{"id":9599,"date":"2019-08-01T16:45:37","date_gmt":"2019-08-01T19:45:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/alertas-do-inpe-indicam-alta-de-40-em-desmate-na-amazonia-governo-contesta\/"},"modified":"2019-08-01T16:59:41","modified_gmt":"2019-08-01T19:59:41","slug":"alertas-do-inpe-indicam-alta-de-40-em-desmate-na-amazonia-governo-contesta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/en\/radar\/alertas-do-inpe-indicam-alta-de-40-em-desmate-na-amazonia-governo-contesta\/","title":{"rendered":"Alertas do Inpe indicam alta de 40% em desmate na Amaz\u00f4nia; governo contesta"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"n--noticia__state-title\" style=\"text-align: right;\"><strong>Giovana Girardi<\/strong><\/div>\n<div class=\"n--noticia__state-title\" style=\"text-align: right;\"><strong>O Estado de S. Paulo<\/strong><\/div>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>31 de julho de 2019<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"n--noticia__subtitle\" style=\"text-align: left;\"><em>Consolidado de 12 meses \u00e9 feito com base em dados do Deter; tend\u00eancia foi confirmada pelo balan\u00e7o oficial nos outros anos. Ministro Ricardo Salles diz que n\u00fameros s\u00e3o interpretados de forma \u2018equivocada\u2019<\/em><\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Depois de passar quase duas semanas dizendo que os dados de desmatamento da\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/floresta-amazonica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong><\/a>\u00a0s\u00e3o mentirosos, o governo\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/jair-bolsonaro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Jair Bolsonaro<\/strong><\/a>\u00a0reconheceu nesta quarta-feira, 31, que a taxa est\u00e1 em alta, mas afirmou que os n\u00fameros que vieram \u00e0 tona nos \u00faltimos dias\u00a0foram uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada. O presidente anunciou no s\u00e1bado que haveria uma \u201csurpresa\u201d nos n\u00fameros e nesta quarta chegou a dizer que apresentaria o \u201cdado real\u201d. Mas o ministro do Meio Ambiente,\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/ricardo-salles\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Ricardo Salles<\/strong><\/a>, encerrou o dia sem trazer os tais dados e dizendo apenas que os \u201cporcentuais interpretativos cair\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O per\u00edodo em que a taxa anual do desmatamento \u00e9 medida se encerrou nesta quarta (de 1.\u00ba de agosto de um ano a 31 de julho do ano seguinte), e dados de alertas dispon\u00edveis no site do\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/inpe-instituto-nacional-de-pesquisas-espaciais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais<\/strong><\/a>\u00a0(Inpe) indicam que a perda da vegeta\u00e7\u00e3o este ano pode ter sido bem maior que no ano anterior. O agregado de alertas feitos pelo\u00a0<strong>Deter<\/strong>\u00a0\u2013 o sistema de detec\u00e7\u00e3o em tempo real \u2013 aponta alta de 40% ante o mesmo per\u00edodo do ano anterior. Os sat\u00e9lites observaram uma perda at\u00e9 esta quarta-feira de 5.879 km\u00b2 da floresta, ante 4.197 km\u00b2 entre 2017 e 2018, considerando somente o desmatamento com solo exposto.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9594\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/desmate.jpg\" alt=\"\" width=\"688\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/desmate.jpg 646w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/desmate-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/desmate-500x335.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 688px) 100vw, 688px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A alta de desmate indicada pelos alertas do Inpe tem sido observada por outros sistemas de monitoramento\u00a0 Foto: Tiago Queiroz\/Estad\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Os valores come\u00e7aram a subir mais do que nos \u00faltimos anos a partir de maio. Julho, segundo o Deter, trouxe a maior perda em um m\u00eas desde 2015. At\u00e9 esta quarta, o desmatamento observado foi de 1864,2 km\u00b2 \u2013 um valor 212% mais alto que julho de 2017. \u00c9 mais do que a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo, que tem cerca de 1.500 km\u00b2. Considerando essa medida, o agregado\u00a0do ano \u00e9 de 6.443 km\u00b2, contra 4.572 km\u00b2 no ano anterior.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros acendem um sinal vermelho. O Deter fornece dados diariamente ao Ibama e \u00e0s secretarias estaduais de Meio Ambiente para orient\u00e1-las na fiscaliza\u00e7\u00e3o. O sistema observa situa\u00e7\u00f5es como desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegeta\u00e7\u00e3o, limpeza para minera\u00e7\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o. Considerando os tr\u00eas primeiros pontos, que realmente indicam a perda da floresta, o chamado corte raso, chega-se a esses\u00a0n\u00fameros de julho.<\/p>\n<p>Mais r\u00e1pido, por\u00e9m com resolu\u00e7\u00e3o menor, o Deter funciona como indicador do que um outro sistema, o Prodes, deve mostrar at\u00e9 o fim do ano. Este sim \u00e9 o monitoramento que fornece a taxa anual oficial da perda da vegeta\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Nas \u00faltimas semanas, a gest\u00e3o Bolsonaro, repercutindo an\u00e1lises de junho, come\u00e7ou a criticar o Inpe e chegou a dizer\u00a0<a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,bolsonaro-acusa-inpe-de-divulgar-dados-mentirosos-sobre-desmatamento,70002929326\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>que os dados s\u00e3o mentirosos<\/strong><\/a>, que o diretor do Inpe, Ricardo Galv\u00e3o, estaria \u201ca servi\u00e7o de alguma ONG\u201d e que a divulga\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros prejudica o Pa\u00eds.<\/p>\n<h3 class=\"graphic-title\">Como funciona o monitoramento<\/h3>\n<p class=\"graphic-description\">O Inpe analisa imagens de sat\u00e9lite para verificar mudan\u00e7as na cobertura vegetal do Pa\u00eds<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9591\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/PRODES.png\" alt=\"\" width=\"641\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/PRODES.png 641w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/PRODES-300x250.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/PRODES-500x417.png 500w\" sizes=\"(max-width: 641px) 100vw, 641px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9584\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/DETER.png\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"587\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/DETER.png 638w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/DETER-300x276.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/DETER-500x460.png 500w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cDado real\u201d.<\/strong>\u00a0Nesta quarta-feira, 31, o presidente falou duas vezes sobre o assunto. No fim da manh\u00e3, disse que \u00e0 tarde seria\u00a0<a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,bolsonaro-diz-que-vai-divulgar-dado-real-sobre-desmatamento,70002949233\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>divulgado o \u201cdado real\u201d do desmate<\/strong><\/a>. \u201cFoi uma varia\u00e7\u00e3o muito abrupta. Alguma coisa aconteceu. E a desconfian\u00e7a nossa \u00e9 por a\u00ed, que existem dados l\u00e1 que s\u00e3o alertas de desmatamento. Alerta n\u00e3o \u00e9 desmatamento\u201d, disse.<\/p>\n<p>Algumas horas depois, afirmou que n\u00e3o seria divulgado nada e que, ap\u00f3s o Inpe dizer que h\u00e1 \u201csuspeita\u201d de desmatamento, algu\u00e9m do Ibama deveria \u201cir l\u00e1 e comprovar\u201d. O presidente ainda disse que os n\u00fameros n\u00e3o podem ser jogados. \u201cV\u00e3o ser compilados agora. Vai ser discutido com todo mundo para passar exatos para todo mundo.\u201d<\/p>\n<p>Um pouco depois, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se manifestou. Ele havia acabado de sair de uma reuni\u00e3o com o ministro da Ci\u00eancia,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/marcos-pontes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Pontes<\/a><\/strong>, t\u00e9cnicos do Inpe e um diretor do\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/ibama-instituto-brasileiro-do-meio-ambiente-e-dos-recursos-naturais-renovaveis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Ibama<\/strong><\/a>, onde ouviu explica\u00e7\u00f5es de como os sistemas de monitoramento\u00a0funciona.<\/p>\n<p>\u201cO desmatamento vem aumentando desde 2012. Tem aumento de desmatamento, precisamos ver agora como coibir\u201d, admitiu Salles. Mas disse que a eleva\u00e7\u00e3o de 88% observada nos alertas em junho tinha sido interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cjornalistas, t\u00e9cnicos e ditos especialistas\u201d para produzir \u201cimpacto midi\u00e1tico\u201d. Tamb\u00e9m alegou que h\u00e1, entre os dados, alertas duplicados ou desmates de mais de um ano que s\u00f3 foram vistos agora. Segundo ele, a eleva\u00e7\u00e3o de 88% foi \u201creconhecida por todos\u00a0<em>(na reuni\u00e3o)<\/em>\u00a0que n\u00e3o reflete a realidade\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje verificamos na reuni\u00e3o que foi feita entre o Inpe e o Ibama de que h\u00e1 \u00e1reas que est\u00e3o sendo creditadas como agora e que n\u00e3o s\u00e3o de agora, s\u00e3o do ano passado. Portanto se voc\u00ea puder deduzir essas \u00e1reas, certamente esses porcentuais interpretativos cair\u00e3o&#8221;, afirmou Salles.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9588\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico.png\" alt=\"\" width=\"724\" height=\"564\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico.png 724w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-300x234.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-500x390.png 500w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">Diretor do Inpe diz n\u00e3o ter d\u00favida sobre alta no desmate<\/h3>\n<p>Ao\u00a0<strong>Estado<\/strong>, o diretor do Inpe, Ricardo Galv\u00e3o, afirmou que todos os dados apresentados por Salles foram contra-argumentados pelos t\u00e9cnicos. Ele reconheceu que \u00e0s vezes um alerta pode n\u00e3o se confirmar depois como um real desmatamento, mas que, em geral, os sinais demonstrados pelo Deter s\u00e3o confirmados depois pelo Prodes. Se um aponta alta, o outro provavelmente confirmar\u00e1 a mesma alta depois.<\/p>\n<p>O Deter, frisou, assim como fizeram os t\u00e9cnicos na reuni\u00e3o, n\u00e3o traz a taxa oficial de desmatamento. Ele\u00a0\u00e9 usado para orientar a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u2013 a ideia \u00e9 que os \u00f3rg\u00e3os possam ir a campo para conseguir deter uma devasta\u00e7\u00e3o em curso \u2013, mas permite entender a tend\u00eancia do que est\u00e1 ocorrendo no campo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o significa que os 40% de alta vistos pelos alertas v\u00e3o depois significar\u00a0uma alta de 40% no Prodes. Os sistemas s\u00e3o diferentes. \u00c9 como se um olhasse com uma c\u00e2mera mais aberta e o outro focasse mais. Mas h\u00e1 correla\u00e7\u00e3o em torno de 82%. Vai ter alta neste ano com o Prodes, n\u00e3o tenho a menor d\u00favida\u201d, diz ele, que est\u00e1 no Inpe desde 1970 e cumpre mandato \u00e0 frente do \u00f3rg\u00e3o at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Em geral, o Deter mostra\u00a0um valor menor do que de fato o Prodes vai constatar. Entre agosto de 2017 e julho do ano passado, por exemplo, o Prodes mediu 7.536 km\u00b2\u00a0de desmatamento \u2013\u00a0o Deter tinha visto um corte raso de 4.572 km\u00b2. Nunca ocorreu de o Deter mostrar algo maior do que o Prodes constatou de fato depois.<\/p>\n<p>Ocorre que justamente por ser mais \u00e1gil, o sistema t\u00eam algumas limita\u00e7\u00f5es. A resolu\u00e7\u00e3o de suas imagens \u00e9 de 64 metros, ante 30 metros do Prodes. E o sat\u00e9lite leva 5 dias para fazer imagens de um mesmo local, ante 16 dias no caso do Prodes.<\/p>\n<p>Se por acaso uma dada regi\u00e3o estiver com muitas nuvens ao longo desses cinco dias, o Deter pode n\u00e3o ver algo naquele local em um determinado m\u00eas. E ver no m\u00eas seguinte. Por isso a compara\u00e7\u00e3o m\u00eas a m\u00eas costuma n\u00e3o ser recomendada.<\/p>\n<p>O valor em si da vegeta\u00e7\u00e3o perdida, por\u00e9m, \u00e9 altamente confi\u00e1vel \u2013\u00a0tem uma taxa de acerto de mais de 90%. Os dados do Inpe tamb\u00e9m s\u00e3o transparentes e podem ser checados por quem quiser ver. S\u00e3o publicados em revistas cient\u00edficas e usadas por pesquisadores do mundo inteiro.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">Outros sistemas de monitoramento tamb\u00e9m apontam alta de desmate<\/h3>\n<p>A alta de desmate indicada pelos alertas do Inpe tem sido observada por outros sistemas de monitoramento da Amaz\u00f4nia desde 2018. \u00c9 o caso do Global Land Analysis &amp; Discover, da Universidade de Maryland (EUA); do sistema da ONG Imazon; e do MapBiomas, iniciativa de universidades e ONGs que trabalha com os tr\u00eas dados anteriores e tamb\u00e9m com os de um monitoramento feito pelo Minist\u00e9rio da Defesa.<\/p>\n<p>De acordo com o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, a taxa de desmatamento n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 crescendo, como esse aumento est\u00e1 acelerando a partir de maio. E os cortes est\u00e3o ocorrendo de modo mais ousado.<\/p>\n<p>Como os dados do Deter s\u00e3o abertos para consulta por outras fontes, o MapBiomas faz um trabalho de valid\u00e1-los. Ou seja, faz uma checagem das informa\u00e7\u00f5es com imagens de sat\u00e9lite de mais alta resolu\u00e7\u00e3o. Ele fez isso, por exemplo, com a \u00e1rea que o Deter apontou como o maior desmatamento dos \u00faltimos meses. Um pol\u00edgono de 32 km\u00b2 em\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/altamira-pa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Altamira<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAnalisamos as imagens, cruzamos com dados do Cadastro Ambiental Rural e vimos que se trata de corte ilegal, ocorrido ao longo de 70 dias. N\u00e3o havia autoriza\u00e7\u00e3o para ele ser feito. Uma \u00e1rea quase do tamanho da\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/floresta-da-tijuca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Floresta da Tijuca<\/strong><\/a>\u00a0<em>(no Rio)<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>COLABORARAM CAMILA TURTELLI, MARIANA HAUBERT, JULIA LINDNER e TULIO KRUSE<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,alertas-do-inpe-indicam-alta-de-40-em-desmate-na-amazonia-governo-contesta,70002950037\">https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,alertas-do-inpe-indicam-alta-de-40-em-desmate-na-amazonia-governo-contesta,70002950037<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Depois de passar quase duas semanas dizendo que os dados de desmatamento da Amaz\u00f4nia s\u00e3o mentirosos, o governo Jair Bolsonaro reconheceu nesta quarta-feira, 31, que a taxa est\u00e1 em alta, mas afirmou que os n\u00fameros que vieram \u00e0 tona nos \u00faltimos dias foram uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada. O presidente anunciou no s\u00e1bado que haveria uma \u201csurpresa\u201d nos n\u00fameros e nesta quarta chegou a dizer que apresentaria o \u201cdado real\u201d. 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