{"id":16562,"date":"2020-07-04T18:20:38","date_gmt":"2020-07-04T21:20:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/niobio-de-tolo-sem-esperanca-em-mineracao-indios-da-maior-jazida-do-minerio-do-mundo-sonham-com-turismo-e-reclamam-de-estrada\/"},"modified":"2020-07-20T18:51:32","modified_gmt":"2020-07-20T21:51:32","slug":"niobio-de-tolo-sem-esperanca-em-mineracao-indios-da-maior-jazida-do-minerio-do-mundo-sonham-com-turismo-e-reclamam-de-estrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/niobio-de-tolo-sem-esperanca-em-mineracao-indios-da-maior-jazida-do-minerio-do-mundo-sonham-com-turismo-e-reclamam-de-estrada\/","title":{"rendered":"Ni\u00f3bio de tolo: Sem esperan\u00e7a em minera\u00e7\u00e3o, \u00edndios da maior jazida do min\u00e9rio do mundo sonham com turismo e reclamam de estrada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Folha de S. Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>04 de julio de 2020<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"c-signature c-signature--left\"><strong class=\"c-signature__location\">TERRA IND\u00cdGENA BALAIO (AM)<\/strong><\/div>\n<div class=\"c-news__body\">\n<p>No mapa, S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM), a 2h20 de voo de Manaus, \u00e9 um ponto verde na floresta amaz\u00f4nica. Para quem vive na regi\u00e3o, trata-se do epicentro de um munic\u00edpio de tamanho compar\u00e1vel \u00e0 Inglaterra, onde habitam 23 povos ind\u00edgenas. A algumas dezenas de quil\u00f4metros da cidade, est\u00e1 o maior dep\u00f3sito mundial de ni\u00f3bio, o mineral que se tornou uma obsess\u00e3o para o presidente Jair Bolsonaro e para a extrema direita brasileira.<\/p>\n<p>S\u00e3o 2,9 bilh\u00f5es de toneladas no subsolo, nunca explorados. Sobre a jazida, montanhas, forma\u00e7\u00f5es rochosas de diversos formatos, orqu\u00eddeas e lagoas de diferentes cores formam uma das regi\u00f5es mais singulares da Amaz\u00f4nia, distante da infinita plan\u00edcie verde associada \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"c-video\" data-video=\"\" data-video-url=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_hyBcp4yeTc\">\n<div class=\"c-video__container\" data-video-container=\"\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=\u00bbhttps:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_hyBcp4yeTc&amp;feature=youtu.be\u00bb][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Antes do in\u00edcio da pandemia do novo coronav\u00edrus, a reportagem da\u00a0<b>Folha<\/b>\u00a0visitou o local, conhecido como Seis Lagos, guiada por moradores da Terra Ind\u00edgena (TI) Balaio. As comunidades ali debatem se a regi\u00e3o tem mais voca\u00e7\u00e3o para o turismo ou para a minera\u00e7\u00e3o, embora estejam mais preocupados com seu quase isolamento devido ao p\u00e9ssimo estado de conserva\u00e7\u00e3o da BR-307, a rodovia de acesso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-16540\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa-.png\" alt=\"\" width=\"581\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa-.png 1412w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa--300x205.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa--1024x701.png 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa--768x525.png 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa--500x342.png 500w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa--320x220.png 320w\" sizes=\"(max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/p>\n<p>\u00abUns t\u00eam os olhos pra trabalhar no min\u00e9rio, mas, se for ver bem, \u00e9 muito complexo de trabalhar. Outros veem com potencial de trabalhar com etnoturismo e ecoturismo\u00bb, diz o agente de sa\u00fade ind\u00edgena Andr\u00e9 Veloso, 32, que acompanhou a reportagem, sobre a opini\u00e3o dos 350 moradores da TI, de diversos povos.<\/p>\n<p>De novo, o mapa pode ser enganoso. A dist\u00e2ncia de S\u00e3o Gabriel at\u00e9 a comunidade Ya-Mirim, que d\u00e1 acesso a Seis Lagos, conta apenas 85 km, via BR-307, cruzando a linha do Equador. Na pr\u00e1tica, a rodovia federal \u00e9 um corredor de lama, por onde s\u00f3 passam Toyotas Bandeirantes. A reportagem percorreu o trecho em 4h30, numa velocidade de 19km\/h. O pre\u00e7o: R$ 2.000, ida e volta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16516\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010745eff7972dcb2e_1593801074_3x2_md.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010745eff7972dcb2e_1593801074_3x2_md.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010745eff7972dcb2e_1593801074_3x2_md-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010745eff7972dcb2e_1593801074_3x2_md-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><em>Neblina no lago do Drag\u00e3o, cercado por uma floresta &#8211;\u00a0<span class=\"widget-image__credits\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar \u00e0 comunidade e passar a noite ali, foi preciso subir o igarap\u00e9 com o mesmo nome por cerca de 2h. Depois, a parte mais exaustiva: 4h de caminhada montanha acima. No caminho, a altura das \u00e1rvores diminui \u00e0 medida que a altitude sobe e o terreno fica mais pedregoso. A primeira lagoa, de \u00e1guas verdes, aparece no caminho, no fundo de um vale.<\/p>\n<p>A reportagem acampou por uma noite \u00e0 beira do lago do Drag\u00e3o, cercado por rochas pontiagudas de cor terrosa e uma floresta de m\u00e9dia estatura e arbustos, alguns com flores. A neblina \u00e9 comum e, quando chega, cobre tudo num piscar de olhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16513\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938116245effa2a800b4a_1593811624_3x2_rt-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>Caminhonetes percorrem a BR-307 no trecho que liga S\u00e3o Gabriel da Cachoeira \u00e0 a comunidade Ya-Mirim dentro da Terra Ind\u00edgena Balaio\u00a0<span class=\"c-image-full__credit\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o do ni\u00f3bio em Seis Lagos tem dois obst\u00e1culos quase intranspon\u00edveis. Pela legisla\u00e7\u00e3o atual, Seis Lagos est\u00e1 fora do alcance da minera\u00e7\u00e3o. O local est\u00e1 inclu\u00eddo em tr\u00eas \u00e1reas protegidas e sobrepostas: al\u00e9m da TI Balaio, a \u00e1rea pertence ao Parque Nacional Serra da Neblina e \u00e0 Reserva Biol\u00f3gica Morro dos Seis Lagos, esta do governo estadual do Amazonas. Nenhuma dessas categorias permite a atividade.<\/p>\n<p>Outro impeditivo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do ni\u00f3bio amaz\u00f4nico est\u00e1 na demanda. As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que as reservas atuais em explora\u00e7\u00e3o t\u00eam capacidade para atender ao mercado mundial durante v\u00e1rias d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 \u00e9 o principal produtor mundial, com 88% do total, segundo o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos EUA. A maior parte do ni\u00f3bio vem da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Minera\u00e7\u00e3o), sob controle da fam\u00edlia s\u00f3cia do Ita\u00fa Unibanco, localizada em Arax\u00e1 (MG). A empresa estima ter reservas para produzir por pelo menos mais dois s\u00e9culos.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o existe interesse de mineradoras no Morro de Seis Lagos\u00bb, afirma o ge\u00f3logo Tadeu Veiga. Atualmente, professor volunt\u00e1rio da UnB (Universidade de Bras\u00edlia), ele esteve na regi\u00e3o em 1997, representando uma empresa de minera\u00e7\u00e3o. \u00c0 \u00e9poca, a CPRM (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil) tinha a inten\u00e7\u00e3o de licitar os direitos miner\u00e1rios, mas os planos nunca foram adiante.<\/p>\n<p>Apesar da falta de mercado para um eventual aumento da produ\u00e7\u00e3o, Bolsonaro costuma usar o ni\u00f3bio como justifica para abrir a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas \u2013a atividade est\u00e1 permitida pela Constitui\u00e7\u00e3o, desde que regulamentada e ap\u00f3s consulta pr\u00e9via aos povos afetados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16510\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010645eff79687ad42_1593801064_3x2_md.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010645eff79687ad42_1593801064_3x2_md.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010645eff79687ad42_1593801064_3x2_md-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010645eff79687ad42_1593801064_3x2_md-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><em>Andr\u00e9 Veloso caminha pela trilha que leva ao Morro dos Seis Lagos &#8211;\u00a0<span class=\"widget-image__credits\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2016, quando se preparava para a campanha presidencial, Bolsonaro produziu um v\u00eddeo sobre o ni\u00f3bio, gravado em Arax\u00e1. Com um peda\u00e7o de mineral nas m\u00e3os, disse: \u00abIsto pode nos dar independ\u00eancia econ\u00f4mica.\u00bb Em outro trecho, menciona a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas como uma barreira \u00e0 explora\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o mais recente foi em junho de 2019. Do Jap\u00e3o, onde participava a reuni\u00e3o do G20, Bolsonaro exibiu uma bijuteria com ni\u00f3bio durante transmiss\u00e3o pelo Facebook. Disse que o cord\u00e3o valia R$ 4.000, mais caro do que ouro.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 errada. Um grama de ouro (R$ 293 no final de maio) \u00e9 mais caro do que um quilo de ferroni\u00f3bio (cerca de R$ 215), o produto mais caro da CBMM.<\/p>\n<p>A falsa no\u00e7\u00e3o de que o ni\u00f3bio \u00e9 a panaceia para a economia brasileira tem origem no l\u00edder ultranacionalista En\u00e9as Carneiro, cujas ideias influenciam o bolsonarismo. \u00abS\u00f3 o ni\u00f3bio permitir-nos-ia ter uma moeda pr\u00f3pria, lastreada nele\u00bb, disse, em uma entrevista em 2006, um ano antes de morrer.<\/p>\n<p>Em fevereiro, Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei sobre a abertura de terras ind\u00edgenas para minera\u00e7\u00e3o. A proposta, criticada pela maior parte do movimento ind\u00edgena, prev\u00ea que os povos afetados ter\u00e3o poder de veto em caso de garimpos, mas n\u00e3o de grandes projetos mineradores.<\/p>\n<p>Ao justificar o projeto \u00e0 \u00e9poca, Bolsonaro disse que \u00ab[o ind\u00edgena] tem cora\u00e7\u00e3o, tem sentimento, tem alma, tem necessidade e tem desejos e \u00e9 t\u00e3o brasileiro quanto n\u00f3s\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16507\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011065eff799233481_1593801106_3x2_rt-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>O agente de sa\u00fade ind\u00edgena Andr\u00e9 Veloso conduz uma canoa pelo igarap\u00e9 Ya-Mirim rumo ao in\u00edcio da trilha que leva ao Morro dos Seis Lagos\u00a0<span class=\"c-image-full__credit\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A promessa de legaliza\u00e7\u00e3o tem estimulado a invas\u00e3o de garimpeiros, aliada \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o de Bolsonaro para frear opera\u00e7\u00f5es do Ibama. Em abril, dois coordenadores de fiscaliza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ambiental foram demitidos em repres\u00e1lia ao fechamento de garimpos em terras ind\u00edgenas localizadas na regi\u00e3o do M\u00e9dio Xingu, no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Impulsionados tamb\u00e9m com a alta de pre\u00e7o do ouro, os garimpos ilegais crescem nas TIs Raposa\/Serra do Sol (RR), Yanomami (RR\/AM) e Munduruku (PA), entre outras.<\/p>\n<p>A TI Balaio n\u00e3o tem garimpo, mas \u00e9 rota de garimpeiros rumo a explora\u00e7\u00f5es ilegais de ouro na TI Yanomami e na Venezuela. Para isso, contam com a vista grossa da barreira do Ex\u00e9rcito na estrada, que n\u00e3o os barra.<\/p>\n<p>Quando a reportagem passou ali, os militares parecem apenas preocupados em identificar estrangeiros \u2013depois de algumas perguntas para confirmar a nacionalidade, reportagem nem sequer precisou mostrar documentos. Na comunidade Ya-Mirim, ao menos tr\u00eas garimpeiros aguardavam transporte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16534\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010955eff79872968f_1593801095_3x2_rt-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>Vista do lago na Reserva Biol\u00f3gica Morro dos Seis Lagos, que concentra uma das maiores reservas de ni\u00f3bio do mundo\u00a0<span class=\"c-image-full__credit\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16531\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938011055eff799179db8_1593801105_3x2_rt-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>Vista a\u00e9rea do lago na Reserva Biol\u00f3gica Morro dos Seis Lagos\u00a0<span class=\"c-image-full__credit\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias da rodovia s\u00e3o um mart\u00edrio tanto para os ind\u00edgenas da TI Balaio quanto para os ianom\u00e2mis da comunidade Maturac\u00e1, onde vivem 2.100 pessoas. Usando o igarap\u00e9 Ya-Mirim, que atravessa a comunidade, eles ainda t\u00eam de viajar por cerca de um dia at\u00e9 chegar a casa, a bordo de canoas movidas a rabeta, o motor mais econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas costumam ir com frequ\u00eancia a S\u00e3o Gabriel da Cachoeira receber o Bolsa Fam\u00edlia e outros benef\u00edcios, e n\u00e3o raro gastam todo o dinheiro do programa com transporte.<\/p>\n<p>Por causa do pre\u00e7o alto, o frete da Toyota costuma ser dividido entre fam\u00edlias. Muitos viajam na carroceira, incluindo crian\u00e7a e idosos. Problemas mec\u00e2nicos e carros atolados s\u00e3o mais regra do que a exce\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o \u00e9 raro pernoitar na estrada at\u00e9 outro \u00abtoyoteiro\u00bb fazer o resgate.<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 muito triste, o povo aqui sofre muito\u00bb, afirma Tiago Fernandes Sampaio, 49, tucano, presidente da associa\u00e7\u00e3o da TI Balaio. \u00abAntes, eram 2h de viagem. Agora, n\u00e3o. \u00c0s vezes, sai na madrugada e chega de madrugada do dia seguinte, as pe\u00e7as da Toyota quebram no meio. Quando tem resgate de pessoas com doen\u00e7a grave, \u00e0s vezes morre no meio da estrada.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16528\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010855eff797d2634d_1593801085_3x2_rt-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>O agente de sa\u00fade ind\u00edgena Andr\u00e9 Veloso pega \u00e1gua no lago do Drag\u00e3o\u00a0<span class=\"c-image-full__credit\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de moradores e garimpeiros, essa tamb\u00e9m \u00e9 a rota para turistas dispostos a subir o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil, acess\u00edvel via Maturac\u00e1. A montanha est\u00e1 dentro tanto do parque nacional com o mesmo nome quanto do territ\u00f3rio ianom\u00e2mi. Antes, precisam viajar at\u00e9 S\u00e3o Gabriel a partir de Manaus \u2013at\u00e9 a suspens\u00e3o devido \u00e0 pandemia da Covid-19, havia tr\u00eas voos comerciais por semana.<\/p>\n<p>O projeto de visita\u00e7\u00e3o, autorizado pela Funai e pelo ICMBio, seria uma fonte de renda para os ianom\u00e2mis de Maturac\u00e1 e teria in\u00edcio em mar\u00e7o, mas a pandemia da Covid-19 adiou a abertura indefinidamente.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia dos ianom\u00e2mis recepcionando visitantes tem sido acompanhada com aten\u00e7\u00e3o na TI Balaio. \u00abO mais vi\u00e1vel no momento seria o turismo\u00bb, afirma o cacique Veloso, do povo desana, ao comparar com a minera\u00e7\u00e3o. \u00abTem v\u00e1rios lugares bonitos, a comunidade, cachoeira, igarap\u00e9s pra tomar banho. Falta s\u00f3 organiza\u00e7\u00e3o e estrutura.\u00bb<\/p>\n<p>\u00abA jun\u00e7\u00e3o do ecoturismo com a viv\u00eancia \u00e9tnica junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, que receber\u00e3o os visitantes, trar\u00e1 um tempero especial ao destino\u00bb, diz o empres\u00e1rio de turismo Kleber Bechara, ex-chefe da Rebio Seis Lagos.<\/p>\n<p>Para o empres\u00e1rio, h\u00e1 potencial para o turismo de expedi\u00e7\u00e3o. \u00ab\u00c9 uma regi\u00e3o remota, de dif\u00edcil acesso. Com a infraestrutura adequada, pode se tornar um atrativo a mais para um nicho espec\u00edfico de p\u00fablico, que procura por essas experi\u00eancias, com seguran\u00e7a.\u00bb<\/p>\n<p>Via email, o Centro de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Ex\u00e9rcito informou que est\u00e1 realizando obras de recupera\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o por meio de duas opera\u00e7\u00f5es, a um custo de R$ 19,2 milh\u00f5es, para manter a trafegabilidade at\u00e9 a TI Balaio. A previs\u00e3o para a conclus\u00e3o das obras \u00e9 novembro deste ano.<\/p>\n<p>Sobre a pol\u00edtica sobre a passagem de garimpeiros pela barreira, a resposta foi de que \u00abn\u00e3o h\u00e1 nenhum tipo de bloqueio realizado pelo Ex\u00e9rcito Brasileiro na referida BR\u00bb. A reportagem mant\u00e9m a informa\u00e7\u00e3o de que existe, sim, uma barreira, havendo inclusive um port\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16525\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935412365efb827496273_1593541236_3x2_md.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935412365efb827496273_1593541236_3x2_md.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935412365efb827496273_1593541236_3x2_md-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935412365efb827496273_1593541236_3x2_md-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><em>Ind\u00edgenas descarregam peixe no porto de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM) &#8211;\u00a0<span class=\"widget-image__credits\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com ou sem explora\u00e7\u00e3o de ni\u00f3bio, a minera\u00e7\u00e3o tem sido um dos temas mais discutidos entre os ind\u00edgenas desde pelo menos a d\u00e9cada de 1970, quando garimpeiros e mineradores invadiram a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para expuls\u00e1-los, os ind\u00edgenas se organizaram por meio da Foirn (Federa\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Rio Negro). Fundada em 1987, pressionou pela demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas. Hoje, re\u00fane 90 associa\u00e7\u00f5es, que representam 700 comunidades e cerca de 50 mil pessoas, espalhados entre 23 povos.<\/p>\n<p>\u00abInvadiram o nosso territ\u00f3rio e est\u00e1vamos sem seguran\u00e7a. Houve matan\u00e7a entre ind\u00edgenas e os garimpeiros\u00bb, afirma o diretor da Foirn Ad\u00e3o Henrique, do povo bar\u00e9. \u00abCom a for\u00e7a do movimento e da Funai, houve a retirada\u00bb.<\/p>\n<p>Contr\u00e1ria \u00e0 proposta de Bolsonaro, a Foirn nunca foi procurada para discutir minera\u00e7\u00e3o pelo governo federal, segundo Henrique. O dirigente assegura que a entidade est\u00e1 aberta a conversar sobre o tema.<\/p>\n<p>\u00abQueremos desenvolvimento, mas uma discuss\u00e3o participativa. Tem de ser passo a passo, cumprir a legisla\u00e7\u00e3o, tanto internacional quanto brasileira\u00bb, afirma. \u00abO movimento vai continuar firme contra esse pensamento do governo atual, para n\u00e3o deixar que os povos ind\u00edgenas do rio Negro sejam prejudicados ou iludidos com projetos que n\u00e3o dar\u00e3o certo.\u00bb<\/p>\n<div class=\"widget-image\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16522\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935406155efb800798cab_1593540615_3x2_md.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935406155efb800798cab_1593540615_3x2_md.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935406155efb800798cab_1593540615_3x2_md-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15935406155efb800798cab_1593540615_3x2_md-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><em>Ind\u00edgenas da comunidade Ya-Mirim tomam banho em um rio na Terra Ind\u00edgena Balaio, na regi\u00e3o de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira &#8211;\u00a0<span class=\"widget-image__credits\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Politicamente distante da Foirn, o prefeito de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, Cl\u00f3vis Saldanha (PT), o Corub\u00e3o, do povo tariano, se elegeu prometendo regularizar garimpeiros ind\u00edgenas _atividade que ele mesmo j\u00e1 exerceu. Ao assumir, em 2018, criou o Departamento de Pequena Minera\u00e7\u00e3o Respons\u00e1vel, com o objetivo de fomentar a atividade sem grandes empresas.<\/p>\n<p>Na assessoria do departamento, est\u00e1 Cisneia Menezes Basilio. Do povo desana, \u00e9 a primeira ge\u00f3loga ind\u00edgena do pa\u00eds, ap\u00f3s se formar pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas).<\/p>\n<p>Basilio afirma que a regi\u00e3o tem uma grande diversidade geol\u00f3gica, mas ainda pouco estudada. Cita ocorr\u00eancias de tantalita (usado na ind\u00fastria tecnol\u00f3gica) e ouro, al\u00e9m de pedras como ametista, quartzo, turmalina e \u00e1gua-marinha. Assim como outros especialistas, ela n\u00e3o v\u00ea viabilidade na explora\u00e7\u00e3o de ni\u00f3bio em Seis Lagos.<\/p>\n<p>Na prefeitura, a ge\u00f3loga diz que o objetivo \u00e9 estimular a incipiente produ\u00e7\u00e3o de biojoias por meio da capacita\u00e7\u00e3o de artes\u00e3os e levar informa\u00e7\u00e3o sobre explora\u00e7\u00e3o mineral e legisla\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades.<\/p>\n<p>\u00abQuando as comunidades souberam da exist\u00eancia do departamento e que tinha uma ge\u00f3loga, eles come\u00e7aram a vir com as suas amostras para tentar identificar o que era, querendo saber de pre\u00e7o, achando que aquele cascalho de quartzo, de ametista ou aqueles farelinhos de t\u00e2ntalo poderiam mudar as suas vidas\u00bb, diz, em entrevista no seu escrit\u00f3rio, onde guarda v\u00e1rias dessas amostras.<\/p>\n<p>\u00abO povo de S\u00e3o Gabriel n\u00e3o est\u00e1 carente de libera\u00e7\u00e3o ou de minera\u00e7\u00e3o, mas de informa\u00e7\u00e3o. O que est\u00e1 tramitando no Congresso \u00e9 minera\u00e7\u00e3o em grande escala, e muitas vezes o nosso povo l\u00e1 da base entende que \u00e9 algo que eles v\u00e3o trabalhar, algo que ir\u00e1 benefici\u00e1-los diretamente. A gente sabe que n\u00e3o \u00e9 verdade\u00bb, afirma.<\/p>\n<p>\u00abA gente n\u00e3o os ilude, pelo contr\u00e1rio. O papel do departamento \u00e9 esclarecer essa popula\u00e7\u00e3o sobre os seus direitos previstos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e ver as possibilidades de atividades em que o ind\u00edgena possa ser protagonista no usufruto dos seus recursos naturais.\u00bb<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16537\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/15938010845eff797c86854_1593801084_3x2_rt-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>Rochas pontiagudas de cor terrosa na maior jazida de ni\u00f3bio do mundo, em Seis Lagos\u00a0<span class=\"c-image-full__credit\">Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/amazonia-sob-bolsonaro\/niobio-de-tolo\/sem-esperanca-em-mineracao-indios-da-maior-jazida-do-minerio-do-mundo-sonham-com-turismo-e-reclamam-de-estrada.shtml\">https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/amazonia-sob-bolsonaro\/niobio-de-tolo\/sem-esperanca-em-mineracao-indios-da-maior-jazida-do-minerio-do-mundo-sonham-com-turismo-e-reclamam-de-estrada.shtml<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mapa, S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM), a 2h20 de voo de Manaus, \u00e9 um ponto verde na floresta amaz\u00f4nica. Para quem vive na regi\u00e3o, trata-se do epicentro de um munic\u00edpio de tamanho compar\u00e1vel \u00e0 Inglaterra, onde habitam 23 povos ind\u00edgenas. A algumas dezenas de quil\u00f4metros da cidade, est\u00e1 o maior dep\u00f3sito mundial de ni\u00f3bio, o mineral que se tornou uma obsess\u00e3o para o presidente Jair Bolsonaro e para a extrema direita brasileira.<\/p>\n<p>S\u00e3o 2,9 bilh\u00f5es de toneladas no subsolo, nunca explorados. Sobre a jazida, montanhas, forma\u00e7\u00f5es rochosas de diversos formatos, orqu\u00eddeas e lagoas de diferentes cores formam uma das regi\u00f5es mais singulares da Amaz\u00f4nia, distante da infinita plan\u00edcie verde associada \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":16521,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-16562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-2","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16562"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16568,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16562\/revisions\/16568"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16521"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}