00f5es urgentes sobre sa\u00fade, pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o, e falavam de maneira geral sobre as amea\u00e7as contra a vida desses povos. Juntamente com as organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, identificamos que uma parte substancial de suas lutas \u00e9 pelo territ\u00f3rio e essa tamb\u00e9m \u00e9 a identidade dos povos isolados. Por isso optamos por aprofundar a an\u00e1lise dessa situa\u00e7\u00e3o em cada um dos pa\u00edses&#8221;, explica Proa\u00f1o.<\/p>\n<p>&#8220;Agora sabemos quantos hectares foram reconhecidos por grupos isolados, quantos est\u00e3o envolvidos em lit\u00edgios legais, cujos projetos se sobrep\u00f5em \u00e0s suas terras. Temos v\u00e1rios objetivos com este relat\u00f3rio, alguns s\u00e3o locais e outros internacionais&#8221;, complementa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8269\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-situa\u00e7\u00e3o-de-119-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul-\u00e9-considerada-extremamente-preocupante-por-indigienista-brasileiro.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-situa\u00e7\u00e3o-de-119-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul-\u00e9-considerada-extremamente-preocupante-por-indigienista-brasileiro.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-situa\u00e7\u00e3o-de-119-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul-\u00e9-considerada-extremamente-preocupante-por-indigienista-brasileiro-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-situa\u00e7\u00e3o-de-119-grupos-isolados-na-Am\u00e9rica-do-Sul-\u00e9-considerada-extremamente-preocupante-por-indigienista-brasileiro-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A situa\u00e7\u00e3o de 119 grupos isolados na Am\u00e9rica do Sul \u00e9 considerada extremamente preocupante por indigenista brasileiro<\/em><\/p>\n<p>O primeiro relat\u00f3rio regional, que segundo Antenor Vaz foi usado como marco temporal e base de compara\u00e7\u00e3o para o atual, foi feito em 2005 pelo belga radicado no Brasil Vincent Brackelaire.<\/p>\n<p>No documento elaborado 14 anos depois dessa primeira iniciativa, Proa\u00f1o destaca como novo o enorme aumento de atividades ilegais, como minera\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia e Venezuela, extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na fronteira entre o Peru e o Equador, e a presen\u00e7a de grupos armados irregulares.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o dos povos isolados na Am\u00e9rica do Sul<\/h2>\n<p>Em entrevista \u00e0 BBC News Brasil, Vaz detalha a situa\u00e7\u00e3o de cada um dos pa\u00edses, salientando os principais desafios a serem superados.<\/p>\n<p>F\u00edsico de forma\u00e7\u00e3o, Vaz se dedica \u00e0s quest\u00f5es ind\u00edgenas desde os anos 1980. Ex-servidor da Funai (Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio), ele come\u00e7ou como educador e j\u00e1 chefiou a Frente de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental do \u00f3rg\u00e3o no Vale do Javari (AM), uma das maiores terras ind\u00edgenas demarcadas do pa\u00eds. H\u00e1 d\u00e9cadas acompanha, de perto, a quest\u00e3o dos povos isolados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8260\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524548_enfermeiracaixasdevacinao.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524548_enfermeiracaixasdevacinao.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524548_enfermeiracaixasdevacinao-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524548_enfermeiracaixasdevacinao-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil tem optado pela pol\u00edtica de &#8216;n\u00e3o contato&#8217;, mas, em casos extremos, vai em busca dos grupos para minimizar conflitos e cuidar da sa\u00fade<\/em><\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Brasil<\/h2>\n<p>Com 114 povos isolados registrados (28 confirmados e 86 a confirmar), o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com maior n\u00famero de povos ind\u00edgenas em situa\u00e7\u00e3o de isolamento e tamb\u00e9m com o maior n\u00famero de territ\u00f3rios definidos para esses grupos &#8211; apenas um n\u00e3o est\u00e1 na Amaz\u00f4nia, pontua o indigenista.<\/p>\n<p>Antenor Vaz diz que o Brasil \u00e9 pioneiro em desenvolver metodologia e pr\u00e1ticas de prote\u00e7\u00e3o bastante eficientes que resultaram em uma quantidade grande de registros de povos isolados.<\/p>\n<p>A partir de 1987, conta Vaz, o pa\u00eds protagonizou uma mudan\u00e7a importante, optando por uma pol\u00edtica de &#8216;n\u00e3o contato&#8217; \u2013 a n\u00e3o ser que seja extremamente necess\u00e1rio ou que a iniciativa parta dos grupos isolados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8263\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524550_funaiekorubosintegrantesdaexpedio.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524550_funaiekorubosintegrantesdaexpedio.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524550_funaiekorubosintegrantesdaexpedio-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524550_funaiekorubosintegrantesdaexpedio-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Contatos entre n\u00e3o-\u00edndios e \u00edndios isolados s\u00e3o evitados tamb\u00e9m para diminuir o risco de transmiss\u00e3o de doen\u00e7as<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de o contato apresentar, potencialmente, riscos de doen\u00e7a e morte dos ind\u00edgenas, o indigenista explica que passou a prevalecer no Brasil o entendimento de que a prote\u00e7\u00e3o dos isolados passa por respeitar a decis\u00e3o do isolamento e instituir um sistema protetivo que garanta o territ\u00f3rio desses povos.<\/p>\n<p>Por isso, o indigenista classificou como arriscada a opera\u00e7\u00e3o organizada este ano pela Funai para realizar o contato com um grupo de \u00edndios Korubo, no sul do estado do Amazonas. Apesar de viverem isolados na selva amaz\u00f4nica, corriam risco de serem v\u00edtimas um massacre. Eles estavam em confronto com uma etnia vizinha, os Matis.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o para contatar os \u00edndios era pedida h\u00e1 mais de quatro anos pelos Matis, que chegaram a invadir uma base da Funai na regi\u00e3o, em 2016, na tentativa de pressionar o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8266\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-maior-expedi\u00e7\u00e3o-da-Funai-nos-\u00faltimos-20-anos-para-contatar-grupos-isolados-contou-com-a-participa\u00e7\u00e3o-de-ind\u00edgenas.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-maior-expedi\u00e7\u00e3o-da-Funai-nos-\u00faltimos-20-anos-para-contatar-grupos-isolados-contou-com-a-participa\u00e7\u00e3o-de-ind\u00edgenas.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-maior-expedi\u00e7\u00e3o-da-Funai-nos-\u00faltimos-20-anos-para-contatar-grupos-isolados-contou-com-a-participa\u00e7\u00e3o-de-ind\u00edgenas-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/A-maior-expedi\u00e7\u00e3o-da-Funai-nos-\u00faltimos-20-anos-para-contatar-grupos-isolados-contou-com-a-participa\u00e7\u00e3o-de-ind\u00edgenas-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A maior expedi\u00e7\u00e3o da Funai nos \u00faltimos 20 anos para contatar grupos isolados contou com a participa\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas<\/em><\/p>\n<p>No in\u00edcio de abril, a Funai divulgou o resultado da maior expedi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o dos \u00faltimos 20 anos para se aproximar de grupos isolados. At\u00e9 o momento, diz a Funai, os encontros foram pac\u00edficos e reduziram as tens\u00f5es na Terra Ind\u00edgena Vale do Javari. Tamb\u00e9m permitiu aplicar vacinas e conferir a sa\u00fade dos korubos.<\/p>\n<p>Korubos que j\u00e1 haviam sido contatados anteriormente fizeram festa ao encontrar com seus parentes ainda isolados.<\/p>\n<p>Apesar das iniciativas bem sucedidas do Brasil, que conta um sistema de prote\u00e7\u00e3o de \u00edndios isolados desde 1988, os grupos isolados em territ\u00f3rio brasileiro ficam em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel n\u00e3o apenas pela a\u00e7\u00e3o ilegal de garimpeiros e madeireiros, mas tamb\u00e9m por atividades que contam com aval e financiamento do Estado, como extra\u00e7\u00e3o mineral e constru\u00e7\u00e3o de rodovias e hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Vaz ressalta tamb\u00e9m que o arcabou\u00e7o jur\u00eddico no Brasil para os grupos de situa\u00e7\u00e3o de isolamento ainda \u00e9 fr\u00e1gil. &#8220;Ainda falta um marco jur\u00eddico consistente. Existe apenas um conjunto de atos administrativos, que podem ser facilmente revogados.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Venezuela<\/h2>\n<p>Um dos pa\u00edses onde a situa\u00e7\u00e3o, nas palavras do indigenista, \u00e9 a mais dram\u00e1tica \u00e9 a Venezuela.<\/p>\n<p>Oficialmente, o pa\u00eds n\u00e3o reconhece nenhum grupo em situa\u00e7\u00e3o de isolamento, ainda que ind\u00edgenas e indigenistas afirmem existir tr\u00eas grupos confirmados e um a confirmar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8257\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524544_enfermeiraaplicandovacinaemmulherkorubocomfamilia.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524544_enfermeiraaplicandovacinaemmulherkorubocomfamilia.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524544_enfermeiraaplicandovacinaemmulherkorubocomfamilia-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106524544_enfermeiraaplicandovacinaemmulherkorubocomfamilia-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Brasil \u00e9 pioneiro em desenvolver metodologia e pr\u00e1ticas de prote\u00e7\u00e3o, diz Antenor Vaz<\/em><\/p>\n<p>O governo alega que s\u00e3o todos integrados e, consequentemente, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de medida protetiva. Ativistas, no entanto, t\u00eam tentado sensibilizar \u00f3rg\u00e3os do governo e pleiteado que a nova Constitui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds crie um dispositivo espec\u00edfico para esses grupos.<\/p>\n<p>Empreendimentos de petroleiras e mineradoras amea\u00e7am os grupos localizados em territ\u00f3rio venezuelano assim como a\u00e7\u00e3o de grupos armados e de narcotraficantes, diz o relat\u00f3rio da Land for Life.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Col\u00f4mbia<\/h2>\n<p>Em 2018, a Col\u00f4mbia aprovou uma lei espec\u00edfica para o caso dos ind\u00edgenas isolados.<\/p>\n<p>&#8220;O pa\u00eds se destaca porque a legisla\u00e7\u00e3o foi discutida por tr\u00eas anos&#8221;, diz Antenor Vaz, observando que a nova lei prev\u00ea um conjunto de programas, a\u00e7\u00f5es e atividades para prote\u00e7\u00e3o do povos em situa\u00e7\u00e3o de isolamento.<\/p>\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 na fase de implementa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds que tem dois povos confirmados e 16 a confirmar, segundo o levantamento da Land for Life. &#8220;O novo presidente (Iv\u00e1n Duque M\u00e1rquez) tem esse desafio (de tirar a lei do papel)&#8221;.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, a principal amea\u00e7a vem dos empreendimentos expansionistas, entre eles, o cultivo de coca e a minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8272\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Brasil-foi-um-dos-primeiros-pa\u00edses-a-demarcar-terras-para-grupos-isolados.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Brasil-foi-um-dos-primeiros-pa\u00edses-a-demarcar-terras-para-grupos-isolados.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Brasil-foi-um-dos-primeiros-pa\u00edses-a-demarcar-terras-para-grupos-isolados-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Brasil-foi-um-dos-primeiros-pa\u00edses-a-demarcar-terras-para-grupos-isolados-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil foi um dos primeiros pa\u00edses a demarcar terras para grupos isolados<\/em><\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Peru<\/h2>\n<p>No Peru, h\u00e1 diverg\u00eancia entre o n\u00famero de povos isolados contabilizados pelas autoridades do governo e pelas entidades representante dos ind\u00edgenas. S\u00e3o 17 povos confirmados pelo Estado e 26 pelas organiza\u00e7\u00f5es indigenistas.<\/p>\n<p>O pa\u00eds conta com uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, inclusive para demarca\u00e7\u00e3o de terras para povos isolados, mas enfrenta problemas com a a\u00e7\u00e3o de petroleiras e com a explora\u00e7\u00e3o de madeira nas florestas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Bol\u00edvia<\/h2>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o dos povos isolados que ocupam o territ\u00f3rio boliviano \u00e9, nas palavras de Antenor Vaz, &#8220;dif\u00edcil&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois grupos confirmados e sete a confirmar. Mas, ainda no governo de Evo Morales, uma empresa chinesa foi autorizada a fazer prospec\u00e7\u00f5es com explosivos em busca de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de possuir um marco jur\u00eddico amplo, que possibilitaria a formula\u00e7\u00e3o de instrumentos legais para a consolida\u00e7\u00e3o de procedimentos, a Bol\u00edvia n\u00e3o conta com nenhum marco jur\u00eddico espec\u00edfico para a defini\u00e7\u00e3o territorial. Em 2013 aprovaram uma lei, mas ficou s\u00f3 no papel, nunca foi implementada&#8221;, afirma Vaz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8254\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106515200_javari-reuniao_foto_mariovilela_funai-10.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106515200_javari-reuniao_foto_mariovilela_funai-10.jpg 624w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106515200_javari-reuniao_foto_mariovilela_funai-10-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/106515200_javari-reuniao_foto_mariovilela_funai-10-500x281.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ind\u00edgenas do Vale do Javari se re\u00fanem com servidores da Funai; expedi\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio Korubo divide lideran\u00e7as de outros povos<\/em><\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Paraguai<\/h2>\n<p>S\u00e3o dois grupos confirmados e cinco a confirmar no Paraguai, numa regi\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 coberta pela floresta amaz\u00f4nica, mas que sofre com o desmatamento. Os dois grupos confirmados transitam tamb\u00e9m em territ\u00f3rio boliviano, mas n\u00e3o h\u00e1 uma pol\u00edtica conjunta dos dois pa\u00edses para proteg\u00ea-los.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio \u00e9, segundo o relat\u00f3rio, um dos grandes vil\u00f5es na regi\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Equador<\/h2>\n<p>Em 1999, o Equador, por meio de um decreto, aprovou a cria\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio chamado de Zona Intangible Tagaeri Taromenane, destinada aos povos Tagaere e Taromenane. Quase 20 anos depois, incluiu na Constitui\u00e7\u00e3o um artigo espec\u00edfico sobre povos em isolamento volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas, segundo Antenor Vaz, muito pouco foi feito na pr\u00e1tica no pa\u00eds que registra tr\u00eas grupos confirmados e quatro a confirmar.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas grupos confirmados \u2013 Tagaere, Taromenne e Dugakairi \u2013 compartilham territ\u00f3rio com os Waorani. &#8220;A principal amea\u00e7a \u00e9 a atividade petroleira promovida diretamente pelo Estado equatoriano&#8221;, diz o indigenista, destacando a influ\u00eancia chinesa na extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima no pa\u00eds e os riscos de contamina\u00e7\u00e3o da terra e dos rios onde est\u00e3o os \u00edndios isolados.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Respostas<\/h2>\n<p>O indigenista faz quest\u00e3o de destacar que as amea\u00e7as aos povos isolados n\u00e3o v\u00eam apenas das atividades ilegais nas \u00e1reas onde eles vivem mas tamb\u00e9m de a\u00e7\u00f5es que contam com o aval ou financiamento p\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;Sendo assim, \u00e9 extremamente urgente que as pol\u00edticas protetivas saiam do &#8216;isolamento&#8217; e dialoguem com as inst\u00e2ncias respons\u00e1veis pela concep\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de desenvolvimento de cada Estado&#8221;, diz, avaliando que al\u00e9m do Executivo, o poder Legislativo e a sociedade, em geral, precisam tamb\u00e9m participar das discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Em todo esse processo devem participar as organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e aliadas. Nesse campo, os organismos multilaterais t\u00eam papel fundamental de mobiliza\u00e7\u00e3o e convoca\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Proa\u00f1o, &#8220;\u00e9 imperativo que Estados e governos entendam que a melhor maneira de proteger os povos isolados \u00e9 reconhecer e proteger seus territ\u00f3rios por meio de pol\u00edticas eficazes que garantam que esses territ\u00f3rios tenham uma natureza intang\u00edvel para a extra\u00e7\u00e3o de recursos naturais e planos de desenvolvimento&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A grande maioria dos casos, os territ\u00f3rios dos isolados e recentemente contatados, s\u00e3o territ\u00f3rios compartilhados que devem estar sujeitos a regimes especiais de prote\u00e7\u00e3o e uso de recursos&#8221;, avalia Proa\u00f1o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-47984370\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-47984370<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do pouco que se sabe sobre povos ind\u00edgenas em situa\u00e7\u00e3o de isolamento, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que eles est\u00e3o, em sua maioria, em sete pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, em especial na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Fora da Am\u00e9rica do Sul, h\u00e1 registros de grupos isolados apenas na \u00cdndia e na Papua-Nova Guin\u00e9. H\u00e1 tamb\u00e9m, entre indigenistas e ind\u00edgenas, a certeza de que esses grupos n\u00e3o querem manter contato com outros grupos ou n\u00e3o \u00edndios.<\/p>\n<p>Agora, um relat\u00f3rio in\u00e9dito, elaborado pelo indigenista brasileiro Antenor Vaz, revela tamb\u00e9m que o n\u00famero de povos isolados registrados est\u00e1 crescendo na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":8282,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-8289","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-3","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8289"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8293,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8289\/revisions\/8293"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}