{"id":29135,"date":"2021-12-04T16:41:17","date_gmt":"2021-12-04T19:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/video-veja-o-estrago-de-dois-anos-de-garimpo-ilegal-em-uma-terra-indigena-na-amazonia\/"},"modified":"2021-12-06T16:42:42","modified_gmt":"2021-12-06T19:42:42","slug":"video-veja-o-estrago-de-dois-anos-de-garimpo-ilegal-em-uma-terra-indigena-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/video-veja-o-estrago-de-dois-anos-de-garimpo-ilegal-em-uma-terra-indigena-na-amazonia\/","title":{"rendered":"V\u00eddeo: veja o estrago de dois anos de garimpo ilegal em uma terra ind\u00edgena na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>The Intercept Brasil<\/strong><br \/>\n<strong>Hyury Potter <\/strong><br \/>\n<strong>04 de dezembro de 2021<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"Post-excerpt\" style=\"text-align: center;\" data-reactid=\"146\"><em>Entre 2019 e 2021, minera\u00e7\u00e3o ilegal destruiu \u00e1rea equivalente a dois Parques do Ibirapuera em um igarap\u00e9 no Par\u00e1<\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div data-reactid=\"187\">\n<p><iframe title=\"EXCLUSIVO: O estrago de dois anos de garimpo ilegal em uma terra ind\u00edgena na Amaz\u00f4nia\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aE_cMB3RzpY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>Imagens gravadas<\/u> na primeira semana de dezembro em uma opera\u00e7\u00e3o do Ibama na terra ind\u00edgena Sai-Cinza, em Jacareacanga, sudoeste do Par\u00e1, mostram como a minera\u00e7\u00e3o ilegal avan\u00e7a rapidamente sobre \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia. O barranco \u2014 como \u00e9 chamada a \u00e1rea desmatada para explora\u00e7\u00e3o de ouro \u2014 soma quase quatro quil\u00f4metros quadrados, mais de duas vezes a \u00e1rea do Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo foi entregue ao Rainforest Investigations Network do Pulitzer Center por uma fonte an\u00f4nima, e compartilhado com o <strong>Intercept<\/strong> para publica\u00e7\u00e3o. O imenso garimpo ilegal registrado no v\u00eddeo demorou apenas dois anos para corroer a imensa \u00e1rea encravada no meio da floresta.<\/p>\n<p>Imagens de sat\u00e9lite cedidas pela <a href=\"https:\/\/earthrise.media\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Earthrise Media<\/a>, uma ag\u00eancia n\u00e3o-governamental dos Estados Unidos, mostram que os primeiros sinais desse garimpo come\u00e7aram a surgir em julho de 2019. A \u00e1rea do garimpo ilegal foi calculada a partir dos dados de desmatamento anual levantamentos pelo sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, o garimpo tomou 2,9 quil\u00f4metros quadrados. Desde ent\u00e3o, ele avan\u00e7ou e ocupou mais 1,07 quil\u00f4metro quadrado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_379502\" style=\"width: 513px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-379502\" class=\"wp-image-379502\" src=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2021\/12\/SaiCinza1.gif\" alt=\"\" width=\"503\" height=\"503\" \/><p id=\"caption-attachment-379502\" class=\"wp-caption-text\">Com o incentivo de Bolsonaro: regi\u00e3o era intocada at\u00e9 2019. Desde ent\u00e3o, perdeu quatro quil\u00f4metros quadrados de floresta. \u00a9?Airbus DS\/Earthrise<\/p><\/div>\n<div data-reactid=\"190\">\n<p>Com dois minutos de dura\u00e7\u00e3o, o v\u00eddeo mostra um sobrevoo em parte do garimpo ilegal. Ele \u00e9 t\u00e3o extenso que mal \u00e9 poss\u00edvel perceber que ali existia parte de um igarap\u00e9, o Joari. O rio \u00e9 um dos que est\u00e1 sendo destru\u00eddo pelo garimpo: 3,62 quil\u00f4metros quadrados de sua \u00e1rea j\u00e1 foram afetados pela minera\u00e7\u00e3o ilegal. Os dados s\u00e3o de um estudo do Greenpeace Brasil, que tamb\u00e9m revelou que pelo menos <a href=\"https:\/\/observatoriodamineracao.com.br\/garimpo-ilegal-destroi-mais-de-600km-de-rios-dentro-das-terras-munduruku-no-para-em-5-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">632 quil\u00f4metros de rios das terras ind\u00edgenas Sai-Cinza e Munduruku foram ocupados pela minera\u00e7\u00e3o ilegal<\/a> desde 2016. Apenas em 2020, 235 quil\u00f4metros de rios foram afetados nos dois territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cEm garimpos desse tamanho fica dif\u00edcil at\u00e9 saber qual a din\u00e2mica de explora\u00e7\u00e3o, se h\u00e1 mais de um dono, por exemplo\u201d, me disse explica R\u00f4mulo Batista, porta-voz do Greenpeace na Amaz\u00f4nia. \u201cO que percebemos \u00e9 que o tamanho dessas instala\u00e7\u00f5es para explora\u00e7\u00e3o ilegal de ouro tamb\u00e9m \u00e9 influenciado pela certeza da impunidade, que aumentou muito devido \u00e0 pol\u00edtica antiambiental do atual governo\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"img-wrap align-bleed large-bleed width-auto\" data-reactid=\"191\">\n<div data-reactid=\"192\">\n<div id=\"attachment_379465\" style=\"width: 607px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-379465\" class=\"wp-image-379465\" src=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2021\/12\/TI-Sai-Cinza_Prancheta-1.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90\" alt=\"TI-Sai-Cinza_Prancheta-1\" width=\"597\" height=\"336\" \/><p id=\"caption-attachment-379465\" class=\"wp-caption-text\">Mapa: Rodrigo Bento\/The Intercept Brasil<\/p><\/div>\n<p class=\"caption source pullright\">\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-reactid=\"193\">\n<p>Segundo Batista, h\u00e1 rios que correm dentro do territ\u00f3rio Munduruku que tiveram 14 quil\u00f4metros quadrados de sua de \u00e1rea destru\u00edda pela minera\u00e7\u00e3o ilegal apenas em 2020. Um comunicado do Greenpeace explica que houve um aumento de 2.278% na extens\u00e3o de rios destru\u00eddos dentro da terra ind\u00edgena nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>O uso de merc\u00fario para separar o ouro do barro retirado do fundo dos rios traz ainda outro perigo \u00e0s \u00e1guas da Amaz\u00f4nia: a contamina\u00e7\u00e3o pelo metal t\u00f3xico. Um <a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/estudo-analisa-contaminacao-por-mercurio-entre-o-povo-indigena-munduruku\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo<\/a> da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz apontou que <a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/2021\/11\/26\/todos-os-indigenas-de-tres-aldeias-munduruku-no-para-estao-contaminados-por-mercurio-do-garimpo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">todos os habitantes de tr\u00eas aldeias da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu<\/a>, da etnia Munduruku, no M\u00e9dio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, est\u00e3o contaminados com o metal. A contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario est\u00e1 associada a problemas como m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o de beb\u00eas e doen\u00e7as neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas at\u00e9 que haja uma lei para regulamentar a atividade. Em fevereiro de 2020, o governo federal apresentou <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/propostas-legislativas\/2236765\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o projeto de lei 191\/2020<\/a> para viabilizar a minera\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rios ind\u00edgenas. O texto ainda n\u00e3o foi votado na C\u00e2mara, mas o tema conta com <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2019-04\/bolsonaro-defende-mineracao-e-agropecuaria-em-terras-indigenas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apoio p\u00fablico de Bolsonaro<\/a>, o que \u00e9 criticado por ambientalistas.<\/p>\n<div data-reactid=\"204\">\n<p>\u201cO presidente Bolsonaro, ao deslegitimar com suas falas os \u00f3rg\u00e3os ambientais e enfraquec\u00ea-los e, ao mesmo tempo, romantizar a atividade do garimpo, d\u00e1 um sinal claro de permissividade \u00e0s atividades ilegais\u201d, me disse Suely Ara\u00fajo, especialista em pol\u00edticas p\u00fablicas do Observat\u00f3rio do Clima e ex-presidente do Ibama. Isso \u00e9 refor\u00e7ado, segundo ela, pelo projeto de lei enviado ao Congresso \u2013 que ela classifica como \u201cpavoroso\u201d e \u201code ao garimpo\u201d. \u201cO resultado n\u00e3o poderia ser outro: a explos\u00e3o do garimpo ilegal em terras ind\u00edgenas e outros locais, com destrui\u00e7\u00e3o ambiental irrepar\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas cresce, muitas vezes com a cumplicidade do governo Bolsonaro. S\u00f3 na Terra Ind\u00edgena Sai Cinza, onde o v\u00eddeo foi gravado, existem 11 requerimentos de minera\u00e7\u00e3o de ouro, mostra o <a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/project\/amazonia-minada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mapa Amaz\u00f4nia Minada<\/a>, do Infoamazonia. O levantamento encontrou 2.650 requerimentos em que empresas e pessoas f\u00edsicas pedem autoriza\u00e7\u00e3o para minerar em terras ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Legal. O garimpo mostrado no v\u00eddeo n\u00e3o \u00e9 um deles.<\/p>\n<p><strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2021\/12\/04\/garimpo-ilegal-sai-cinza-para-amazonia\/\">https:\/\/theintercept.com\/2021\/12\/04\/garimpo-ilegal-sai-cinza-para-amazonia\/<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"third-party--article-mid\" class=\"NewsletterEmbed-container\" data-reactid=\"194\">\n<div class=\"tp-container-inner loaded\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The Intercept Brasil Hyury Potter 04 de dezembro de 2021 Amaz\u00f4nia brasileira Entre 2019 e 2021, minera\u00e7\u00e3o ilegal destruiu \u00e1rea equivalente a dois Parques do Ibirapuera em um igarap\u00e9 no Par\u00e1 &nbsp; &nbsp; Imagens gravadas na primeira semana de dezembro em uma opera\u00e7\u00e3o do Ibama na terra ind\u00edgena Sai-Cinza, em Jacareacanga, sudoeste do Par\u00e1, mostram&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":333,"featured_media":29132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-29135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-2","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/333"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29135"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29137,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29135\/revisions\/29137"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}