{"id":30167,"date":"2022-01-14T16:58:03","date_gmt":"2022-01-14T19:58:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=30167"},"modified":"2022-04-26T17:09:40","modified_gmt":"2022-04-26T20:09:40","slug":"cargill-compra-soja-de-fazenda-que-desmatou-na-amazonia-e-descumpre-pacto-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/cargill-compra-soja-de-fazenda-que-desmatou-na-amazonia-e-descumpre-pacto-do-setor\/","title":{"rendered":"Cargill compra soja de fazenda que desmatou na Amaz\u00f4nia e descumpre pacto do setor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong><br \/>\n<span class=\"author\"><strong> Poliana Dallabrida e Andr\u00e9 Campos <\/strong><br \/>\n<strong>14 de janeiro de 2022<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Imagens de sat\u00e9lite mostram o desmatamento de centenas de hectares em propriedade fornecedora da multinacional no Mato Grosso<\/em><\/h3>\n<p>Uma das maiores empresas do agroneg\u00f3cio mundial, a Cargill comprou gr\u00e3os oriundos de uma fazenda em S\u00e3o Jos\u00e9 do Xingu (MT) que perdeu aproximadamente 800 hectares de floresta entre 2013 e 2015. A negocia\u00e7\u00e3o ocorreu apesar de a multinacional ser signat\u00e1ria da Morat\u00f3ria da Soja, acordo que prev\u00ea o boicote \u00e0 soja plantada em \u00e1reas desmatadas ap\u00f3s 2008 no bioma amaz\u00f4nico.<br \/>\nDocumentos obtidos pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, <a href=\"https:\/\/unearthed.greenpeace.org\/\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Unearthed<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Bureau of Investigative Journalism (abre numa nova aba)\">Bureau of Investigative Journalism<\/a> revelam que o produtor Gustavo Silva Medeiros firmou um contrato para encaminhar milho aos armaz\u00e9ns da Cargill ao longo da pr\u00f3xima safra, em meados de 2022.<br \/>\nO local previsto para o plantio \u00e9 a Fazenda Conquista, que teve grande parte de sua cobertura florestal devastada nos \u00faltimos dez anos. \u00c9 o que revelam as imagens de sat\u00e9lite compiladas pelo projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) \u2013 o programa oficial do governo federal para monitorar o desmatamento na Amaz\u00f4nia.<br \/>\nNa propriedade, que tem um total de 2 mil hectares, o Prodes identificou desmatamentos em pelo menos tr\u00eas ocasi\u00f5es. Apenas em 2014, foram desmatados 634 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor telefone, Medeiros revelou que, al\u00e9m de milho, tamb\u00e9m fornece soja para a Cargill. A empresa, por sua vez, confirmou que mant\u00e9m neg\u00f3cios com a Fazenda Conquista, mas alegou que, atualmente, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma restri\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 Morat\u00f3ria da Soja na propriedade.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\">\n<div id=\"attachment_56938\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-56938\" class=\"wp-image-56938\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/DJI_0030-800x492.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/DJI_0030-800x492.jpg 800w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/DJI_0030-150x92.jpg 150w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/DJI_0030-300x184.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/DJI_0030-640x393.jpg 640w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/DJI_0030-1080x664.jpg 1080w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"492\" \/><p id=\"caption-attachment-56938\" class=\"wp-caption-text\">Unidade da Cargill em S\u00e3o Jos\u00e9 do Xingu (MT) recebe a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os da Fazenda Conquista; segundo imagens de sat\u00e9lite, quase 800 hectares foram desmatados na propriedade entre 2013 e 2015. (Foto: Pedro Ladeira\/Greenpeace Unearthed)<\/p><\/div><\/figure>\n<\/div>\n<p>Segundo a Cargill, os mesmos crit\u00e9rios da morat\u00f3ria tamb\u00e9m s\u00e3o aplicados \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es de milho e, \u201ccaso alguma irregularidade [na fazenda] seja observada, a companhia tomar\u00e1 as medidas cab\u00edveis\u201d. <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/?p=56918\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Leia o posicionamento na \u00edntegra<\/a>.<\/p>\n<h1>Entenda o caso<\/h1>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es entre a Cargill e a Fazenda Conquista ocorreram apesar de o plantio de soja em \u00e1reas de desmate recente ter sido confirmado pelo Grupo de Trabalho da Soja (GTS) \u2013 entidade respons\u00e1vel pelo monitoramento da morat\u00f3ria.<br \/>\nFormado por empresas e ONGs, o grupo encaminha periodicamente uma \u201clista de exclus\u00e3o\u201d \u00e0s companhias signat\u00e1rias do acordo. A lista cont\u00e9m as fazendas onde foi constatado o plantio em desacordo com os crit\u00e9rios da iniciativa.<br \/>\nAp\u00f3s ser questionado pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, o GTS confirmou que, na safra 2020\/2021, 370 hectares de soja foram plantados na Fazenda Conquista em uma \u00e1rea que sofreu corte raso seis anos antes. Apesar do flagrante, a Fazenda Conquista, ressalta o Grupo de Trabalho, ainda n\u00e3o foi inclu\u00edda oficialmente na lista de exclus\u00e3o da morat\u00f3ria.<br \/>\n\u201cComo teve plantio de soja na safra passada (plantio em 2020 e colheita em 2021), a fazenda, com a identifica\u00e7\u00e3o do produtor, entrar\u00e1 na Lista 1 de 2022 da Morat\u00f3ria da Soja que ser\u00e1 veiculada a partir de abril de 2022\u201d, explica o GTS. \u201cDesta data em diante todas as empresas signat\u00e1rias n\u00e3o poder\u00e3o comercializar nem financiar soja da fazenda em quest\u00e3o\u201d.<br \/>\nO caso revela, portanto, um prazo consider\u00e1vel entre o plantio e a ado\u00e7\u00e3o de medidas concretas para bloquear fornecedores. Tendo em vista o calend\u00e1rio t\u00edpico de colheita na regi\u00e3o \u2013 normalmente entre janeiro e abril \u2013 isso pode significar, na pr\u00e1tica, vendas de soja em desacordo com a morat\u00f3ria por at\u00e9 duas safras antes de que fazendas desmatadoras sejam de fato bloqueadas.<br \/>\nApesar disso, o GTS ressalta que, em 15 anos, a morat\u00f3ria reduziu drasticamente o desmatamento associado \u00e0 cadeia produtiva da soja na Amaz\u00f4nia. Na safra passada, informa o grupo, apenas 2,5% dos gr\u00e3os plantados no bioma foram cultivados em \u00e1reas desflorestadas ap\u00f3s 2008. Tamb\u00e9m houve uma redu\u00e7\u00e3o de 75% no desmatamento ocorrido em munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia que plantam a commodity.<br \/>\n\u201cEstamos em intenso debate no GTS para promover aprimoramentos na Morat\u00f3ria da Soja. No entanto, tais aprimoramentos dependem do bom entendimento entre a sociedade civil e a ind\u00fastria da soja, pois o GTS toma decis\u00f5es negociadas entre todos os seus stakeholders\u201d, afirma o comunicado encaminhado \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, que pode ser <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/?p=56918\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">lido na \u00edntegra aqui<\/a>.<\/p>\n<h1>Propriet\u00e1rios alegam uso da \u00e1rea desde a d\u00e9cada de 1980<\/h1>\n<p>Os propriet\u00e1rios da Fazenda Conquista s\u00e3o os irm\u00e3os Natan e George Oliveira Rezende Ribeiro, donos de fazendas de gado em Goi\u00e1s e Mato Grosso e s\u00f3cios na empresa Gen Fertilizantes, com sede em Bom Jesus de Goi\u00e1s (GO).<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\">\n<div id=\"attachment_56948\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-56948\" class=\"wp-image-56948\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/fazenda_conquista_ground-800x434.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/fazenda_conquista_ground-800x434.jpg 800w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/fazenda_conquista_ground-150x81.jpg 150w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/fazenda_conquista_ground-300x163.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/fazenda_conquista_ground-640x348.jpg 640w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/fazenda_conquista_ground-1080x586.jpg 1080w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"434\" \/><p id=\"caption-attachment-56948\" class=\"wp-caption-text\">Com o flagrante de plantio de soja em \u00e1reas desmatadas, a Fazenda Conquista ser\u00e1 inclu\u00edda na lista de propriedades bloqueadas a fornecer o gr\u00e3o para signat\u00e1rias da morat\u00f3ria do setor em 2022. (Foto: Pedro Ladeira\/Greenpeace Unearthed)<\/p><\/div><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em nota, os empres\u00e1rios alegaram que a \u00e1rea destinada ao cultivo de soja e milho na propriedade, adquirida em 2018, \u00e9 utilizada para atividades agropecu\u00e1rias desde a d\u00e9cada de 1980. \u201cDesde antes de 30.12.1985 n\u00e3o ocorre desmatamento na Fazenda Conquista. O que ocorreu neste per\u00edodo at\u00e9 os dias atuais foi limpeza de pastagens, todas devidamente autorizadas pelos \u00f3rg\u00e3os competentes\u201d. <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/?p=56918\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Leia na \u00edntegra a nota<\/a>.<br \/>\nA reforma e limpeza de pasto foram autorizadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema-MT) em maio de 2012, assim como a queima controlada de mais de mil hectares, em mar\u00e7o do ano seguinte, segundo autoriza\u00e7\u00f5es enviadas \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> pelo advogado dos pecuaristas.<br \/>\nPara os irm\u00e3os Oliveira Rezende Ribeiro, se a Sema-MT concedeu autoriza\u00e7\u00e3o para tais atividades, \u201cconfirma-se que na mesma havia continuidade de atividade explorat\u00f3ria at\u00e9 aquela data, e, portanto, que a mesma se trata de \u00e1rea consolidada\u201d.<br \/>\nProcurada, a Sema-MT confirma as autoriza\u00e7\u00f5es mencionadas, mas afirma que, em an\u00e1lise mais recente, feita no final de 2021, detectou desmatamento na propriedade. O caso, segundo o \u00f3rg\u00e3o, foi encaminhado para o setor de fiscaliza\u00e7\u00e3o para a \u201cverifica\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o e provid\u00eancias cab\u00edveis\u201d.<br \/>\n\u201cDestacamos que s\u00f3 a partir de 2019 a Sema-MT passa a contar com imagens de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o que permitem ver com precis\u00e3o altera\u00e7\u00f5es na vegeta\u00e7\u00e3o de todo o territ\u00f3rio estadual e, com isso, identificar de modo r\u00e1pido o desmatamento ilegal e autuar de modo presencial e remoto\u201d, afirma o \u00f3rg\u00e3o. Leia a <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/?p=56918\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">resposta completa da Sema-MT<\/a>.<br \/>\nSegundo especialistas ouvidos pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, imagens hist\u00f3ricas de sat\u00e9lite mostram que a floresta estava se regenerando desde a d\u00e9cada de 1980. Nos 30 anos seguintes ao desmatamento original a \u00e1rea verde se recomp\u00f4s, \u201co que \u00e9 muito tempo e o suficiente para a vegeta\u00e7\u00e3o voltar a crescer\u201d, aponta Marco Tulio Garcia, da organiza\u00e7\u00e3o holandesa Aidenvironment. Um novo desmatamento, diz ele, ocorreu apenas em 2013. \u201cIsto foi detectado pelo Prodes, portanto \u00e9, de fato, desmatamento\u201d.<br \/>\nJ\u00e1 Gustavo Medeiros, fornecedor da Cargill respons\u00e1vel pelo plantio na \u00e1rea da Fazenda Conquista, alega que teve um \u201cminucioso cuidado de observar essa quest\u00e3o referente ao desmatamento ilegal\u201d quando estava em busca de uma \u00e1rea para o cultivo de gr\u00e3os e afirma que s\u00f3 concluiu o neg\u00f3cio pelo fato de a propriedade \u201cestar em perfeito acordo com as leis ambientais e sem nenhum tipo de embargo\u201d. Leia a <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/?p=56918\" target=\"_parent\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"resposta completa do produtor (abre numa nova aba)\">resposta completa do produtor<\/a>.<br \/>\n<strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2022\/01\/cargill-compra-soja-de-fazenda-que-desmatou-na-amazonia-e-descumpre-pacto-do-setor\/\">https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2022\/01\/cargill-compra-soja-de-fazenda-que-desmatou-na-amazonia-e-descumpre-pacto-do-setor\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rep\u00f3rter Brasil Poliana Dallabrida e Andr\u00e9 Campos 14 de janeiro de 2022 Amaz\u00f4nia brasileira &nbsp; Imagens de sat\u00e9lite mostram o desmatamento de centenas de hectares em propriedade fornecedora da multinacional no Mato Grosso Uma das maiores empresas do agroneg\u00f3cio mundial, a Cargill comprou gr\u00e3os oriundos de uma fazenda em S\u00e3o Jos\u00e9 do Xingu (MT) que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":333,"featured_media":30168,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30167","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/333"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30167"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32989,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30167\/revisions\/32989"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}