{"id":25528,"date":"2021-07-13T09:57:25","date_gmt":"2021-07-13T12:57:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=25528"},"modified":"2021-08-04T10:13:19","modified_gmt":"2021-08-04T13:13:19","slug":"pesquisa-da-ufmg-aponta-que-apenas-34-do-ouro-explorado-no-pais-tem-origem-legal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/pesquisa-da-ufmg-aponta-que-apenas-34-do-ouro-explorado-no-pais-tem-origem-legal\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFMG aponta que apenas 34% do ouro explorado no pa\u00eds tem origem legal"},"content":{"rendered":"<div class=\"row content-head non-featured \">\n<div class=\"medium-centered subtitle\">\n<h2 class=\"content-head__subtitle\" style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 14px; font-weight: normal;\">Por Thais Pimentel, G1 Minas \u2014 Belo Horizonte<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">13 de julho de 2021<\/p>\n<\/div>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-25525\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-08-04-a\u0300s-09.55.17-1-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-08-04-a\u0300s-09.55.17-1-300x200.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-08-04-a\u0300s-09.55.17-1-500x334.png 500w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-08-04-a\u0300s-09.55.17-1.png 723w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF),\u00a0<span class=\"highlight highlighted\">aponta que apenas 34% das 174 toneladas de ouro explorado no Brasil, entre 2019 e 2020, t\u00eam origem legal comprovada.<\/span><\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"49\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Do total, em 38% faltaram dados geogr\u00e1ficos. J\u00e1 os outros\u00a0<span class=\"highlight highlighted\">28% apresentaram irregularidades<\/span>. N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de explora\u00e7\u00e3o em 6,3 toneladas extra\u00eddas de processos miner\u00e1rios. A pesquisa aponta ainda que 41,1 toneladas foram retiradas em \u00e1reas onde a lavra extrapolou os limites autorizados pela Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"60\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O preju\u00edzo socioambiental causado por estas 6,3 toneladas extra\u00eddas ilegalmente \u00e9 de R$ 16,4 bilh\u00f5es. Para se ter uma ideia, a Uni\u00e3o, com toda a produ\u00e7\u00e3o de ouro, arrecadou R$ 640 milh\u00f5es. De acordo com os pesquisadores, trata-se de uma atividade econ\u00f4mica que concentra o lucro na m\u00e3o de poucas empresas, mas que &#8220;socializa&#8221; os preju\u00edzos causados pela degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O estudo cruzou dados de 17,5 mil transa\u00e7\u00f5es registradas ao emitir a guia de pagamento da Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (CFEM). O total de ouro irregular comercializado no per\u00edodo soma R$ 9,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><em>\u201cA partir do momento em que a legisla\u00e7\u00e3o trata a garantia da origem legal do ouro de garimpo pela palavra do vendedor e na presumida boa-f\u00e9 do comprador, ela cria a lacuna para que o ouro il\u00edcito seja &#8216;esquentado&#8217; e entre no mercado legal. Ou seja, um garimpeiro de Roraima pode vender o ouro no Par\u00e1 citando um processo miner\u00e1rio do Par\u00e1 ou vender o ouro sem nem mesmo ter um processo miner\u00e1rio, e o pr\u00f3prio comprador se encarrega de falsificar a real origem do ouro\u201d,<\/em> disse o pesquisador Bruno Manzolli, que coordena o estudo.<\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"23\" data-block-id=\"9\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Os principais estados que apresentam irregularidades na explora\u00e7\u00e3o de ouro s\u00e3o Par\u00e1 e Mato Grosso, com 17,7 e 14,2 toneladas irregulares, respectivamente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"51\" data-block-id=\"10\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cO Par\u00e1 \u00e9 o foco do problema relacionado \u00e0s lavras garimpeiras e ilustra como a legisla\u00e7\u00e3o atual estimula o avan\u00e7o do garimpo ilegal. Das 30,7 toneladas, identificamos 12,3 que originam de processos miner\u00e1rios onde a lavra extrapola os limites legais. Essa \u00e9 a irregularidade que ocorre com mais frequ\u00eancia\u201d, contou Manzolli.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"25\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Grande parte da explora\u00e7\u00e3o ilegal no estado acontece no entorno da terra ind\u00edgena Munduruku. Entidades n\u00e3o governamentais afirmam que h\u00e1 442 garimpos na \u00e1rea.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"92\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\"content-text__container\"><em>\u201cA gente percebe o aumento da press\u00e3o de garimpeiros \u00e0s comunidades ind\u00edgenas pelos conflitos recentes que v\u00eam ocorrendo em Roraima e no Par\u00e1, por exemplo, e pelos alertas do DETER (sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que contabilizam 5 mil hectares com o uso do solo convertido para minera\u00e7\u00e3o entre 2019 e 2020. Os principais motivos para isso s\u00e3o a alta do ouro no mercado internacional, o desmonte das ag\u00eancias ambientais, o que dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas principalmente a nossa antiquada legisla\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria e a prec\u00e1ria fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, disse ele.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2021\/07\/13\/pesquisa-da-ufmg-aponta-que-apenas-34percent-do-ouro-explorado-no-pais-tem-origem-legal.ghtml\">Pesquisa da UFMG aponta que apenas 34% do ouro explorado no pa\u00eds tem origem legal<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Thais Pimentel, G1 Minas \u2014 Belo Horizonte 13 de julho de 2021 Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF),\u00a0aponta que apenas 34% das 174 toneladas de ouro explorado no Brasil, entre 2019 e 2020, t\u00eam origem legal comprovada. 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