{"id":26700,"date":"2021-09-30T12:48:29","date_gmt":"2021-09-30T15:48:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=26700"},"modified":"2021-09-30T12:58:06","modified_gmt":"2021-09-30T15:58:06","slug":"amazonia-transformada-36-anos-de-mudancas-1985-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/amazonia-transformada-36-anos-de-mudancas-1985-2020\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia transformada: 36 anos de mudan\u00e7as (1985-2020)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-26683\" src=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt.png\" alt=\"\" width=\"757\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt.png 2000w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt-300x193.png 300w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt-1024x657.png 1024w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt-768x493.png 768w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt-1536x986.png 1536w, https:\/\/www.raisg.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa_pt-500x321.png 500w\" sizes=\"(max-width: 757px) 100vw, 757px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><b>Levantamento in\u00e9dito do MapBiomas Amaz\u00f4nia mostra que\u00a0<\/b><b>perda de cobertura vegetal em 36 anos equivale a um Chile\u00a0<\/b><\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><b><i>Especialistas alertam que a Amaz\u00f4nia poder\u00e1 alcan\u00e7ar o ponto de ruptura\u00a0<\/i><\/b><b><i>ainda nesta d\u00e9cada se o ritmo de destrui\u00e7\u00e3o persistir<\/i><\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre 1985 e 2020, a Amaz\u00f4nia perdeu 52% de suas geleiras e 74,6 milh\u00f5es de hectares de sua cobertura vegetal natural &#8211; uma \u00e1rea equivalente ao territ\u00f3rio do Chile. No mesmo per\u00edodo houve um crescimento de 656% na minera\u00e7\u00e3o, 130% na infraestrutura urbana e 151% na agricultura e pecu\u00e1ria. Estas s\u00e3o algumas das principais conclus\u00f5es de um mapeamento in\u00e9dito do <a href=\"https:\/\/amazonia.mapbiomas.org\/\">MapBiomas Amaz\u00f4nia<\/a> que ser\u00e1 apresentado nesta quinta-feira, 30 de setembro, por meio da plataforma <\/span><a href=\"http:\/\/youtube.com\/raisg\"><span style=\"font-weight: 400;\">youtube.com\/raisg<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e0s 9h do Peru, Equador e Col\u00f4mbia; 10:00 da Bol\u00edvia e Venezuela; e 11:00 do Brasil.\u00a0 A Cole\u00e7\u00e3o 3.0 de Mapas Anuais de Cobertura e Uso do Solo da Amaz\u00f4nia incorpora todo o bioma, desde os Andes, passando pela plan\u00edcie amaz\u00f4nica e alcan\u00e7ando as transi\u00e7\u00f5es com o Cerrado e o Pantanal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mapeamento temporal do uso e cobertura de solo do bioma mostrou que se em 1985 apenas 6% da Amaz\u00f4nia havia sido convertidos em \u00e1reas antr\u00f3picas, como pastagens, agricultura, minera\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas urbanas, em 2020, esse percentual quase triplicou, chegando a 15% de toda a regi\u00e3o. O processo varia consideravelmente entre os pa\u00edses, sendo apenas 1% para Suriname, Guiana e Guiana Francesa e, no outro extremo, 19% no Brasil. Estudos recentes sugerem que a perda de 20-25% da cobertura florestal da Amaz\u00f4nia pode significar o \u2018ponto de inflex\u00e3o\u2019 (ponto de ruptura) para os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da Amaz\u00f4nia. Se a tend\u00eancia atual verificada pela MapBiomas continuar, essa virada poder\u00e1 ser alcan\u00e7ada ainda nesta d\u00e9cada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gerada por t\u00e9cnicos e especialistas de cada um dos pa\u00edses que integram a Amaz\u00f4nia a partir de imagens de sat\u00e9lite, esta terceira cole\u00e7\u00e3o de dados inclui novas classes de uso, como Minera\u00e7\u00e3o e Infraestrutura Urbana, al\u00e9m de mapas e dados sobre os vetores de press\u00e3o nas florestas e outras coberturas, como concess\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o, blocos de petr\u00f3leo, estradas e usinas hidrel\u00e9tricas.\u00a0 O objetivo \u00e9 contribuir para o conhecimento da situa\u00e7\u00e3o atual da regi\u00e3o amaz\u00f4nica de forma integral &#8211; tanto das mudan\u00e7as no uso do solo em toda a Amaz\u00f4nia como das press\u00f5es sobre suas florestas e ecossistemas naturais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cReconstruir a hist\u00f3ria de nossa Amaz\u00f4nia olhando as mudan\u00e7as ano a ano em suas coberturas naturais, identificando perdas de coberturas t\u00e3o importantes como geleiras e florestas em geral, nos ajuda a construir e propor estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o mais precisas\u201d, destaca Beto Ricardo, coordenador geral da RAISG.\u00a0 \u201cA Cole\u00e7\u00e3o 3.0 do MapBiomas Amaz\u00f4nia mostra uma antropiza\u00e7\u00e3o profunda e r\u00e1pida em curso na regi\u00e3o\u201d, afirma Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas. \u201cNos atuais mapeamentos do MapBiomas em toda a Am\u00e9rica do Sul este \u00e9 um padr\u00e3o marcante. Os dados s\u00e3o inestim\u00e1veis \u200b\u200bpara o entendimento da din\u00e2mica de uso dos recursos naturais da regi\u00e3o, al\u00e9m de contribuir para a modelagem clim\u00e1tica e o c\u00e1lculo das emiss\u00f5es e remo\u00e7\u00f5es de gases de efeito estufa devido \u00e0s mudan\u00e7as e uso do solo na regi\u00e3o\u201d, completa.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<h3><b>SOBRE MAPBIOMAS AMAZ\u00d4NIA<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">MapBiomas Amaz\u00f4nia \u00e9 uma iniciativa liderada pela Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00f5es Socioambientais Georreferenciadas (RAISG) com o apoio do MapBiomas. Em 2019, lan\u00e7ou a Primeira Cole\u00e7\u00e3o, abrangendo o per\u00edodo de 2000 a 2017; em 2020, a Segunda Cole\u00e7\u00e3o, que cobre 1985-2018. Agora, ap\u00f3s intenso trabalho dos integrantes da (RAISG) e colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da equipe da MapBiomas Brasil, a Terceira Cole\u00e7\u00e3o abrange os 36 anos entre 1985 e 2020: <\/span><a href=\"http:\/\/amazonia.mapbiomas.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/amazonia.mapbiomas.org<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o mais de 3 d\u00e9cadas de hist\u00f3ria de Ocupa\u00e7\u00e3o e Uso de solo da Amaz\u00f4nia em mapas anuais de 1985 a 2020 com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros. As informa\u00e7\u00f5es do mapeamento s\u00e3o de livre acesso e download e compat\u00edveis para todos os pa\u00edses da regi\u00e3o. A plataforma oferece a possibilidade de visualiza\u00e7\u00e3o dos mapas em n\u00edvel regional, nacional e at\u00e9 local, identificando as \u00e1reas cobertas por florestas, campos naturais, manguezais, agricultura, rios, entre outros, permitindo conhecer a situa\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, bem como tend\u00eancias, na unidade que se deseja trabalhar. Permite tamb\u00e9m entender a din\u00e2mica das mudan\u00e7as de uso da terra segundo recortes fundi\u00e1rios, como dentro e fora de uma Terra Ind\u00edgena ou \u00c1rea Protegida, gra\u00e7as ao fato de que a plataforma oferece n\u00e3o s\u00f3 mapas, mas tamb\u00e9m estat\u00edsticas apresentadas em tabelas e gr\u00e1ficos din\u00e2micos com as mudan\u00e7as de uso no per\u00edodo que o usu\u00e1rio necessita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ferramenta de mapeamento do uso do solo foi desenvolvida pelo MapBiomas para ser aplicada inicialmente no Brasil. Para a totalidade do bioma amaz\u00f4nico, foi aprimorada com a contribui\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es membros da RAISG para adequar os resultados e an\u00e1lises \u00e0 geografia de cada um dos pa\u00edses.\u00a0 Em particular, foi necess\u00e1rio levar em considera\u00e7\u00e3o as varia\u00e7\u00f5es altitudinais t\u00edpicas da Amaz\u00f4nia andina. Atualmente, a ferramenta de mapeamento MapBiomas inclui 28 classes, que v\u00e3o desde geleiras andinas a forma\u00e7\u00f5es florestais nas plan\u00edcies amaz\u00f4nicas.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<h3><b>SOBRE RAISG<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">RAISG \u00e9 a Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental Georreferenciada, um cons\u00f3rcio de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos voltado para a sustentabilidade socioambiental da Amaz\u00f4nia, com o apoio da coopera\u00e7\u00e3o internacional. A RAISG gera e dissemina conhecimento, dados estat\u00edsticos e informa\u00e7\u00f5es socioambientais geoespaciais da Amaz\u00f4nia, elaborados com protocolos comuns para todos os pa\u00edses da regi\u00e3o; tornou poss\u00edvel visualizar a Amaz\u00f4nia como um todo, bem como as amea\u00e7as e press\u00f5es que pairam sobre ela. RAISG \u00e9 o resultado da coopera\u00e7\u00e3o de oito organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que atuam em seis pa\u00edses amaz\u00f4nicos: Bol\u00edvia, Brasil, Col\u00f4mbia, Equador, Peru e Venezuela.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/<\/span><\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<h3><b>SOBRE MAPBIOMAS<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O MapBiomas \u00e9 uma iniciativa multi-institucional que re\u00fane universidades, ONGs e empresas de tecnologia que se uniram para contribuir para a compreens\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio brasileiro a partir do mapeamento anual da ocupa\u00e7\u00e3o e uso do solo no Brasil. Em agosto de 2021, foi publicada a Cole\u00e7\u00e3o 6 de MapBiomas com mapas de cobertura e uso do solo do Brasil de 1985 a 2020. A ferramenta desenvolvida pela MapBiomas para todas as suas iniciativas disponibiliza informa\u00e7\u00f5es geradas com resolu\u00e7\u00e3o espacial de 30 metros. Os dados s\u00e3o processados \u200b\u200busando algoritmos de classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica por meio de informa\u00e7\u00f5es na nuvem do Google Earth Engine.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mapbiomas.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/mapbiomas.org\/<\/span><\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1985 e 2020, a Amaz\u00f4nia perdeu 52% de suas geleiras e 74,6 milh\u00f5es de hectares de sua cobertura vegetal natural &#8211; uma \u00e1rea equivalente ao territ\u00f3rio do Chile. No mesmo per\u00edodo houve um crescimento de 656% na minera\u00e7\u00e3o, 130% na infraestrutura urbana e 151% na agricultura e pecu\u00e1ria. Estas s\u00e3o algumas das principais conclus\u00f5es de um mapeamento in\u00e9dito do MapBiomas Amaz\u00f4nia que ser\u00e1 apresentado nesta quinta-feira, 30 de setembro, por meio da plataforma youtube.com\/raisg \u00e0s 9h do Peru, Equador e Col\u00f4mbia; 10:00 da Bol\u00edvia e Venezuela; e 11:00 do Brasil.  A Cole\u00e7\u00e3o 3.0 de Mapas Anuais de Cobertura e Uso do Solo da Amaz\u00f4nia incorpora todo o bioma, desde os Andes, passando pela plan\u00edcie amaz\u00f4nica e alcan\u00e7ando as transi\u00e7\u00f5es com o Cerrado e o Pantanal. <\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":26689,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-1","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26700"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26701,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26700\/revisions\/26701"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}