{"id":2981,"date":"2017-03-21T11:22:39","date_gmt":"2017-03-21T14:22:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/desmatamento-cresce-em-unidades-de-conservacao-no-meio-da-amazonia\/"},"modified":"2018-01-26T17:22:15","modified_gmt":"2018-01-26T19:22:15","slug":"desmatamento-cresce-em-unidades-de-conservacao-no-meio-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/desmatamento-cresce-em-unidades-de-conservacao-no-meio-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Desmatamento cresce em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o no meio da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Perda da floresta dentro de UCs em rela\u00e7\u00e3o ao desmate total da Amaz\u00f4nia Legal dobrou entre 2012 a 2015, passando de 6% para 12%. Nos 50 principais locais, corte chegou a 229,9 mil hectares, diz Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=\u00bb1\/2&#8243;][vc_single_image image=\u00bb1555&#8243; img_size=\u00bbfull\u00bb][\/vc_column][vc_column width=\u00bb1\/2&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">18 Mar\u00e7o 2017<\/p>\n<p>Desmatamento pr\u00f3ximo \u00e0 Floresta Nacional do Aripuan\u00e3 e da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental de Campos de Manicor\u00e9, que seria extinta conforme pedido da bancada amazonense no Congresso<\/p>\n<p>Criadas com o objetivo de proteger a floresta, as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) da Amaz\u00f4nia est\u00e3o sob ataque intenso, falhando em seu principal papel. Levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) obtido com exclusividade pelo <strong>Estado<\/strong> revela que, desde 2012, as taxas de desmatamento em UCs v\u00eam aumentando, assim como sua participa\u00e7\u00e3o no desmatamento total do bioma. Os valores referentes a 2015 j\u00e1 superaram os de 2008 &#8211; ano que marcou o in\u00edcio do decl\u00ednio da taxa total de desmatamento na Amaz\u00f4nia, que atingiu o seu menor valor em 2012. A participa\u00e7\u00e3o da perda da floresta dentro de UCs em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento total da Amaz\u00f4nia Legal dobrou no per\u00edodo, pulando de 6% em 2008 para 12% em 2015.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Os pesquisadores listaram as 50 UCs mais desmatadas de 2012 a 2015. Juntas, elas perderam 229,9 mil hectares de floresta &#8211; 97% da \u00e1rea desmatada em todas as unidades de conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia no per\u00edodo. As 10 primeiras respondem por 79% do total. Essa concentra\u00e7\u00e3o, segundo eles, se d\u00e1 porque todas elas est\u00e3o na \u00e1rea de expans\u00e3o da fronteira agropecu\u00e1ria e sob influ\u00eancia de projetos de infraestrutura, como rodovias, hidrovias, portos e hidrel\u00e9tricas. Mas tamb\u00e9m porque tem ocorrido uma redu\u00e7\u00e3o de recursos e de pessoal de fiscaliza\u00e7\u00e3o, principalmente por parte do governo federal, al\u00e9m de movimentos para reduzir o grau de prote\u00e7\u00e3o ou a \u00e1rea de algumas unidades.<\/p>\n<p>Entre os locais mais sens\u00edveis est\u00e1 o entorno da BR-163 (Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m), que esteve em destaque nas \u00faltimas semanas com caminh\u00f5es de soja atolados nos trechos sem asfalto. Se por um lado o agroneg\u00f3cio se queixa da falta de asfalto, foi em parte por causa do asfaltamento que o desmatamento explodiu em seu entorno.<\/p>\n<p>Fica ali, por exemplo, a Floresta Nacional de Jamanxim (PA), a UC federal mais desmatada na lista, atr\u00e1s somente de duas unidades estaduais, uma tamb\u00e9m no Par\u00e1 e outra em Rond\u00f4nia &#8211; os dois Estados l\u00edderes em desmatamento nas florestas protegidas, 49,8% e 38,9%, respectivamente, de acordo com o levantamento. O estudo usou dados do Prodes, o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornece a taxa oficial de desmatamento da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Jamanxim perdeu mais de 9,2 mil hectares de floresta em 2015, \u00e1rea 87% maior do que em 2014. Apesar de ser uma floresta nacional (flona), um tipo de categoria de unidade de conserva\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permite ocupa\u00e7\u00e3o de povos n\u00e3o tradicionais, a floresta sofre com ocupa\u00e7\u00f5es especulativas e alta concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. Apesar de n\u00e3o haver terras registradas formalmente em cart\u00f3rio dentro da flona, o desmatamento avan\u00e7a justamente para descaracterizar a UC e assim, quem sabe, conseguir com que ela seja reduzida. Esses ocupantes vinham tentando sua revoga\u00e7\u00e3o no Legislativo e no Judici\u00e1rio desde que ela foi criada, em 2006.<\/p>\n<p><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-1556\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/cidA18.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"1307\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/cidA18.jpg 450w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/cidA18-103x300.jpg 103w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/cidA18-353x1024.jpg 353w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\nProte\u00e7\u00e3o menor.<\/strong> Uma vit\u00f3ria dos grupos que ocuparam irregularmente a floresta ocorreu no final do ano passado, quando o governo Temer publicou uma medida provis\u00f3ria que reduziu a flona em 57%. Parte dessa \u00e1rea perdida (41%) teve sua categoria alterada para \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Jamanxim, o tipo de unidade de conserva\u00e7\u00e3o menos restritivo que existe. \u00abOs 305 mil hectares destinados \u00e0 APA permitem a exist\u00eancia de propriedades privadas e, portanto, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e ambiental de quem agia na ilegalidade\u00bb, escrevem os pesquisadores no estudo Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o mais Desmatadas na Amaz\u00f4nia Legal (2012-2015).<\/p>\n<p>\u00ab\u00c0 medida que o governo vai cedendo, quem est\u00e1 ocupando ilegalmente fica com mais coragem de ficar l\u00e1. No caso de Jamanxim, o governo fez a redu\u00e7\u00e3o pouco depois do an\u00fancio de que o desmatamento total na Amaz\u00f4nia tinha subido pelo segundo ano consecutivo (alta de 29% de agosto de ano de 2015 a julho de 2016, depois de um aumento de 24% no per\u00edodo anterior). \u00c9 um desprezo total pela pol\u00edtica ambiental e com o compromisso que o Pa\u00eds assumiu no exterior de redu\u00e7\u00e3o do desmatamento\u00bb, afirma o pesquisador Paulo Barreto, que participou do estudo.<\/p>\n<p>De acordo com dados preliminares do Prodes, a perda total na Amaz\u00f4nia entre agosto de 2015 e julho de 2016 foi de quase 8 mil km\u00b2. O governo se comprometeu na Conven\u00e7\u00e3o do Clima da ONU, de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a reduzir esse n\u00famero para 3,9 mil km\u00b2 em 2020 e zerar o desmatamento ilegal at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>\u00abCostumam dizer que essas redu\u00e7\u00f5es s\u00e3o para atender produtores. Mas n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o em Jamanxim. O que existe \u00e9 baixa produtividade. Colocam uma cabe\u00e7a de gado para justificar a ocupa\u00e7\u00e3o de terra, essa sim o bem maior. Essa bandeira \u00e9 para beneficiar os grandes especuladores\u00bb, complementa a pesquisadora Elis Araujo, primeira autora do trabalho.<\/p>\n<p>Procurado pela reportagem, Paulo Carneiro, diretor de cria\u00e7\u00e3o e manejo de unidades de conserva\u00e7\u00e3o do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (ICMBio), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de UCs, disse que a recategoriza\u00e7\u00e3o de parte de Jamanxim para APA foi uma tentativa do governo de conter a sangria.<\/p>\n<p>\u00abPercebemos que somente as atividades de comando e controle sozinhas n\u00e3o estavam apresentando o resultado esperado para conter o desmatamento na flona. Nunca conseguimos colocar a perda da mata ou a grilagem num patamar aceit\u00e1vel. Pelo menos ao transformar em APA, isso nos permite fazer a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de quem j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1 dentro e pode estancar o processo de desmatamento. \u00c9 uma mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia. L\u00f3gico que existe o risco de ter um pico de perda, mas ainda n\u00e3o estamos vendo isso\u00bb, disse Carneiro.<\/p>\n<p>Elis ressalta, por\u00e9m, que entre as 10 UCs que mais desmataram entre 2012 e 2015, metade \u00e9 APA, sendo quatro estaduais e uma federal. \u00ab\u00c9 uma categoria que deixa tudo muito solto. E traz a expectativa de consolidar quem est\u00e1 dentro\u00bb, diz.<\/p>\n<p>A primeira colocada da lista \u00e9 a APA estadual Triunfo do Xingu, no Par\u00e1, que perdeu no per\u00edodo 45 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o. \u00abAli ocorre um descontrole total, com ocupa\u00e7\u00e3o desordenada e muito desmatamento\u00bb, aponta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Wendell Andrade de Oliveira, diretor de Gest\u00e3o e Monitoramento das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Par\u00e1, reconheceu o problema. \u00abAs informa\u00e7\u00f5es procedem. Como o desmatamento aumentou no Estado inteiro, e um quinto do Estado \u00e9 de unidades de conserva\u00e7\u00e3o estaduais, ent\u00e3o naturalmente aumentou nelas tamb\u00e9m. Elas foram respons\u00e1veis por 12% do total\u00bb, disse.<\/p>\n<p>Ele afirmou que, especificamente no caso da Triunfo do Xingu, o governo intensificou a fiscaliza\u00e7\u00e3o desde que percebeu o problema. \u00abDesde que os dados sa\u00edram a gente n\u00e3o sai mais de dentro da APA. Agora mesmo estamos com uma opera\u00e7\u00e3o l\u00e1 dentro.\u00bb Outra estrat\u00e9gia, diz, tem sido fomentar, com o apoio de ONGs, o manejo de produtos florestais. \u00abS\u00e3o coisas para tentar fazer com que a UC seja um indutor de desenvolvimento sustent\u00e1vel.\u00bb<\/p>\n<p><strong><br \/>\nAmazonas. <\/strong>Para os pesquisadores, um dos problemas da redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea das UCs ou do seu n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 o efeito cascata de \u00abpremiar\u00bb quem cometeu uma ilegalidade. O estudo calcula que quem ocupou as UCs pode ter obtido uma renda bruta de R$ 300 milh\u00f5es com venda de madeira. E se apossaram de um patrim\u00f4nio em terras no valor de R$ 344 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00abE isso estimula outros a fazerem o mesmo. Depois da redu\u00e7\u00e3o de Jamanxim, o pessoal do Amazonas foi pedir a redu\u00e7\u00e3o das unidades criadas no Estado no pacote de bondades da Dilma no final de seu mandato\u00bb, lembra Barreto. Ele se refere a cinco unidades de conserva\u00e7\u00e3o criadas no sul do Amazonas um pouco antes de Dilma Rousseff ser afastada do cargo pelo Congresso, em maio do ano passado.<\/p>\n<p>No come\u00e7o deste ano, a parlamentares amazonenses come\u00e7aram a articular um projeto de lei junto com a Casa Civil para extinguir uma das \u00e1reas e reduzir as outras quatro. A \u00e1rea protegida total cairia de 2,697 milh\u00f5es de hectares para 1,772 milh\u00e3o de hectares, uma queda de 35%.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00e3o feita pelo Instituto Socioambiental (ISA) divulgada nesta quinta-feira, 16, apontou que o interesse na redu\u00e7\u00e3o das UCs seria para a cria\u00e7\u00e3o de um projeto hidrel\u00e9trico, atua\u00e7\u00e3o de mineradoras nacionais e estrangeiras, latifundi\u00e1rios e grileiros de terra.<\/p>\n<p>Paulo Barreto lembra que hoje essas cinco unidades ainda est\u00e3o bem preservadas, tanto que elas nem aparecem no estudo, mas o entorno j\u00e1 tem apresentado n\u00edveis mais elevados de desmatamento. \u00abMas outros estudos nossos j\u00e1 mostraram que quando uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzida, a tend\u00eancia \u00e9 o desmatamento, na sequ\u00eancia, explodir dentro e fora da unidade. \u00c9 o nosso temor com o Amazonas.\u00bb<\/p>\n<p>Para o pesquisador, s\u00e3o reflexos de um problema que come\u00e7ou com a mudan\u00e7a do C\u00f3digo Florestal em 2012, que, grosso modo, anistiou desmatamentos antigos. \u00abDe 2012 a 2016 a taxa total cresceu 75%. A ideia de que pode fazer qualquer coisa que depois o governo d\u00e1 um jeito pegou. Aconteceu o que a gente falava que ia acontecer, e o governo dizia que n\u00e3o. Juntou anistia, com redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o e m\u00e1 gest\u00e3o de megaobras de infraestrutura e d\u00e1 nisso.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,desmatamento-cresce-em-unidades-de-conservacao-no-meio-da-amazonia,70001704735\">O Estado de S.Paulo (Sustentabilidade)<\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Perda da floresta dentro de UCs em rela\u00e7\u00e3o ao desmate total da Amaz\u00f4nia Legal dobrou entre 2012 a 2015, passando de 6% para 12%. 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