{"id":13042,"date":"2020-02-06T10:49:44","date_gmt":"2020-02-06T13:49:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=13042"},"modified":"2020-02-06T15:52:17","modified_gmt":"2020-02-06T18:52:17","slug":"novo-estudo-faz-balanco-geral-do-estoque-de-carbono-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/novo-estudo-faz-balanco-geral-do-estoque-de-carbono-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Novo estudo faz balan\u00e7o geral do estoque de carbono na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Por Infoamazonia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>06 de fevereiro de 2020<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b><i>58% da biomassa amaz\u00f4nica est\u00e1 dentro de terras ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas; onde a degrada\u00e7\u00e3o da floresta j\u00e1 representa uma press\u00e3o maior que o desmatamento em sete dos nove pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/i><\/b><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">Novo <\/span><a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2020\/01\/21\/1913321117\"><span style=\"font-weight: 400;\">estudo publicado na edi\u00e7\u00e3o do dia 27 de janeiro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) re\u00fane evid\u00eancias de que povos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais t\u00eam de maneira concreta e mensur\u00e1vel atuado como os guardi\u00f5es da floresta amaz\u00f4nica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um time de 19 pesquisadores calculou qual a import\u00e2ncia das \u00e1reas protegidas e territ\u00f3rios ind\u00edgenas na manuten\u00e7\u00e3o dos estoques de carbono da Amaz\u00f4nia. Neste caso, considerou-se os limites biogeogr\u00e1ficos e n\u00e3o a extens\u00e3o da bacia hidrogr\u00e1fica ou as fronteiras pol\u00edtico-administrativas de cada pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De toda a biomassa estimada para a regi\u00e3o amaz\u00f4nica (73 bilh\u00f5es de toneladas de carbono), 58% encontram-se dentro de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas. Segundo o artigo, os povos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais t\u00eam contribu\u00eddo diretamente para regular o clima e evitar que o aquecimento da Terra seja ainda mais intenso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo foi realizado por pesquisadores da Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental Georreferenciada (RAISG) em alian\u00e7a com o centro de pesquisa Woods Hole (WHRC), localizado em Massachusetts, EUA, e a Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Bacia Amaz\u00f4nica (COICA).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A RAISG \u00e9 um cons\u00f3rcio de oito organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais de seis pa\u00edses da Pan-Amaz\u00f4nia (Bolivia, Brazil, Col\u00f4mbia, Equador, Peru e Venezuela).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No estudo, a j\u00e1 conhecida hip\u00f3tese de que estas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;guardi\u00f5es da floresta&#8221; foi de fato confirmada. Ou seja, por possu\u00edrem menores taxas de desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o florestal, estas \u00e1reas apresentam menores perdas de carbono ao longo dos anos.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Distribui\u00e7\u00e3o dos estoques de carbono (2016)<\/strong>[\/vc_column_text][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwdGl0bGUlM0QlMjJFc3RvcXVlcyUyMGRlJTIwQ2FyYm9ubyUyMHBvciUyMGNhdGVnb3JpYSUyMCUyOENvcHklMjklMjIlMjBhcmlhLWxhYmVsJTNEJTIySW50ZXJhY3RpdmUlMjBkb251dCUyMGNoYXJ0JTIyJTIwc3JjJTNEJTIyJTJGJTJGZGF0YXdyYXBwZXIuZHdjZG4ubmV0JTJGOEtwWFYlMkYxJTJGJTIyJTIwc2Nyb2xsaW5nJTNEJTIybm8lMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjBzdHlsZSUzRCUyMmJvcmRlciUzQSUyMG5vbmUlM0IlMjIlMjB3aWR0aCUzRCUyMjYwMCUyMiUyMGhlaWdodCUzRCUyMjUyNiUyMiUzRSUzQyUyRmlmcmFtZSUzRQ==[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">Nos nove pa\u00edses da Amaz\u00f4nia, existem 3344 territ\u00f3rios ind\u00edgenas e 522 \u00e1reas protegidas. Somando-se todas estas terras, entre \u00e1reas j\u00e1 reconhecidas ou ainda na fase de demarca\u00e7\u00e3o, revela-se que 52% da Amaz\u00f4nia est\u00e1 sob algum tipo de prote\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que apenas contabilizar a quantidade total de carbono armazenado, o artigo \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The Role of Forest Conversion, Degradation, and Disturbance in the Carbon Dynamics of Amazon Indigenous Territories and Protected Areas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d investiga como o estoque foi variando ao longo dos anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Utilizando imagens do sensor MODIS combinadas com medi\u00e7\u00f5es feitas em campo, os pesquisadores calcularam quais foram os gradientes de mudan\u00e7a nos estoques de carbono. A partir de ent\u00e3o passaram a contabilizar o quanto destas varia\u00e7\u00f5es ocorreram dentro ou fora de territ\u00f3rios protegidos.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13024&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Nos nove pa\u00edses da Amaz\u00f4nia, existem 3344 territ\u00f3rios ind\u00edgenas e 522 \u00e1reas protegidas. <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">F<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">oto: RAISG<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">O artigo faz um balan\u00e7o de perdas e ganhos de biomassa. Indica que entre 2003 e 2016, as perdas (3,4 bilh\u00f5es de toneladas) s\u00e3o quase duas vezes maiores que os ganhos (1,2 bilh\u00e3o de toneladas). Mas, ainda assim, as redu\u00e7\u00f5es s\u00e3o menores dentro de territ\u00f3rios protegidos do que fora deles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O artigo dos cientistas da RAISG, WHRC e COICA indica que, embora as terras ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas representam apenas 10% de todas as perdas<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">l\u00edquidas de carbono ocorrida na Amaz\u00f4nia em 2003 &#8211; 2016, existe uma piora no cen\u00e1rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estoque de carbono \u00e9 mal gerenciado pelos pa\u00edses amaz\u00f4nicos: h\u00e1 uma crescente perda e a reposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 conta. Com o desmatamento, queimadas e a degrada\u00e7\u00e3o de florestas nativas, o estoque de carbono est\u00e1 literalmente sendo enviado pelos ares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das autoras, Carmen Josse, da Funda\u00e7\u00e3o Ecoci\u00eancia no Equador, aponta a import\u00e2ncia de reconhecer a real dimens\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas na mitiga\u00e7\u00e3o do aquecimento global. \u201cIsto \u00e9 reconhecer que eles s\u00e3o efetivamente os guardi\u00f5es desses estoques de carbono e n\u00e3o est\u00e3o recebendo os recursos necess\u00e1rios para fazer este trabalho\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudos contou com um acompanhamento de representantes ind\u00edgenas que est\u00e3o associados na COICA, organiza\u00e7\u00e3o que representa povos dos nove pa\u00edses da Amaz\u00f4nia. Os pesquisadores querem que as lideran\u00e7as das centenas de etnias assumam uma voz nas discuss\u00f5es sobre o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e utilizem o novo estudo como base para argumenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>*<i>Como parte do lan\u00e7amento do estudo, a RAISG realizou em parceria com o InfoAmazonia, o v\u00eddeo Carbono Vivo que explica os principais resultados do estudo e traz entrevistas com pesquisadores que participaram do estudo<\/i><\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OjjpZtop43s&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">Estudos demonstrando a efetividade de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e \u00e1reas naturais protegidas em barrar o avan\u00e7o da devasta\u00e7\u00e3o t\u00eam sido recorrentes nas \u00faltimas d\u00e9cadas. A inova\u00e7\u00e3o do estudo da RAISG, da COICA e do Centro Woods Hole \u00e9 mostrar a din\u00e2mica das emiss\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este olhar sobre o carbono apontou uma das conclus\u00f5es mais importantes: mesmo que n\u00e3o vis\u00edvel, existe uma perda num prazo mais alargado de tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao contr\u00e1rio da tend\u00eancia de perda acelerada em terras sem status de prote\u00e7\u00e3o, as terras ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas sofrem mais com a degrada\u00e7\u00e3o do que com o desmatamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desmatamento \u00e9 o corte raso, a remo\u00e7\u00e3o completa da cobertura vegetal.\u00a0 A<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">degrada\u00e7\u00e3o ou dist\u00farbio \u00e9 a perda gradual e com corte seletivo de madeira ou perda de densidade florestal devido a outras causas antropog\u00eanicas ou naturais.Uma vez degradada, a floresta se torna mais suscet\u00edvel a inc\u00eandios o que pode levar a uma perda ainda mais r\u00e1pida dos estoques de carbono no futuro.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13027&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">As terras ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas sofrem mais com processos de degrada\u00e7\u00e3o florestal do que com o corte raso<\/span><\/i><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">Na Amaz\u00f4nia, 47% de todas as emiss\u00f5es vem da degrada\u00e7\u00e3o. Essa percentual \u00e9 preocupante diz Carmen Josse, pois essa \u00e9 uma quest\u00e3o &#8220;praticamente ignorada&#8221; nas pol\u00edticas p\u00fablicas. At\u00e9 hoje, os sistemas de monitoramento de perda de cobertura florestal e mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es por mudan\u00e7a no uso da terra est\u00e3o quase que totalmente focados no combate ao desmatamento.\u00a0 As imagens de sat\u00e9lite s\u00e3o processadas para captar apenas a supress\u00e3o total de vegeta\u00e7\u00e3o, o corte raso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cCaptar a din\u00e2mica da degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para mostrar como as perdas de carbono est\u00e3o avan\u00e7ando dentro de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas\u201d, aponta C\u00edcero Augusto, tamb\u00e9m autor do estudo e coordenador de geoprocessamento do Instituto Socioambiental no Brasil.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o: varia\u00e7\u00f5es de 2003 a 2016<\/strong>[\/vc_column_text][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwdGl0bGUlM0QlMjJEZWdyYWRhJTI2Y2NlZGlsJTNCJTI2YXRpbGRlJTNCbyUyMHBvciUyMHBhJTI2aWFjdXRlJTNCcyUyMCUyOENvcHklMjklMjIlMjBhcmlhLWxhYmVsJTNEJTIySW50ZXJhY3RpdmUlMjBwaWUlMjBjaGFydCUyMiUyMHNyYyUzRCUyMiUyRiUyRmRhdGF3cmFwcGVyLmR3Y2RuLm5ldCUyRkxTNnZtJTJGMSUyRiUyMiUyMHNjcm9sbGluZyUzRCUyMm5vJTIyJTIwZnJhbWVib3JkZXIlM0QlMjIwJTIyJTIwc3R5bGUlM0QlMjJib3JkZXIlM0ElMjBub25lJTNCJTIyJTIwd2lkdGglM0QlMjI2MDAlMjIlMjBoZWlnaHQlM0QlMjI0MjclMjIlM0UlM0MlMkZpZnJhbWUlM0U=[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">O estudo mostrou que em sete pa\u00edses, a degrada\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelas emiss\u00f5es de carbono, com porcentagem que varia entre 63% e 85 % das perdas em cada pa\u00eds. Na m\u00e9dia entre todos os pa\u00edses, a degrada\u00e7\u00e3o causa 75% das emiss\u00f5es. Com exce\u00e7\u00e3o do Brasil e Bol\u00edvia, onde a din\u00e2mica de ocupa\u00e7\u00e3o de terras para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria exige abertura de novas \u00e1reas. Nos outros sete pa\u00edses, a press\u00e3o maior adv\u00e9m do corte seletivo de madeira, das estradas, da explora\u00e7\u00e3o petroleira e os garimpos clandestinos para a extra\u00e7\u00e3o de ouro.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h3><b>Estudos de caso<\/b><\/h3>\n<p>[\/vc_column_text][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3JjJTNEJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ1cGxvYWRzLmtuaWdodGxhYi5jb20lMkZzdG9yeW1hcGpzJTJGMzlkZDE3ZTAwZjIyMjg5YzQ5NThjZTNmOGY4ZDM4MWIlMkZjYXJib25vLXZpdm8tZXN0dWRpb3MtZGUtY2FzbyUyRmluZGV4Lmh0bWwlMjIlMjBmcmFtZWJvcmRlciUzRCUyMjAlMjIlMjB3aWR0aCUzRCUyMjEwMCUyNSUyMiUyMGhlaWdodCUzRCUyMjgwMCUyMiUzRSUzQyUyRmlmcmFtZSUzRQ==[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<b>Significado para pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cen\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o dos estoques florestais na Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 dos mais favor\u00e1veis. Em 2019, o mundo parou em alarme diante das terr\u00edveis queimadas na Amaz\u00f4nia, em especial no Brasil e na Bol\u00edvia. Imagens de grandes extens\u00f5es de floresta em chamas, com gigantes colunas de fuma\u00e7a, foram capazes de mobilizar a opini\u00e3o p\u00fablica global.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquele momento, e ainda agora, um dos clich\u00eas repetidos \u00e0 exaust\u00e3o nos meios de comunica\u00e7\u00e3o era o de que a floresta amaz\u00f4nica \u00e9 o \u201cpulm\u00e3o do mundo\u201d. A met\u00e1fora, embora baseada em um fato cient\u00edfico verdadeiro &#8211; o de que a Amaz\u00f4nia produz 20% do oxig\u00eanio de nosso planeta &#8211; \u00e9 equivocada. Nem um mil\u00edmetro deste oxig\u00eanio sequer chega a n\u00f3s humanos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando fazem uma leitura sobre o papel da grande floresta tropical para nossa sobreviv\u00eancia, o que destacam os cientistas \u00e9 exatamente sua fun\u00e7\u00e3o de reguladora do clima.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados da novo estudo, quando dissecados, mostram tend\u00eancias claras. Em todas as categorias investigadas, as \u00fanicas que apresentam algum ganho s\u00e3o os territ\u00f3rios ind\u00edgenas, sejam os j\u00e1 reconhecidos ou aqueles que est\u00e3o ainda em fase de proposi\u00e7\u00e3o.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Perdas de Carbono por pa\u00eds entre 2003 e 2016<\/strong>[\/vc_column_text][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwdGl0bGUlM0QlMjJQZXJkYSUyMGRhJTIwY2FyYm9ubyUyMG5hJTIwUGFuLUFtYXolMjZvY2lyYyUzQm5pYSUyMiUyMGFyaWEtbGFiZWwlM0QlMjJTcGxpdCUyMEJhcnMlMjIlMjBzcmMlM0QlMjIlMkYlMkZkYXRhd3JhcHBlci5kd2Nkbi5uZXQlMkY3S0dFMyUyRjIlMkYlMjIlMjBzY3JvbGxpbmclM0QlMjJubyUyMiUyMGZyYW1lYm9yZGVyJTNEJTIyMCUyMiUyMHN0eWxlJTNEJTIyYm9yZGVyJTNBJTIwbm9uZSUzQiUyMiUyMHdpZHRoJTNEJTIyNjAwJTIyJTIwaGVpZ2h0JTNEJTIyMjg5JTIyJTNFJTNDJTJGaWZyYW1lJTNF[\/vc_raw_html][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<span style=\"font-weight: 400;\">Portanto, os debates sobre como evitar o aquecimento global, devem passar pelo tema de posse e regulariza\u00e7\u00e3o de terras. Os pesquisadores argumentam que enquanto se fala muito sobre cria\u00e7\u00e3o de projetos de desmatamento evitado, a implementa\u00e7\u00e3o no campo nem sempre \u00e9 f\u00e1cil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas na Amaz\u00f4nia, as pr\u00e1ticas de manejo florestal exercida pelos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais demonstram exatamente este caminho de sustentabilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cComo os ind\u00edgenas e comunidades locais valorizam bases de recursos diversificadas que lhes permitem evitar depend\u00eancia dos mercados de subsist\u00eancia, suas pr\u00e1ticas de uso da terra tendem a ser mais hol\u00edsticas, combinando conhecimento tradicional com perspectivas modernas de uso sustent\u00e1vel. Pessoas ind\u00edgenas e as comunidades locais tamb\u00e9m protegem suas terras de maneiras mais eficazes e menos caras do que alternativas patrocinadas pelo governo\u201d, afirma o estudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, h\u00e1 uma tend\u00eancia generalizada em toda a Amaz\u00f4nia de avan\u00e7o de atividades econ\u00f4micas nos territ\u00f3rios protegidos. De acordo com o artigo, embora 87% dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas estejam formalmente protegidos, existe em um quarto deles (24%) sobreposi\u00e7\u00e3o com \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o e po\u00e7os petroleiros. Este quadro, influenciado por recentes acontecimentos pol\u00edticos, \u00e9 mais acentuado no Brasil, Col\u00f4mbia e Venezuela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cInfelizmente, os povos ind\u00edgenas, que melhor gerenciam e conservam as florestas gra\u00e7as \u00e0s suas pr\u00e1ticas ancestrais, s\u00e3o os primeiros afetados pela perda da floresta e pelo aumento das emiss\u00f5es de carbono, uma vez que os eventos clim\u00e1ticos afetam os recursos que s\u00e3o fundamental para sua qualidade de vida. Agora eles devem n\u00e3o apenas enfrentar pol\u00edticas e amea\u00e7as adversas de invasores e colonos, mas tamb\u00e9m os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;, observa Sandra R\u00edos, especialista do Instituto del Bien Com\u00fan, no Peru.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Por Infoamazonia 06 de fevereiro de 2020 [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] 58% da biomassa amaz\u00f4nica est\u00e1 dentro de terras ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas; onde a degrada\u00e7\u00e3o da floresta j\u00e1 representa uma press\u00e3o maior que o desmatamento em sete dos nove pa\u00edses da regi\u00e3o. [\/vc_column_text][vc_column_text]Novo estudo publicado na edi\u00e7\u00e3o do dia 27 de janeiro da revista Proceedings of&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":13030,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13042","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-1","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13042"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13045,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13042\/revisions\/13045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13030"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}