{"id":16766,"date":"2020-07-23T11:46:55","date_gmt":"2020-07-23T14:46:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=16766"},"modified":"2020-07-24T12:02:16","modified_gmt":"2020-07-24T15:02:16","slug":"pouca-terra-para-muito-indio-estudo-detecta-alta-densidade-populacional-em-metade-das-tis-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/pouca-terra-para-muito-indio-estudo-detecta-alta-densidade-populacional-em-metade-das-tis-do-brasil\/","title":{"rendered":"Pouca terra para muito \u00edndio: estudo detecta alta densidade populacional em metade das TIs do Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<div class=\"article-headline\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><span style=\"font-size: 14px;\">por <\/span><a style=\"font-size: 14px; font-weight: normal;\" href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/by\/liz-kimbrough-2\/\" rel=\"tag\" data-wpel-link=\"internal\">Liz Kimbrough<\/a><span style=\"font-size: 14px;\">\u00a0 | Traduzido por <\/span><a style=\"font-size: 14px; font-weight: normal;\" href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/by\/roberto-cataldo\" data-wpel-link=\"internal\">Roberto Cataldo<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Mongabay<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>23 de julho de 2020<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<ul>\n<li><em>Nova pesquisa afirma que grandes reservas protegidas legalmente s\u00e3o necess\u00e1rias para que os povos ind\u00edgenas mantenham seus meios tradicionais de subsist\u00eancia.<\/em><\/li>\n<li><em>Os autores ficaram surpresos ao encontrar altas densidades populacionais dentro de quase metade (295) das terras ind\u00edgenas brasileiras.<\/em><\/li>\n<li><em>Quase um quinto de todos os animais e plantas da Amaz\u00f4nia vive dentro das terras ind\u00edgenas, que ret\u00eam 25,5% de todos os estoques de carbono no Brasil.<\/em><\/li>\n<li><em>Alterar o status de prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas ou abri-las a atividades econ\u00f4micas s\u00e3o medidas que afetar\u00e3o a integridade etnocultural e prejudicar\u00e3o os compromissos do Brasil com a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"mceTemp\">Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0264837719312712\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">nova pesquisa<\/a>\u00a0publicada na revista\u00a0<em>Land Use Policy<\/em>\u00a0afirma que terras ind\u00edgenas de grande extens\u00e3o s\u00e3o o m\u00ednimo necess\u00e1rio para que os povos ind\u00edgenas mantenham seus meios de subsist\u00eancia tradicionais e preservem os benef\u00edcios ambientais proporcionados por esses territ\u00f3rios.<\/div>\n<p>\u201cO nosso artigo refuta completamente a bandeira pol\u00edtica anti-ind\u00edgena, muitas vezes expressa no Brasil, de que h\u00e1 \u2018muita terra para pouco \u00edndio\u2019\u201d, diz o coautor do estudo.Rodrigo Begotti, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Usando dados do censo e mapas de uso da terra de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, os pesquisadores analisaram 587 terras ind\u00edgenas demarcadas, que somam 1,9 milh\u00e3o de km<sup>2<\/sup>\u00a0\u2013 uma \u00e1rea quase quatro vezes o tamanho da Espanha. As terras ind\u00edgenas (TIs) representam 13,5% do territ\u00f3rio brasileiro e abrigam meio milh\u00e3o de pessoas, que falam 280 idiomas diferentes.<\/p>\n<p>Os autores do estudo ficaram surpresos ao encontrar altas densidades populacionais\u00a0 dentro de quase metade (295) das terras ind\u00edgenas brasileiras. Apenas 208 TIs tiveram as baixas densidades populacionais t\u00edpicas de sociedades tradicionais de ca\u00e7adores-coletores, horticultores e semin\u00f4mades.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16757\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1975\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-300x289.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-1024x987.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-768x741.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-1536x1481.jpg 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mapa_TI_brasil_2015_A4_2-500x482.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><em>Terras ind\u00edgenas no Brasil. Mapa: Instituto Socioambiental.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsses resultados mostram a import\u00e2ncia fundamental de garantirmos prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica a terras ind\u00edgenas suficientemente grandes. Essas terras continuam sendo fundamentais para que o Brasil cumpra seus compromissos internacionais de proteger a biodiversidade tropical e mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirma o coautor do estudo, Carlos Peres.<\/p>\n<p>As terras ind\u00edgenas brasileiras proporcionam benef\u00edcios ambientais em escala global. Quase um quinto de todos os animais e plantas da Amaz\u00f4nia vive nessas reservas, que ret\u00eam 25,5% (cerca de 13 gigatoneladas) de todos os estoques de carbono no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, quase 90% das terras ind\u00edgenas analisadas t\u00eam uma propor\u00e7\u00e3o maior de cobertura vegetal nativa do que \u00e1reas pr\u00f3ximas e protegem quase um oitavo do territ\u00f3rio brasileiro \u2013 mais de 1 milh\u00e3o de km<sup>2<\/sup>\u00a0de florestas, campos e savanas.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m constatamos que os meios de subsist\u00eancia tradicionais dos ind\u00edgenas brasileiros est\u00e3o intrinsecamente ligados a condi\u00e7\u00f5es ambientais saud\u00e1veis \u200b\u200be que as terras ind\u00edgenas ainda s\u00e3o eficazes na preven\u00e7\u00e3o do desmatamento\u201d, diz Begotti.<\/p>\n<p>Segundo os autores, modificar o status de prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas ou abri-las a atividades econ\u00f4micas, como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/04\/mineracao-de-ouro-ameaca-reservas-indigenas-na-amazonia\/\" data-wpel-link=\"internal\">minera\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e agricultura voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>commodities<\/em>, afetar\u00e1 a integridade etnocultural e prejudicar\u00e1 os compromissos do Brasil com a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, existe uma forte press\u00e3o pol\u00edtica para integrar os povos ind\u00edgenas \u00e0 economia de mercado, estabelecendo cultivos de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0e liberando a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas\u201d, afirma Begotti . \u201cA justificativa \u00e9 que os povos ind\u00edgenas querem ter acesso a bens de consumo e devem gerar receita monet\u00e1ria, independentemente dos riscos \u00e0 sua diversidade etnocultural e a seus conhecimentos tradicionais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16760\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/uncontacted-amazon-indigenous-tribe-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"843\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/uncontacted-amazon-indigenous-tribe-4.jpg 1280w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/uncontacted-amazon-indigenous-tribe-4-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/uncontacted-amazon-indigenous-tribe-4-1024x674.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/uncontacted-amazon-indigenous-tribe-4-768x506.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/uncontacted-amazon-indigenous-tribe-4-500x329.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><em>Grupo ind\u00edgena isolado na Amaz\u00f4nia, fotografado por autoridades da Funai. Foto: Gleison Miranda\/Funai.<\/em><\/p>\n<p>Em 1988, a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira reconheceu os direitos dos povos ind\u00edgenas \u00e0 terra, em \u00e1reas chamadas legalmente de terras ind\u00edgenas (TIs). A Funai, \u00f3rg\u00e3o federal respons\u00e1vel pela prote\u00e7\u00e3o e a demarca\u00e7\u00e3o dessas terras e por tribos isoladas, sofreu graves cortes or\u00e7ament\u00e1rios sob a gest\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro, tornando quase imposs\u00edvel demarcar novas terras ind\u00edgenas ou garantir as prote\u00e7\u00f5es previstas na lei.<\/p>\n<p>\u201cPara os povos ind\u00edgenas, a garantia de seus direitos \u00e0 terra \u00e9 fundamental para manter sua identidade coletiva e sua autodetermina\u00e7\u00e3o\u201d, diz Begotti. \u201cInfelizmente, o atual cen\u00e1rio legislativo do Brasil e a exist\u00eancia de um executivo federal hostil apenas estimularam conflitos de terra e viol\u00eancia rural contra esses povos, fazendo com que aumentassem os \u00edndices de desmatamento em terras ind\u00edgenas.\u201d<\/p>\n<p>Os \u00edndices de suic\u00eddio e pobreza encontrados em grupos ind\u00edgenas que ainda n\u00e3o tiveram seus direitos \u00e0 terra reconhecidos s\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2019\/10\/violencia-contra-indigenas-aumenta-no-brasil\/\" data-wpel-link=\"internal\">elevados<\/a>. Esses direitos s\u00e3o fundamentais n\u00e3o apenas para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza, mas tamb\u00e9m para garantir um amplo leque de direitos humanos, como os direitos a comida, \u00e1gua, condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de sa\u00fade e identidade etnocultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16754\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/aguarana06-768x514-1.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"514\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/aguarana06-768x514-1.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/aguarana06-768x514-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/aguarana06-768x514-1-500x335.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><em>Guaran\u00e1 Sater\u00e9-Maw\u00e9, cultivado na Terra Ind\u00edgena Andir\u00e1-Marau (AM). Foto: Xavier Bartaburu.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cBegotti e Peres apresentam uma compila\u00e7\u00e3o valiosa da enxurrada de retrocessos sofridos pela biodiversidade e os povos ind\u00edgenas do Brasil desde que Bolsonaro assumiu a presid\u00eancia, em janeiro de 2019\u201d, diz Philip Fearnside, professor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa).<\/p>\n<p>Apenas algumas semanas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o desse estudo, uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/05\/quem-ganha-com-a-nova-lei-que-admite-venda-de-imoveis-em-terras-indigenas\/\" data-wpel-link=\"internal\">instru\u00e7\u00e3o normativa<\/a>\u00a0da Funai abriu 98 mil km<sup>2<\/sup>\u00a0de terras ind\u00edgenas a estrangeiros, retirando a prote\u00e7\u00e3o de 237 \u00e1reas cujo processo de homologa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o havia sido conclu\u00eddo. Mais uma amea\u00e7a entre as j\u00e1 muitas que pairam sobre os territ\u00f3rios ind\u00edgenas do Brasil, como a crescente presen\u00e7a de grileiros e garimpeiros dentro das reservas e o impacto causado por grandes obras de infraestrutura, como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2017\/02\/brasil-desprovido-barragem-belo-monte-devastadora-as-culturas-indigenas\/\" data-wpel-link=\"internal\">usinas<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/04\/projetos-de-estradas-na-amazonia-podem-desmatar-24-milhoes-de-hectares-nos-proximos-20-anos\/\" data-wpel-link=\"internal\">rodovias<\/a>.<\/p>\n<p>Sobre a mensagem que os autores gostariam de transmitir ao governo brasileiro, Begotti responde mencionando palavras de um grande defensor dos povos ind\u00edgenas, Orlando Villas-B\u00f4as.\u00a0\u201cCom base nesse argumento\u201d, diz Begotti, \u201cconcordar\u00edamos com Villas-B\u00f4as ao afirmar que estamos cada vez mais pr\u00f3ximos de extirpar uma hist\u00f3ria de pelo menos 8 mil anos de diversidade etnocultural de nosso estado-na\u00e7\u00e3o e todos os conhecimentos tradicionais associados a ele, assimilados durante um longo processo de tentativa e erro, que teve bastante \u00eaxito no trato com os ecossistemas naturais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16751\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/co\u0301pia-de-_AFC6731ed-2-1200x800-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/co\u0301pia-de-_AFC6731ed-2-1200x800-1.jpg 1200w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/co\u0301pia-de-_AFC6731ed-2-1200x800-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/co\u0301pia-de-_AFC6731ed-2-1200x800-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/co\u0301pia-de-_AFC6731ed-2-1200x800-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/co\u0301pia-de-_AFC6731ed-2-1200x800-1-500x333.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><em>Ind\u00edgena Tuyuka no Rio Negro, Amazonas. Foto: Xavier Bartaburu.<\/em><\/p>\n<p><i><em>Imagem do banner: Celebra\u00e7\u00e3o tradicional do povo Tuyuka, no Amazonas. Foto: Xavier Bartaburu.<\/em><\/i><\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: <a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/07\/pouca-terra-para-muito-indio-estudo-detecta-alta-densidade-populacional-em-metade-das-tis-do-brasil\/\">https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/07\/pouca-terra-para-muito-indio-estudo-detecta-alta-densidade-populacional-em-metade-das-tis-do-brasil\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Leia o estudo completo aqui:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Rapidly-escalating-threats-to-the-biodiversity-and-ethnocultural-capital.pdf\"><strong><em>Rapidly escalating threats to the biodiversity and ethnocultural capital of Brazilian Indigenous Lands<\/em> &#8211; Rodrigo A. Begottia, Carlos A. Peres (PDF)<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.landusepol.2020.104694\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.landusepol.2020.104694<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova pesquisa afirma que grandes reservas protegidas legalmente s\u00e3o necess\u00e1rias para que os povos ind\u00edgenas mantenham seus meios tradicionais de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Os autores ficaram surpresos ao encontrar altas densidades populacionais dentro de quase metade (295) das terras ind\u00edgenas brasileiras.<\/p>\n<p>Quase um quinto de todos os animais e plantas da Amaz\u00f4nia vive dentro das terras ind\u00edgenas, que ret\u00eam 25,5% de todos os estoques de carbono no Brasil.<\/p>\n<p>Alterar o status de prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas ou abri-las a atividades econ\u00f4micas s\u00e3o medidas que afetar\u00e3o a integridade etnocultural e prejudicar\u00e3o os compromissos do Brasil com a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":16763,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16766","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-1","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16766","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16766"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16766\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16773,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16766\/revisions\/16773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}