{"id":30825,"date":"2022-02-03T18:34:40","date_gmt":"2022-02-03T21:34:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=30825"},"modified":"2022-04-26T16:16:33","modified_gmt":"2022-04-26T19:16:33","slug":"estudo-registra-na-amazonia-o-recorde-mundial-de-poluicao-por-mercurio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/estudo-registra-na-amazonia-o-recorde-mundial-de-poluicao-por-mercurio\/","title":{"rendered":"Estudo registra na Amaz\u00f4nia o recorde mundial de polui\u00e7\u00e3o por merc\u00fario"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Projeto Colabora<\/strong><br \/>\n<strong>Oscar Valporto<\/strong><br \/>\n<strong>03 de fevereiro de 2022<br \/>\nAmaz\u00f4nia peruana<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Cientistas registram os n\u00edveis mais altos de polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica pelo metal em um trecho preservado da floresta no Peru: at\u00e9 p\u00e1ssaros contaminados<\/em><\/h3>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica Los Amigos fica no meio da Amaz\u00f4nia peruana, a quase 700 quil\u00f4metros de Lima e a pouco mais de 200 quil\u00f4metros do Acre. Nesta \u00e1rea de floresta, pesquisadores constataram os n\u00edveis mais altos de polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica por merc\u00fario j\u00e1 registrados \u2013 em patamares semelhantes a \u00e1reas industriais onde h\u00e1 extra\u00e7\u00e3o do metal. O vil\u00e3o peruano \u00e9 o mesmo das amea\u00e7as \u00e0 floresta e seus moradores no lado brasileiro: a minera\u00e7\u00e3o ilegal de ouro na Amaz\u00f4nia.<br \/>\nPublicado na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-022-27997-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">revista Nature Coomunications<\/a>, o estudo documenta um \u201cac\u00famulo substancial\u201d de merc\u00fario em solos, biomassa e p\u00e1ssaros residentes na Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Los Amigos, uma das \u00e1reas mais protegidas e biodiversas da Amaz\u00f4nia peruana. As aves dessa \u00e1rea t\u00eam at\u00e9 doze vezes mais merc\u00fario em seus organismos do que as aves amaz\u00f4nicas de \u00e1reas menos polu\u00eddas.<\/p>\n<div id=\"g1-quote-1\" class=\"g1-quote g1-quote-s g1-quote-tpl-01 g1-quote-style-simple g1-quote-align-left alignleft\">\n<figure class=\"g1-quote-inner\">\n<blockquote><p><em>Descobrimos que as florestas maduras da Amaz\u00f4nia pr\u00f3ximas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de ouro est\u00e3o capturando grandes volumes de merc\u00fario atmosf\u00e9rico, mais do que qualquer outro ecossistema anteriormente estudado em todo o mundo<\/em><\/blockquote><figcaption class=\"g1-quote-author\">\n<div class=\"g1-quote-author-text\">\n<div class=\"g1-quote-author-name\">Jacqueline Garson<\/div>\n<div class=\"g1-quote-author-desc\">Bioqu\u00edmica e pesquisadora da Universidade de Duke (EUA)<\/div>\n<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O processo de minera\u00e7\u00e3o ilegal relatado pelos pesquisadores \u00e9 igual ao usado nos garimpos brasileiros. Os mineradores ilegais do Peru \u2013 explica o estudo \u2013 separam as part\u00edculas de ouro dos sedimentos dos rios usando merc\u00fario, que se liga ao ouro, formando pelotas grandes o suficiente para serem capturadas em uma peneira. O merc\u00fario atmosf\u00e9rico \u00e9 liberado quando essas pelotas s\u00e3o queimados em fornos a c\u00e9u aberto: a alta temperatura separa o ouro, que derrete, do merc\u00fario, que sobe em forma de fuma\u00e7a. Essa fuma\u00e7a de merc\u00fario acaba sendo levada ao solo pela chuva, depositada na superf\u00edcie das folhas ou absorvida diretamente nos tecidos das folhas.<br \/>\nO impacto e a dissemina\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o por merc\u00fario foram estudados principalmente em sistemas aqu\u00e1ticos; a pesquisa fez as primeiras medi\u00e7\u00f5es de dep\u00f3sitos terrestres de metilmerc\u00fario atmosf\u00e9rico, a forma mais t\u00f3xica de merc\u00fario. \u201cDescobrimos que as florestas maduras da Amaz\u00f4nia pr\u00f3ximas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de ouro est\u00e3o capturando grandes volumes de merc\u00fario atmosf\u00e9rico, mais do que qualquer outro ecossistema anteriormente estudado em todo o mundo\u201d, afirma a bioqu\u00edmica Jacqueline Gerson, em comunicado distribu\u00eddo pela Universidade de Duke, (Carolina do Norte, EUA), tradicional institui\u00e7\u00e3o de ensino e pesquisa do pa\u00eds.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73456\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-73456\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-73456\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-melissamarchese.png\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-melissamarchese.png 700w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-melissamarchese-300x200.png 300w\" alt=\"Garimpeiros usam fogo para separar garimpo, usado na minera\u00e7\u00e3o, do ouro: part\u00edculas de metal t\u00f3xico em \u00e1rvores e p\u00e1ssaros (Foto: Melissa Marchese \/ Duke University)\" width=\"700\" height=\"467\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73456\" class=\"wp-caption-text\">Garimpeiros usam fogo para separar garimpo, usado na minera\u00e7\u00e3o, do ouro: part\u00edculas de metal t\u00f3xico em \u00e1rvores e p\u00e1ssaros (Foto: Melissa Marchese \/ Duke University)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O estudo foi liderado por pesquisadoras do Departamento de Biologia de Duke \u2013 Jacqueline Gerson e Emily Bernhardt \u2013 mas teve a participa\u00e7\u00e3o de cientistas peruanos, canadenses e de outras universidades americanas. Para medir esse merc\u00fario, a equipe coletou amostras de ar, serapilheira (camada superficial do solo feita de folhas e ramos em decomposi\u00e7\u00e3o), o pr\u00f3prio solo e folhas do topo das \u00e1rvores, que foram obtidas com a ajuda de um enorme estilingue.<br \/>\nOs pesquisadores concentraram sua coleta em quatro tipos de ambientes: com a floresta intacta e desmatados; pr\u00f3ximos \u00e0 atividade de minera\u00e7\u00e3o ou distantes da atividade de minera\u00e7\u00e3o. Duas \u00e1reas florestais pesquisadas, pr\u00f3ximas \u00e0 atividade de minera\u00e7\u00e3o, tinham \u00e1rvores pequenas e irregulares; a terceira \u00e9 a Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica Los Amigos, uma floresta primitiva intocada.<\/p>\n<div class=\"bloco_posts_relacionados_interno\">\n<div class=\"editorial\"><\/div>\n<\/div>\n<p>O estudo constatou que as \u00e1reas desmatadas, que receberam merc\u00fario apenas por meio das chuvas, apresentaram baixos n\u00edveis de merc\u00fario, independentemente da dist\u00e2ncia da atividade de minera\u00e7\u00e3o. As quatro \u00e1reas com \u00e1rvores desbastadas, duas pr\u00f3ximas \u00e0 atividade de minera\u00e7\u00e3o e duas mais distantes, apresentavam n\u00edveis de merc\u00fario, de acordo com as m\u00e9dias mundiais. \u201cDescobrimos que os fluxos atmosf\u00e9ricos de merc\u00fario em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o florestal adjacentes \u00e0 atividade de minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais de 15 vezes maiores do que as \u00e1reas desmatadas ao redor\u201d, afirma o estudo publicado na Nature.<br \/>\nPara todas as \u00e1reas florestais, a equipe fez a medi\u00e7\u00e3o a partir de um par\u00e2metro chamado \u00edndice de \u00e1rea foliar, que representa a densidade do dossel (cobertura superior da floresta formada pelas copas das \u00e1rvores). Os pesquisadores descobriram que os n\u00edveis de merc\u00fario estavam diretamente relacionados ao \u00edndice de \u00e1rea foliar: quanto mais denso o dossel, mais merc\u00fario ele cont\u00e9m. O dossel da floresta funciona como um coletor para os gases e part\u00edculas provenientes da queima pr\u00f3xima das pelotas de ouro-merc\u00fario.<br \/>\nPara estimar quanto do merc\u00fario capturado no dossel da floresta estava passando pela cadeia alimentar, a equipe mediu o merc\u00fario acumulado em penas de tr\u00eas esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros canoros, em esta\u00e7\u00f5es de reserva pr\u00f3ximas e distantes da atividade de garimpo: as aves da Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Los Amigos tinham em m\u00e9dia tr\u00eas vezes e at\u00e9 12 vezes mais merc\u00fario em suas penas do que as de uma esta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica mais remota.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73457\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-73457\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-73457\" src=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-1200x800.jpg\" sizes=\"(max-width: 1020px) 100vw, 1020px\" srcset=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-300x200.jpg 300w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-768x512.jpg 768w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-780x520.jpg 780w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp-1440x960.jpg 1440w, https:\/\/projetocolabora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/20220205-mercury-afp.jpg 1773w\" alt=\"Garimpo ilegal fechado pela pol\u00edcia peruana: aumento de 40% na minera\u00e7\u00e3o ilegal em \u00e1reas protegidas (Foto: Ernesto Benavides \/ AFP - 07\/09\/2019)\" width=\"1020\" height=\"680\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73457\" class=\"wp-caption-text\">Garimpo ilegal fechado pela pol\u00edcia peruana: aumento de 40% na minera\u00e7\u00e3o ilegal em \u00e1reas protegidas (Foto: Ernesto Benavides \/ AFP \u2013 07\/09\/2019)<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Queimadas levam mais merc\u00fario \u00e0 atmosfera<\/strong><\/h3>\n<p>De acordo com os pesquisadores, essas altas concentra\u00e7\u00f5es de merc\u00fario podem provocar um decl\u00ednio de at\u00e9 30% na reprodu\u00e7\u00e3o dessas aves. \u201cEssas florestas est\u00e3o prestando um enorme servi\u00e7o ao capturar uma enorme fra\u00e7\u00e3o desse merc\u00fario e impedir que ele chegue ao reservat\u00f3rio atmosf\u00e9rico global\u201d, destaca a biogeoqu\u00edmica e ecologista Emily Bernhardt, no comunicado da Duke. \u201cIsso torna ainda mais importante que essas \u00e1reas de florestas n\u00e3o sejam queimadas ou desmatadas, porque isso liberaria todo aquele merc\u00fario de volta \u00e0 atmosfera\u201d, acrescenta.<br \/>\nNo estudo publicado na Nature, os pesquisadores apontam que muitos locais intensivos de garimpo \u2013 que eles chamam de \u201cminera\u00e7\u00e3o artesanal ou de pequeno porte\u201d \u2013 est\u00e3o ilegalmente dentro de \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o e \u201clevam \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da biodiversidade, \u00e0 perda de esp\u00e9cies sens\u00edveis ou amea\u00e7adas e \u00e0 alta exposi\u00e7\u00e3o de merc\u00fario em pessoas e animais de grande porte\u201d.<\/p>\n<div id=\"g1-quote-1\" class=\"g1-quote g1-quote-s g1-quote-tpl-01 g1-quote-style-simple g1-quote-align-left alignleft\">\n<figure class=\"g1-quote-inner\">\n<blockquote><p><em>O objetivo do nosso estudo \u00e9 destacar que os problemas s\u00e3o muito mais vastos do que a polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e que precisamos trabalhar com as comunidades locais para encontrar maneiras de os mineradores terem um meio de vida sustent\u00e1vel e proteger as comunidades ind\u00edgenas de serem envenenadas pelo ar e pela \u00e1gua<\/em><\/blockquote><figcaption class=\"g1-quote-author\">\n<div class=\"g1-quote-author-text\">\n<div class=\"g1-quote-author-name\">Jacqueline Gerson<\/div>\n<div class=\"g1-quote-author-desc\">Bioqu\u00edmica e pesquisadora da Universidade de Duke<\/div>\n<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A equipe liderada pelas cientistas da Duke comparou os \u00edndices de contamina\u00e7\u00e3o de merc\u00fario com pesquisas realizadas em \u00e1reas urbanas industriais nos Estados Unidos (onde hoje a minera\u00e7\u00e3o de merc\u00fario est\u00e1 proibida) e na China. \u201cA implica\u00e7\u00e3o mais importante e inovadora de nosso trabalho \u00e9 a documenta\u00e7\u00e3o de quantidades elevadas de merc\u00fario sendo depositadas em florestas pr\u00f3ximas \u00e0 atividade mineradora\u201d, afirmam os pesquisadores na Nature.<br \/>\nDe acordo com as fontes levantadas pelo trabalho, o garimpo \u2013 ou minera\u00e7\u00e3o artesanal ou de pequeno porte, na defini\u00e7\u00e3o dos cientistas \u2013 est\u00e1 presente em pelo menos 70 pa\u00edses. \u201cEssa forma de minera\u00e7\u00e3o \u00e9 frequentemente informal ou ilegal e responde por aproximadamente 20% da produ\u00e7\u00e3o mundial de ouro\u201d, destaca o estudo.<br \/>\nNa Amaz\u00f4nia peruana, onde o estudo foi realizado, a extens\u00e3o da atividade garimpeira aumentou mais de 40% em \u00e1reas protegidas desde 2012 e ainda mais em \u00e1reas desprotegidas. No Brasil, autoridades calculam existirem no ao menos 2.500 garimpos ilegais:<a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods16\/corrida-do-ouro-ameaca-areas-protegidas-na-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> terras ind\u00edgenas \u2013 como a Yanom\u00e2mi, em Roraima, e Munduruku, no Par\u00e1 \u2013 est\u00e3o tomadas por garimpeiros<\/a>. E os ind\u00edgenas s\u00e3o os primeiros a constatar os danos \u00e0 sa\u00fade provocados pelo uso do merc\u00fario para extra\u00e7\u00e3o do ouro.<br \/>\nNo comunicado da Duke, as pesquisadoras \u00e0 frente do estudo admitem a complexidade do problema. \u201cUma coisa muito semelhante, com m\u00e9todos muito semelhantes, j\u00e1 foi feito em muitos dos pa\u00edses ricos do mundo onde o ouro estava dispon\u00edvel. A demanda est\u00e1 apenas empurrando a minera\u00e7\u00e3o para novas \u00e1reas\u201d, afirma Emily Bernhardt, lembrando que este tipo de minera\u00e7\u00e3o faz parte da subsist\u00eancia de muitos moradores da regi\u00e3o.<br \/>\nPara Jacqueline Gerson, as pessoas est\u00e3o no garimpo por um motivo, como meio de ganhar a vida, e solu\u00e7\u00f5es devem levar isso em considera\u00e7\u00e3o. \u201cO objetivo do nosso estudo \u00e9 destacar que os problemas s\u00e3o muito mais vastos do que a polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e que precisamos trabalhar com as comunidades locais para encontrar maneiras de os mineradores terem um meio de vida sustent\u00e1vel e proteger as comunidades ind\u00edgenas de serem envenenadas pelo ar e pela \u00e1gua\u201d, frisa a pesquisadora.<br \/>\n<strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods14\/estudo-registra-na-amazonia-o-recorde-mundial-de-poluicao-por-mercurio\/\">https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods14\/estudo-registra-na-amazonia-o-recorde-mundial-de-poluicao-por-mercurio\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Colabora Oscar Valporto 03 de fevereiro de 2022 Amaz\u00f4nia peruana &nbsp; Cientistas registram os n\u00edveis mais altos de polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica pelo metal em um trecho preservado da floresta no Peru: at\u00e9 p\u00e1ssaros contaminados A Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica Los Amigos fica no meio da Amaz\u00f4nia peruana, a quase 700 quil\u00f4metros de Lima e a pouco mais&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":333,"featured_media":30827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-30825","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/333"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30825"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32725,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30825\/revisions\/32725"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}