{"id":1370,"date":"2017-03-03T10:59:49","date_gmt":"2017-03-03T13:59:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=1370\/"},"modified":"2018-01-26T17:13:05","modified_gmt":"2018-01-26T19:13:05","slug":"povos-antigos-ajudaram-a-moldar-a-floresta-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/povos-antigos-ajudaram-a-moldar-a-floresta-amazonica\/","title":{"rendered":"Povos antigos ajudaram a moldar a Floresta Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p id=\"autor\" style=\"text-align: right;\">O Globo &#8211; por Cesar Baima<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"data-cadastro\"><time datetime=\"2017-03-3T4:30\">03\/03\/2017\u00a0<\/time><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1371\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1371\" class=\"size-large wp-image-1371\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/65527833_Mauritia-flexuosa-an-Amazonian-domesticated-hyperdominant-species-i-1024x445.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/65527833_Mauritia-flexuosa-an-Amazonian-domesticated-hyperdominant-species-i-1024x445.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/65527833_Mauritia-flexuosa-an-Amazonian-domesticated-hyperdominant-species-i-300x130.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/65527833_Mauritia-flexuosa-an-Amazonian-domesticated-hyperdominant-species-i-768x334.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/65527833_Mauritia-flexuosa-an-Amazonian-domesticated-hyperdominant-species-i.jpg 1265w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-1371\" class=\"wp-caption-text\">Exemplares de buriti (\u2018Mauritia flexuosa\u2019) \u00e0s margens do Rio Negro: esp\u00e9cie \u2018hiperdominante\u2019 \u00e9 uma das \u00e1rvores que foram domesticadas e espalhadas pela floresta pelos humanos<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">Estudo mostra que domestica\u00e7\u00e3o influenciou a distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores vista hoje<\/p>\n<p>Impenetr\u00e1vel, selvagem, intocada. Muito usados para descrever grandes segmentos da Amaz\u00f4nia, estes adjetivos est\u00e3o longe de refletir a realidade. Ocupada por humanos h\u00e1 milhares de anos, a pr\u00f3pria floresta acabou sendo em parte moldada pelas m\u00e3os destes povos antigos antes mesmo da chegada de Colombo \u00e0s Am\u00e9ricas em 1492, mostra estudo que analisou a distribui\u00e7\u00e3o de 85 esp\u00e9cies de \u00e1rvores domesticadas na selva, publicado ontem na revista \u201cScience\u201d.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores liderados por Carolina Levis, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e da Universidade de Wageningen, na Holanda, todas estas plantas t\u00eam uma presen\u00e7a na floresta superior \u00e0 que ocorreria naturalmente, sendo que pelo menos 20 delas s\u00e3o \u201chiperdominantes\u201d, ou seja, crescem em um n\u00famero pelo menos cinco vezes maior do que seria esperado. Al\u00e9m disso, muitas destas esp\u00e9cies domesticadas ocorrem fora de suas regi\u00f5es de origem, numa lista que inclui a castanheira-do-par\u00e1 (Bertholletia excelsa), o ing\u00e1-cip\u00f3 (Inga ynga), a uva-da-Amaz\u00f4nia ou mapatizeiro (Pourouma cecropiifolia), o abieiro (Pouteria caimito), o cacaueiro (Theobroma cacao), o buriti (Mauritia flexuosa) e o a\u00e7aizeiro (Euterpe precatoria).<\/p>\n<p>\u2014 Durante muitos anos os estudos ecol\u00f3gicos ignoraram a influ\u00eancia dos povos pr\u00e9-colombianos na floresta que vemos hoje \u2014 destaca Carolina. \u2014 N\u00f3s descobrimos que um quarto das esp\u00e9cies (de \u00e1rvores) domesticadas da Amaz\u00f4nia est\u00e1 amplamente distribu\u00eddo pela bacia e domina grandes extens\u00f5es da floresta. Estes resultados indicam claramente que a flora amaz\u00f4nica \u00e9, em parte, uma heran\u00e7a viva de seus habitantes do pass<\/p>\n<div id=\"pub-retangulo-2\" class=\"arroba publicidade clearfix\" data-google-query-id=\"CMD8voy7utICFUSFkQodeUIGrQ\"><\/div>\n<p><strong>Cruzamento de dados<\/strong><\/p>\n<p>Para o estudo, os cientistas cruzaram dados de mais de mil \u201ccensos\u201d de \u00e1reas da floresta integrantes da Rede de Diversidade de \u00c1rvores da Amaz\u00f4nia (ATDN, na sigla em ingl\u00eas) \u2014 uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de mais de 180 cientistas para compartilhar informa\u00e7\u00f5es sobre o tema \u2014 com um mapa de mais de tr\u00eas mil s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o. As an\u00e1lises revelaram que quanto mais perto destes s\u00edtios, mais comuns eram os exemplares de \u00e1rvores domesticadas, assim como maior era a diversidade de esp\u00e9cies delas presentes na \u00e1rea.<\/p>\n<div id=\"hybs-slot-6fd92568\" class=\"hybs-slot\">\u00a0\u2014 Isto faz cair por terra o mito da \u201cAmaz\u00f4nia vazia\u201d \u2014 avalia Charles Clement, pesquisador do Inpa e coautor do estudo. \u2014 Os primeiros naturalistas europeus relataram popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas espalhadas vivendo em uma imensa e aparentemente virgem floresta, e esta ideia continua a fascinar a m\u00eddia, os pol\u00edticos, os planejadores e at\u00e9 alguns cientistas. Este estudo confirma que mesmo \u00e1reas da Amaz\u00f4nia que parecem vazias hoje est\u00e3o cheias de pegadas antigas.<\/div>\n<p>O estudo tamb\u00e9m apontou algumas \u00e1reas da Amaz\u00f4nia onde esta influ\u00eancia dos povos antigos \u00e9 maior, com maiores quantidade e diversidade de \u00e1rvores domesticadas. Entre elas se destaca o Sudoeste da floresta, onde as castanheiras ainda s\u00e3o importantes fonte de renda dos habitantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"publicidade-materia \">\n<p><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/sustentabilidade\/povos-antigos-ajudaram-moldar-floresta-amazonica-21004559\">O Globo<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que domestica\u00e7\u00e3o influenciou a distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores vista hoje<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1370","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-radar","category-1","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1370"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1370\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}