{"id":5813,"date":"2018-08-20T09:59:06","date_gmt":"2018-08-20T12:59:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/radar\/em-tres-decadas-brasil-perde-71-milhoes-de-hectares-de-florestas\/"},"modified":"2018-08-20T10:08:45","modified_gmt":"2018-08-20T13:08:45","slug":"em-tres-decadas-brasil-perde-71-milhoes-de-hectares-de-florestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/radar\/em-tres-decadas-brasil-perde-71-milhoes-de-hectares-de-florestas\/","title":{"rendered":"Em tr\u00eas d\u00e9cadas, Brasil perde 71 milh\u00f5es de hectares de florestas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>O Globo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>17 de agosto de 2018<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O Brasil perdeu 71 milh\u00f5es de hectares, o equivalente a \u00e1rea dos estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Paran\u00e1 e Esp\u00edrito Santo somados, entre 1985 e 2017, per\u00edodo que viu a \u00e1rea destinada \u00e0 agricultura triplicar e a de pecu\u00e1ria crescer 43%. Essas s\u00e3o algumas das informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas ao p\u00fablico pelo\u00a0<a title=\"\" href=\"http:\/\/mapbiomas.org\/\" rel=\"external\">projeto MapBiomas<\/a>, apresentado nesta sexta-feira em Bras\u00edlia. A ferramenta, in\u00e9dita no mundo, permite a investiga\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o territorial de qualquer parte do Brasil, ano a ano, com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 o mapa mais detalhados sobre a ocupa\u00e7\u00e3o da terra j\u00e1 feito para um pa\u00eds \u2014 comemorou o coordenador-geral do projeto, Tasso Azevedo, da ONG Observat\u00f3rio do Clima. \u2014 N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um mapa, s\u00e3o 33, um para cada ano entre 1985 e 2017. Essa plataforma permite pegar qualquer parte do pa\u00eds, selecionar estados ou munic\u00edpios, e acompanhar o hist\u00f3rico at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p>Com o MapBiomas \u00e9 poss\u00edvel saber, por exemplo, que a cidade com menor cobertura vegetal do pa\u00eds \u00e9 S\u00e3o Caetano do Sul, em S\u00e3o Paulo, e a com mais florestas \u00e9 Altamira, no Par\u00e1. Nos \u00faltimos 33 anos, a Amaz\u00f4nia foi o bioma que mais perdeu \u00e1reas de florestas, mas, proporcionalmente, o Cerrado foi o mais devastado, com 18% de perdas l\u00edquidas. O Pampa perdeu 15%, a Caatinga, 8% e o Pantanal, 7%. Na contram\u00e3o, a Mata Atl\u00e2ntica perdeu 5 milh\u00f5es de hectares, mas, nos \u00faltimos dez anos, a regenera\u00e7\u00e3o superou o desmate.<\/p>\n<p>Azevedo explica que o MapBiomas foi constru\u00eddo a partir de imagens tornadas p\u00fablicas recentemente do programa americano de sat\u00e9lites Landsat. Nesses arquivos estavam preciosidades com imagens em alta resolu\u00e7\u00e3o de todo o territ\u00f3rio brasileiro a partir de 1985. E a an\u00e1lise s\u00f3 foi poss\u00edvel com a aplica\u00e7\u00e3o de tecnologias modernas de an\u00e1lise de imagens, aprendizado de m\u00e1quina e processamento em nuvem.<\/p>\n<p>As imagens usadas pelo projeto s\u00e3o s\u00e9ries hist\u00f3ricas produzidas pelos sat\u00e9lites Landsat, dos EUA. Para cada \u00e1rea de 30m por 30m do Brasil, o projeto atribui uma classifica\u00e7\u00e3o de uso da terra (floresta, campo, pastagem, planta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua, cidade etc.). Para cobrir o pa\u00eds inteiro, \u00e9 preciso analisar mais de 9 bilh\u00f5es de pixels, montados a partir de milhares de imagens de sat\u00e9lite para a s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u2014 Cada \u00e1rea de 30 metros por 30 metros representa um pixel. Cada mapa completo do Brasil tem 9 bilh\u00f5es de pixels \u2014 contou Azevedo. \u2014 N\u00f3s montamos um cons\u00f3rcio com 34 organiza\u00e7\u00f5es e fechamos uma parceria com o Google Earth Engines, que roda o Google Maps, o Google Earth e o Waze. N\u00f3s criamos um algoritmo que aprendeu a classificar cada um dos pixels (em floresta, campo, pastagem, planta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua, cidade, etc.) e processamos os dados na nuvem.<\/p>\n<div id=\"pub-retangulo-2\" class=\"arroba publicidade clearfix\" data-google-query-id=\"CIeK8LTU-9wCFQ4RhwodqVwM1w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/info.web.oglobo\/sociedade\/ciencia\/materia_7__container__\">O resultado \u00e9 impressionante, com possibilidades de uso incalcul\u00e1veis. Seja por curiosidade, para fins cient\u00edficos ou de planejamento estrat\u00e9gico, o MapBiomas \u00e9 uma excelente fonte prim\u00e1ria de informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de mensurar as perdas florestais, a ferramenta informa as transi\u00e7\u00f5es: no que as \u00e1reas de matas se transformaram. Entre 1985 e 2017, por exemplo, 74,5 milh\u00f5es de hectares de florestas foram transformados em pastos ou campos para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/div>\n<\/div>\n<p>A Fiocruz, por exemplo, est\u00e1 usando as informa\u00e7\u00f5es para cruzar dados de mortalidade de primatas com as mudan\u00e7as no uso da terra, para tentar identificar locais prov\u00e1veis para o aparecimento de surtos de febre amarela. No Pantanal, um projeto que investiga a contamina\u00e7\u00e3o de on\u00e7as por merc\u00fario descobriu que as regi\u00f5es onde os animais vivem tiveram garimpos instalados. A an\u00e1lise da cobertura florestal das bacias hidrogr\u00e1ficas sugere que o desmatamento seja uma das explica\u00e7\u00f5es para a crise h\u00eddrica em S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia e Belo Horizonte.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea a atualiza\u00e7\u00e3o do MapBiomas, mas a tecnologia deve ser ampliada para um sistema de monitoramento, atualizada mensalmente, para identificar de forma \u00e1gil as altera\u00e7\u00f5es no ambiente, com resolu\u00e7\u00e3o de 3 metros.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/ciencia\/em-tres-decadas-brasil-perde-71-milhoes-de-hectares-de-florestas-22987227#ixzz5Oisx558M\">https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/ciencia\/em-tres-decadas-brasil-perde-71-milhoes-de-hectares-de-florestas-22987227#ixzz5Oisx558M<\/a>[\/vc_column_text][vc_separator][vc_row_inner][vc_column_inner][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h3><strong><em>Mapeamento in\u00e9dito mostra que o Brasil perdeu 71 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/em><\/strong><\/h3>\n<p>Assista a reportagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/6956025\/\">https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/6956025\/<\/a>[\/vc_column_text][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil perdeu 71 milh\u00f5es de hectares, o equivalente a \u00e1rea dos estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Paran\u00e1 e Esp\u00edrito Santo somados, entre 1985 e 2017, per\u00edodo que viu a \u00e1rea destinada \u00e0 agricultura triplicar e a de pecu\u00e1ria crescer 43%. Essas s\u00e3o algumas das informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas ao p\u00fablico pelo projeto MapBiomas, apresentado nesta sexta-feira em Bras\u00edlia. A ferramenta, in\u00e9dita no mundo, permite a investiga\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o territorial de qualquer parte do Brasil, ano a ano, com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":5809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-5813","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-2","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5813"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5813\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5820,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5813\/revisions\/5820"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}