{"id":1464,"date":"2017-03-09T16:46:57","date_gmt":"2017-03-09T19:46:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=1464\/"},"modified":"2018-01-26T17:13:02","modified_gmt":"2018-01-26T19:13:02","slug":"em-busca-de-comida-mais-de-100-indios-venezuelanos-warao-migram-para-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/em-busca-de-comida-mais-de-100-indios-venezuelanos-warao-migram-para-manaus\/","title":{"rendered":"Em busca de comida, mais de 100 \u00edndios venezuelanos Warao migram para Manaus"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h4>Os ind\u00edgenas, que j\u00e1 foram deportados pela Pol\u00edcia Federal em Roraima, est\u00e3o recebendo ajuda humanit\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: right;\">Por S\u00edntia Maciel, especial para a Amaz\u00f4nia Real<\/p>\n<p>Quem circula diariamente pelo entorno da Rodovi\u00e1ria de Manaus, nas ruas do Centro ou do bairro Educandos j\u00e1 percebeu homens, mulheres e crian\u00e7as falando uma l\u00edngua estrangeira desconhecida, ou um espanhol incompreens\u00edvel. As mulheres chamam a aten\u00e7\u00e3o pelos longos cabelos escuros e saias e vestidos coloridos. Esses s\u00e3o os \u00edndios venezuelanos da etnia Warao, que est\u00e3o migrando desde o m\u00eas de janeiro \u00e0 capital amazonense em busca de comida.<\/p>\n<p>Eles, que falam a l\u00edngua do mesmo nome da etnia, est\u00e3o longe de casa a uma dist\u00e2ncia superior a 1.700 quil\u00f4metros. S\u00e3o os povos mais antigos do Delta do Orinoco, conhecidos tamb\u00e9m como \u201cpessoas da canoa\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a Pastoral do Migrante, ligada \u00e0 Arquidiocese de Manaus, um mapeamento identificou a presen\u00e7a de 130 \u00edndios Warao na cidade no m\u00eas de janeiro de 2017. Atualmente, eles somam 115 divididos em tr\u00eas grupos. Um deles, com 30 pessoas, est\u00e1 abrigado h\u00e1 mais de um m\u00eas no entorno da Rodovi\u00e1ria, que fica na zona centro-sul da cidade.<\/p>\n<p>No local, eles dormem em barracas de lona azul. Lavam as roupas e as penduram na cerca de arame farpado da rodovi\u00e1ria, como se fosse um gigante varal. Tudo que eles t\u00eam dentro das barracas s\u00e3o sacolas com alimentos, cal\u00e7ados, medicamentos, roupas, brinquedos, entre outros itens, doados pela popula\u00e7\u00e3o de Manaus; pessoas ligadas a igrejas, escolas e o cidad\u00e3o comum que tem o sentimento humanit\u00e1rio e solid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 publicou a ag\u00eancia Amaz\u00f4nia Real, os \u00edndios Warao fogem para cidades brasileiras do extremo Norte desde 2014, quando a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica na Venezuela se agravou, provocando a falta de g\u00eaneros aliment\u00edcios, de higiene pessoal, rem\u00e9dios, atendimento de sa\u00fade e energia para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os \u00edndios viajam das aldeias do Delta do Orinoco, no estado Delta Amacuro, no nordeste do pa\u00eds vizinho, em canoa, \u00f4nibus, pegando carona ou pagando t\u00e1xi para fazer um percurso de 925 quil\u00f4metros at\u00e9 chegar \u00e0 fronteira de Santa Elena do Uair\u00e9n com Pacaraima, em Roraima.<\/p>\n<p>Mas em Roraima, os Warao foram hostilizados por parte da popula\u00e7\u00e3o. Entre 2014 e 2016, a Pol\u00edcia Federal deportou 532 \u00edndios a pedido da Prefeitura de Boa Vista, que atendeu a uma solicita\u00e7\u00e3o de populares descontentes com os \u00edndios pedindo esmolas nos sem\u00e1foros. Em 9 de dezembro do ano passado, a pol\u00edcia tentou fazer uma deporta\u00e7\u00e3o em massa de 450 ind\u00edgenas, mas a Justi\u00e7a Federal suspendeu a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidad\u00e3o (PFDC) do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), em Bras\u00edlia, e de mais 11 organiza\u00e7\u00f5es signat\u00e1rias dos Direitos Humanos, que defendem os direitos e a prote\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e os direitos de migrantes e refugiados, entre elas a Conectas e a C\u00e1ritas Arquidiocesana, da Igreja Cat\u00f3lica, protestaram contra as deporta\u00e7\u00f5es em massa dos Warao pela PF.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia justificou as deporta\u00e7\u00f5es sob o argumento de os \u00edndios Warao serem \u201cestrangeiros que est\u00e3o sem documentos regular de entrada ou vencido exercendo atividade art\u00edstica remunerada, inclusive, pedindo esmolas ou vendendo artesanatos nas ruas e sem\u00e1foros, o que \u00e9 incompat\u00edvel com a condi\u00e7\u00e3o de turista\u201d, diz uma nota divulgada pela PF de Roraima.<\/p>\n<h4>\u00a0Cruzando a floresta amaz\u00f4nica<\/h4>\n<div>\n<dl id=\"attachment_1465\">\n<dt><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/INDIGENAS-WARAO-NO-CENTRO-DE-MANAUS_FOTO-ELAIZE-FARIAS-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" \/><\/dt>\n<dd>As mulheres Warao pedem esmolas e vendem artesanato nas ruas de Manaus (Foto: Ela\u00edze Farias\/Amaz\u00f4nia Real)<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Para chegar a Manaus, os \u00edndios Warao partem de Boa Vista de \u00f4nibus e percorrem os 781 quil\u00f4metros da viagem pela rodovia BR 174 \u2013 que liga os estados do Amazonas e Roraima \u2013 a regi\u00e3o mais preservada da floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Na rodovi\u00e1ria onde est\u00e1 abrigado em uma barraca de lona, o ind\u00edgena Warao Elias Perez, 28 anos, disse em entrevista \u00e0 Amaz\u00f4nia Real que viajou acompanhado da esposa gr\u00e1vida de cinco meses, Domidia, 25 anos. Ele contou que enfrentou tr\u00eas dias de viagem a bordo do \u00f4nibus. O objetivo da migra\u00e7\u00e3o, segundo ele, foi a busca por comida.<\/p>\n<p>\u201cNa Venezuela n\u00e3o temos emprego, n\u00e3o temos comida, n\u00e3o temos rem\u00e9dios, n\u00e3o temos esperan\u00e7as de nada. A nossa \u00fanica sa\u00edda foi vir para o Brasil para conseguir alimentos, roupas, dinheiro e o mais que pudesse, para voltar e ajudar nossos irm\u00e3os. O governo [venezuelano] n\u00e3o nos ajuda em nada\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>Perez conta que na Venezuela trabalhava fazendo pequenos servi\u00e7os, mas em virtude da crise que tomou conta do pa\u00eds n\u00e3o conseguiu nem mesmo quintais para capinar e, assim, sustentar a fam\u00edlia. A expectativa dele \u00e9 partir de Manaus para casa, no Delta do Orinoco, no pr\u00f3ximo m\u00eas de abril. Para isso, eles pretendem arrecadar dinheiro para comprar as passagens de \u00f4nibus.<\/p>\n<p>As empresas que fazem o transporte interestadual entre Manaus e Boa Vista cobram pela passagem de \u00f4nibus de R$ 100 a R$ 164,00. As crian\u00e7as com at\u00e9 6 anos de idade n\u00e3o pagam. Os idosos com documenta\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio da previd\u00eancia social poder receber descontos e at\u00e9 a gratuidade da passagem, mas essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o inclui os imigrantes.<\/p>\n<h4>Manauaras compram artesanatos<\/h4>\n<div>\n<dl id=\"attachment_1466\">\n<dt><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/INDIGENAS-WARAO-NA-RODOVIARIA-DE-MANAUS_FOTO-ALBERTO-CESAR-ARAUJO-6-1024x642-1024x642.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"642\" \/><\/dt>\n<dd>Os artesanatos, como chap\u00e9us, s\u00e3o produzidos pelos homens Warao na rodovi\u00e1ria (Foto: Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/Amaz\u00f4nia Real)<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Uma das formas que os \u00edndios Warao conseguem dinheiro para comprar as passagens de \u00f4nibus \u00e9 vendendo artesanato, arte que predomina nas aldeias desse povo, tamb\u00e9m conhecido como \u2018pessoas da canoa\u2019, pois s\u00e3o ex\u00edmios pescadores.<\/p>\n<p>A adolescente Siomara Moranera tem 17 anos. Ela, a m\u00e3e, Zulema Moranera, 35 anos, a av\u00f3, Cornotera Moranera, 65 anos, e dois irm\u00e3os, de cinco e sete anos de idade, est\u00e3o abrigados na rodovi\u00e1ria de Manaus. Todas as mulheres s\u00e3o artes\u00e3s.<\/p>\n<p>\u201cFa\u00e7o colares, pulseiras, brincos e a minha m\u00e3e com a minha av\u00f3 saem para vender diariamente no Centro de Manaus. As pe\u00e7as variam de R$ 2 a R$ 5. \u00c9 a \u00fanica forma que temos para levantar algum dinheiro para comprar nossas passagens de volta para casa\u201d, destaca a jovem ind\u00edgena Warao.<\/p>\n<p>Assim como Elias, Siomara reclamou da falta de oportunidades na Venezuela. \u201c\u00c9 grande o desemprego e o desespero entre os venezuelanos. Muitas pessoas est\u00e3o passando fome por n\u00e3o conseguir uma ocupa\u00e7\u00e3o remunerada\u201d, diz.<\/p>\n<p>Apesar da ajuda que vem recebendo da popula\u00e7\u00e3o de Manaus, com doa\u00e7\u00e3o de roupas, g\u00eaneros aliment\u00edcios, entre outros materiais, tanto Siomara quanto Elias n\u00e3o souberam dizer quando ir\u00e3o voltar para a casa. Eles dizem que n\u00e3o h\u00e1 perspectivas de uma vida melhor em seu pa\u00eds.<\/p>\n<h4>Ajuda humanit\u00e1ria<\/h4>\n<div>\n<dl id=\"attachment_1467\">\n<dt><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Mulher-Warao-1024x657.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"657\" \/><\/dt>\n<dd>Mulher Warao, etnia ind\u00edgena mais antiga do Delta do Orinoco, na Venezuela (Foto: Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajoAmaz\u00f4nia Real)<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Na primeira quinzena de fevereiro deste ano, um grupo de 40 alunos da Escola Adventista realizou uma a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria na rodovi\u00e1ria de Manaus. Eles distribu\u00edram alimentos n\u00e3o perec\u00edveis, brinquedos e roupas aos ind\u00edgenas Warao. Um levantamento preliminar, de acordo com a diretora-geral das Escolas Adventistas do Amazonas e Roraima, Ede\u00edse Printes, identificou as necessidades do grupo.<\/p>\n<p>\u201cAo longo dos anos trabalhamos v\u00e1rios projetos de a\u00e7\u00e3o social e sempre envolvemos os jovens das nossas escolas. No levantamento feito aqui [Manaus], identificamos 30 pessoas e o que de mais urgente elas precisavam, como roupas e alimentos n\u00e3o perec\u00edveis\u2033, informa Printes. Segundo ela, uma a\u00e7\u00e3o semelhante tamb\u00e9m foi realizada pela igreja em Boa Vista.<\/p>\n<p>A chegada dos \u00edndios Warao a Manaus chamou a aten\u00e7\u00e3o da Pastoral do Migrante, ligada \u00e0 Arquidiocese de Manaus. A coordenadora da institui\u00e7\u00e3o, Valdiza Carvalho, diz que \u00e9 preocupante no grupo a falta de documenta\u00e7\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o e a vulnerabilidade de mulheres e crian\u00e7as. Por isso, segundo ela, as a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias junto aos ind\u00edgenas precisam ser feitas quando chegam na cidade.<\/p>\n<p>Desde o final de 2010 o fluxo migrat\u00f3rio de estrangeiros aumentou em Manaus. Os haitianos chegaram em massa ap\u00f3s o terremoto que devastou Haiti. Entre 2011 e 2016 foram mais de 10 mil pedidos de ref\u00fagio solicitados pelos imigrantes na capital amazonense.<\/p>\n<p>Atualmente esse fluxo migrat\u00f3rio de haitianos caiu, segundo a Pastoral. De dezembro de 2016 a fevereiro de 2017 chegaram apenas 154 haitianos.<\/p>\n<p>Conforme Valdiza Carvalho, um mapeamento realizado por institui\u00e7\u00f5es envolvidas com a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias identificou a imigra\u00e7\u00e3o de 130 ind\u00edgenas Warao desde o m\u00eas de janeiro de 2017. Desse n\u00famero, por\u00e9m, ao menos 15 Warao j\u00e1 retornaram para a Venezuela de \u00f4nibus, durante o per\u00edodo do Carnaval, restando na cidade 115 migrantes.<\/p>\n<p>No caso dos \u00edndios Warao, a coordenadora da Pastoral do Mirante constatou que eles n\u00e3o querem ir para um abrigo p\u00fablico. \u201cEm virtude da quest\u00e3o cultural, os ind\u00edgenas n\u00e3o quiseram ficar nos abrigos que conseguimos, por serem fechados. Eles preferirem locais abertos\u201d, diz Valdiza Carvalho.<\/p>\n<p>Segundo ela, representantes da pastoral participaram de reuni\u00f5es na Secretaria de Justi\u00e7a, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) do estado e na Secretaria Municipal de Assist\u00eancia Social e Direitos Humanos (Semasdh) nas quais foram tra\u00e7adas algumas estrat\u00e9gias para a ajuda humanit\u00e1ria aos \u00edndios Warao. As pessoas doentes foram encaminhadas a unidades de sa\u00fade, diz. \u201cA nossa preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 com as crian\u00e7as que se encontram nas ruas, correndo riscos\u201d, afirma Valdiza Carvalho.<\/p>\n<p>Ela disse que os ind\u00edgenas migrantes da Venezuela que permanecem na cidade s\u00e3o acompanhados pela Pastoral do Migrante e pelas secretarias do governo e da prefeitura. No pr\u00f3ximo dia 20 de mar\u00e7o haver\u00e1 uma nova reuni\u00e3o para avaliar a situa\u00e7\u00e3o deles. \u201cEssa ser\u00e1 a quarta reuni\u00e3o em que ser\u00e1 avaliado o que as duas secretarias [Sejusc e Semmasdh] podem fazer pelos ind\u00edgenas que ainda est\u00e3o aqui em Manaus\u201d, diz Valdiza Carvalho.<\/p>\n<h4>\u00a0Pastoral descarta deporta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<div>\n<dl id=\"attachment_1468\">\n<dt><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Warao-lavam-as-roupas-Manaus-1024x529.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"529\" \/><\/dt>\n<dd>Os Warao lavam as roupas e as penduram na cerca de Rodovi\u00e1ria de Manaus (Foto: Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/Amaz\u00f4nia Real)<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Indagada pela Amaz\u00f4nia Real sobre as deporta\u00e7\u00f5es que a Pol\u00edcia Federal fez de \u00edndios Warao em Roraima e contestadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fabico Federal, a coordenadora da Pastoral do Migrante descartou uma a\u00e7\u00e3o semelhante da PF em Manaus.<\/p>\n<p>\u201cAo contr\u00e1rio do que ocorreu em Boa Vista, em Manaus n\u00e3o h\u00e1 esse risco. A Pol\u00edcia Federal n\u00e3o tem dinheiro para custear as passagens para deportar essas pessoas. Eles n\u00e3o est\u00e3o fornecendo formul\u00e1rios para quem precisa emitir alguns documentos, imagina pagar a passagem de volta dessas pessoas, ainda que seja via deporta\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Valdiza Carvalho.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia Real procurou a Superintend\u00eancia da Pol\u00edcia Federal no Amazonas para a Delegacia de Migra\u00e7\u00e3o falar sobre os \u00edndios Warao. As perguntas foram enviadas por e-mail mas n\u00e3o foram respondidas at\u00e9 o momento, entre elas, sobre o n\u00famero de imigrantes venezuelanos em Manaus, destacando o total de ind\u00edgenas. A reportagem apurou que, por duas vezes, agentes federais estiveram no abrigo de \u00edndios na rodovi\u00e1ria da cidade, mas sem abordagem ostensiva.<\/p>\n<h4>Em Boa Vista os Warao t\u00eam um abrigo<\/h4>\n<div>\n<dl id=\"attachment_1469\">\n<dt><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ESPECIAL-CRISE-NA-VENEZUELA_INDIOS-NA-FEIRA-DO-PASSARAO_BOA-VISTA_FOTO-MARCELO-MORA_AMAZONIA-REAL-3-1024x683-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/dt>\n<dd>Mulheres ind\u00edgenas da etnia Warao migram para Roraima (Foto: Marcelo Mora\/Amaz\u00f4nia Real)<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>Na capital de Roraima est\u00e3o vivendo atualmente 209 \u00edndios Warao no abrigo administrado pelo Centro de Refer\u00eancia ao Imigrante (CRI), segundo a Coordena\u00e7\u00e3o do Gabinete Integrado de Gest\u00e3o Migrat\u00f3ria de Roraima (CAMs), ligado a Secretaria de Defesa Civil. A assessoria de imprensa do governo disse que n\u00e3o h\u00e1 uma estat\u00edstica sobre o n\u00famero de \u00edndios dessa etnia na cidade de Pacaraima.<\/p>\n<p>Segundo a CAMs, 30 mil venezuelanos migraram para Roraima entre 2015 e 2016, sendo que mais de 900 eram \u00edndios Warao. A coordena\u00e7\u00e3o disse que a cria\u00e7\u00e3o do Centro de Refer\u00eancia ao Imigrante (CRI) os migrantes ind\u00edgenas passaram viver no abrigo, onde t\u00eam alimenta\u00e7\u00e3o e atendimento m\u00e9dico. \u201cDessa forma reduziu-se a necessidade da mendic\u00e2ncia. Al\u00e9m disso tamb\u00e9m houve uma campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no sentido de n\u00e3o estimular mais a mendic\u00e2ncia. Assim muitos [ Warao] retornaram \u00e0 Venezuela ou dirigiram-se para Manaus\u201d, disse a assessoria<\/p>\n<p>Sobre o atual fluxo migrat\u00f3rio de venezuelanos para Roraima, a assessoria da CAMs disse que est\u00e1 prosseguindo de forma constante. \u201cN\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que essa situa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 se alterar\u201d, informou a assessoria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/amazoniareal.com.br\/em-busca-de-comida-mais-de-100-indios-venezuelanos-warao-migram-para-manaus\/\">Amaz\u00f4nia Real<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Os ind\u00edgenas, que j\u00e1 foram deportados pela Pol\u00edcia Federal em Roraima, est\u00e3o recebendo ajuda humanit\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o Por S\u00edntia Maciel, especial para a Amaz\u00f4nia Real Quem circula diariamente pelo entorno da Rodovi\u00e1ria de Manaus, nas ruas do Centro ou do bairro Educandos j\u00e1 percebeu homens, mulheres e crian\u00e7as falando uma l\u00edngua estrangeira desconhecida, ou&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1464","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-radar","category-1","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1464"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1464\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}