{"id":18211,"date":"2020-09-23T12:07:38","date_gmt":"2020-09-23T15:07:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/grandes-fazendas-concentraram-72-do-fogo-de-hotspots-da-amazonia-em-2019\/"},"modified":"2020-09-23T12:07:55","modified_gmt":"2020-09-23T15:07:55","slug":"grandes-fazendas-concentraram-72-do-fogo-de-hotspots-da-amazonia-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/grandes-fazendas-concentraram-72-do-fogo-de-hotspots-da-amazonia-em-2019\/","title":{"rendered":"Grandes fazendas concentraram 72% do fogo de \u2018hotspots\u2019 da Amaz\u00f4nia em 2019"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Por Ana Carolina Amaral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Folha de S. Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>23 de setembro de 2020<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Propriedades rurais de<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2020\/09\/fogos-em-nove-fazendas-destruiram-141-mil-hectares-no-pantanal.shtml\">\u00a0m\u00e9dio e grande porte<\/a>\u00a0respondem por 72% dos\u00a0<a href=\"https:\/\/ambiencia.blogfolha.uol.com.br\/2020\/08\/26\/queimadas-aumentaram-internacoes-hospitalares-em-65-na-amazonia-em-2019\/\">focos de calor<\/a>\u00a0ocorridos em 2019 nos quatro maiores\u00a0<a href=\"https:\/\/ambiencia.blogfolha.uol.com.br\/2020\/06\/18\/ibama-recorre-de-decisao-que-o-obrigava-a-fiscalizar-areas-criticas-da-amazonia\/\">\u2018hotspots\u2019<\/a>\u00a0(\u00e1reas cr\u00edticas) da\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2020\/07\/com-novo-monitoramento-inpe-amplia-resolucao-e-revisita-areas-criticas-da-amazonia.shtml\">Amaz\u00f4nia<\/a>.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 do projeto\u00a0<a href=\"https:\/\/cortinadefumaca.ambiental.media\/\">Cortina de Fuma\u00e7a<\/a>, lan\u00e7ado nesta quarta-feira (23) pela Ambiental Media em parceria com o Pulitzer Center.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18199\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CAR2-1024x628-1.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CAR2-1024x628-1.png 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CAR2-1024x628-1-300x184.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CAR2-1024x628-1-768x471.png 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/CAR2-1024x628-1-500x307.png 500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><em>Grandes e m\u00e9dias fazendas respondem por 72% do fogo nos 4 maiores hotspots da Amaz\u00f4nia. (Imagem: Laura Kurtzberg\/Ambiental Media)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O trabalho cruzou dados oficiais p\u00fablicos de desmatamento e queimadas, monitorados pelo Inpe, com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que re\u00fane declara\u00e7\u00f5es de propriet\u00e1rios rurais sobre a \u00e1rea de seus im\u00f3veis.<\/p>\n<p>Os quatro maiores \u2018hotspots\u2019 do desmatamento \u2013 Altamira (PA), S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA), Porto Velho (RO) e L\u00e1brea (AM) \u2013 foram respons\u00e1veis por 17,5% do desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal ocorrido entre agosto de 2018 e julho de 2019. Eles tamb\u00e9m encabe\u00e7am a lista dos munic\u00edpios com mais focos de calor no ano de 2019, segundo o Banco de Dados de Queimadas do Inpe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18202\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/municipios-1024x630-1.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"630\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/municipios-1024x630-1.png 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/municipios-1024x630-1-300x185.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/municipios-1024x630-1-768x473.png 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/municipios-1024x630-1-500x308.png 500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><em>Mapa sobrep\u00f5e dados e mostra coincid\u00eancia de munic\u00edpios com mais desmatamento (escala do preto ao branco) e queimadas (escala do preto ao vermelho). (Imagem: Laura Kurtzberg\/Ambiental Media)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A abordagem dos munic\u00edpios no topo dos rankings do desmatamento e de queimadas mostra uma concentra\u00e7\u00e3o dessas atividades em grandes propriedades, diferentemente do que apontou o presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU na ter\u00e7a-feira (22),\u00a0ao culpar \u00edndios e caboclos pelas queimadas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Quando considerada toda a Amaz\u00f4nia Legal, as parcelas de responsabilidade pelas queimadas ficam mais distribu\u00eddas: 50% das queimadas aconteceram em fazendas m\u00e9dias e grandes no primeiro semestre de 2020 e apenas 10% em pequenas propriedades, segundo nota t\u00e9cnica do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia).<\/p>\n<div class=\"c-advertising c-advertising--300x250 u-hidden-xs\">\n<div id=\"banner-300x250-area-materia\" class=\"c-advertising__banner-area\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Assentamentos rurais e terras ind\u00edgenas respondem, respectivamente, por 11% e 12% das queimadas nesse per\u00edodo, enquanto outros 8% dos focos de calor ocorrem em terras p\u00fablicas n\u00e3o destinadas, o que sinaliza grilagem.<\/p>\n<p>\u201cEsses n\u00fameros demonstram como o fogo \u00e9 ainda amplamente utilizado no manejo de pastos e \u00e1reas agr\u00edcolas, independentemente do tamanho do im\u00f3vel ou do lote\u201d, diz a nota do Ipam.<\/p>\n<p>O cruzamento de dados do Inpe tamb\u00e9m mostra, atrav\u00e9s de mapas de desmatamento e queimadas, a sobreposi\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de focos de calor nas mesmas \u00e1reas que sofreram desmate.<\/p>\n<p>Os mapas confirmam a rela\u00e7\u00e3o das queimadas com o ciclo de desmatamento, em que o fogo \u00e9 usado para queimar a vegeta\u00e7\u00e3o derrubada, liberando o terreno desmatado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18205\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/desm-e-fogo-2019-1024x631-1.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"631\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/desm-e-fogo-2019-1024x631-1.png 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/desm-e-fogo-2019-1024x631-1-300x185.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/desm-e-fogo-2019-1024x631-1-768x473.png 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/desm-e-fogo-2019-1024x631-1-500x308.png 500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><em>\u00c1reas desmatadas em 2018-19 coincidem com focos de queimadas em 2019. (Imagem: Laura Kurtzberg\/Ambiental Media)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo nota t\u00e9cnica do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia), a propor\u00e7\u00e3o do fogo ligado a desmatamento mais que dobrou no \u00faltimo ano, chegando a responder por 34% das causas de focos de calor, em rela\u00e7\u00e3o aos anos de 2016 e 2017, quando era 15% do total.<\/p>\n<p>Ainda em 2019, as atividades agropecu\u00e1rias responderam por 36% dos focos de calor registrados. J\u00e1 os inc\u00eandios florestais \u2013 que no bioma amaz\u00f4nico s\u00e3o causados pela expans\u00e3o do fogo vindo do desmatamento ou da agropecu\u00e1ria \u2013 responderam por 30% da \u00e1rea queimada no per\u00edodo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong><a href=\"https:\/\/ambiencia.blogfolha.uol.com.br\/2020\/09\/23\/grandes-fazendas-concentraram-72-do-fogo-de-hotspots-da-amazonia-em-2019\/\"> https:\/\/ambiencia.blogfolha.uol.com.br\/2020\/09\/23\/grandes-fazendas-concentraram-72-do-fogo-de-hotspots-da-amazonia-em-2019\/<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=\u00bbmulled_wine\u00bb border_width=\u00bb3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h3><strong>Leia a reportagem especial completa aqui:<\/strong><\/h3>\n<h2><a href=\"https:\/\/cortinadefumaca.ambiental.media\/\"><strong>CORTINA DE FUMA\u00c7A: <i>Uma an\u00e1lise detalhada dos dados de\u00a0<\/i><i>fogo<\/i><i>\u00a0e\u00a0<\/i><i>desmatamento<\/i><i>\u00a0na Amaz\u00f4nia revela a intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o entre os dois fen\u00f4menos nos \u00faltimos dois anos<\/i><\/strong><\/a><\/h2>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Propriedades rurais de m\u00e9dio e grande porte respondem por 72% dos focos de calor ocorridos em 2019 nos quatro maiores \u2018hotspots\u2019 (\u00e1reas cr\u00edticas) da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 do projeto Cortina de Fuma\u00e7a, lan\u00e7ado nesta quarta-feira (23) pela Ambiental Media em parceria com o Pulitzer Center.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":18201,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-18211","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-2","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18211"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18213,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18211\/revisions\/18213"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}