{"id":28532,"date":"2021-11-15T17:30:44","date_gmt":"2021-11-15T20:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=28532"},"modified":"2021-11-17T17:31:50","modified_gmt":"2021-11-17T20:31:50","slug":"passaros-na-amazonia-estao-perdendo-peso-como-resposta-as-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/passaros-na-amazonia-estao-perdendo-peso-como-resposta-as-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"P\u00e1ssaros na Amaz\u00f4nia est\u00e3o perdendo peso como resposta \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"featured-article-publish\"><strong> Mongabay<\/strong><br \/>\n<strong>Sib\u00e9lia Zanon <\/strong><br \/>\n<strong>15 de novembro de 2021<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<blockquote><p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<div class=\"bulletpoints\">\n<blockquote>\n<ul>\n<li><em>Estudo detectou que 77 esp\u00e9cies de aves tiveram sua estrutura corporal alterada ao longo de 40 anos em \u00e1rea de floresta intocada na Amaz\u00f4nia Central; algumas aumentaram o comprimento das asas, outras perderam quase 2% de seu peso por d\u00e9cada.<\/em><\/li>\n<li><em>Os pesquisadores atribuem a altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos p\u00e1ssaros a uma adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: asas mais longas em corpos mais leves significam economia de energia em tempos de recursos escassos.<\/em><\/li>\n<li><em>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas imp\u00f5em aos p\u00e1ssaros da Am\u00e9rica do Sul maiores riscos de extin\u00e7\u00e3o; aves tropicais s\u00e3o sens\u00edveis a altera\u00e7\u00f5es do ambiente por n\u00e3o estarem acostumadas a grandes varia\u00e7\u00f5es de temperatura.<\/em><\/li>\n<li><em>Dados coletados no habitat dessas aves mostram que, desde 1966, a temperatura aumentou 1 oC na esta\u00e7\u00e3o cheia e 1,6 oC na esta\u00e7\u00e3o seca; o regime de chuvas tamb\u00e9m mudou, com precipita\u00e7\u00f5es aumentando 13% na cheia, e caindo 15% na seca.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 podem ser medidas no corpo de um passarinho. Na verdade, nos corpos de 77 esp\u00e9cies de aves, alvos do <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.abk1743\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">estudo publicado na revista <em>Science<\/em><\/a> na \u00faltima sexta-feira, mesmo dia de conclus\u00e3o da COP26, a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas em Glasgow, na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p>\u201cNossas descobertas mostram que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica causada pelo homem e, portanto, o estilo de vida individual das pessoas ao redor do mundo, se manifesta em algo t\u00e3o fundamental como o tamanho do corpo e a forma dos p\u00e1ssaros na Amaz\u00f4nia intocada\u201d, diz Vitek Jirinec, principal autor do estudo. \u201cEsses resultados ressaltam a parte global na mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo, especialista em recursos naturais renov\u00e1veis, explica que p\u00e1ssaros s\u00e3o eficientes indicadores de mudan\u00e7as no meio ambiente: \u201cOs mam\u00edferos costumam ser noturnos e vivem abrigados, por exemplo em tocas. Os p\u00e1ssaros est\u00e3o expostos aos elementos. Adicionalmente, s\u00e3o relativamente f\u00e1ceis de observar e medir.\u201d<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_188600\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188600\" class=\"wp-image-188600\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171729\/1-scaled.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171729\/1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171729\/1-768x587.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171729\/1-1536x1174.jpg 1536w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171729\/1-2048x1566.jpg 2048w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171729\/1-610x466.jpg 610w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"612\" \/><p id=\"caption-attachment-188600\" class=\"wp-caption-text\">Rapazinho-de-colar (Bucco capensis), uma das 77 esp\u00e9cies analisadas pelo estudo. Foto: Vitek Jirinec.<\/p><\/div>\n<h3><strong>P\u00e1ssaros apequenados<\/strong><\/h3>\n<p>As quatro horas percorridas entre Manaus e o acampamento guardam quase sempre surpresas, como um tronco bloqueando a estrada rudimentar de terra. E l\u00e1 descem os pesquisadores do ve\u00edculo 4\u00d74 para abrir o caminho.<\/p>\n<p>A rotina de Bruna no <a href=\"https:\/\/www.amazonbiodiversitycenter.org\/portuguese-sobre-nos?lang=pt\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Projeto Din\u00e2mica Biol\u00f3gica de Fragmentos Florestais (PDBFF),<\/a> um dos mais importantes projetos de longa dura\u00e7\u00e3o com coleta e levantamento de dados na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, come\u00e7a \u00e0s 5 horas da manh\u00e3, quando ela e seus colegas levantam-se das redes e percorrem as trilhas previamente abertas at\u00e9 o interior da floresta prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>L\u00e1 instalam outro tipo de rede, as redes de neblina: muito finas, com extens\u00e3o de 12 metros cada, colocadas na posi\u00e7\u00e3o vertical para a captura das aves. Os pesquisadores coletam o m\u00e1ximo de dados poss\u00edvel sobre cada p\u00e1ssaro: medem e pesam, avaliam idade, colocam uma anilha de identifica\u00e7\u00e3o e devolvem o p\u00e1ssaro \u00e0 liberdade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_188606\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<div id=\"attachment_188606\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188606\" class=\"wp-image-188606\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40.jpg 2329w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40-768x512.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172118\/40-610x407.jpg 610w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><p id=\"caption-attachment-188606\" class=\"wp-caption-text\">O pesquisador Vitek Jirinec com um udu-de-coroa-azul (Momotus momota). Foto: Phil Stouffer.<\/p><\/div><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO projeto est\u00e1 anilhando h\u00e1 40 anos e eu participei por quatro anos em diferentes estudos, avaliando v\u00e1rios aspectos relativos \u00e0s aves\u201d, conta Bruna Amaral, bi\u00f3loga e mestranda em Ecologia pela Penn State University, na Pensilv\u00e2nia, Estados Unidos. \u201cV\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de pesquisadores j\u00e1 trabalharam no projeto de p\u00e1ssaros e isso \u00e9 muito dif\u00edcil de se conseguir\u201d, referindo-se \u00e0 const\u00e2ncia do PDBFF, iniciado em 1979 com participa\u00e7\u00e3o do ambientalista Thomas Lovejoy.<\/p>\n<p>Os dados coletados durante as quatro d\u00e9cadas do projeto foram base do estudo liderado por Vitek Jirinec, com participa\u00e7\u00e3o de Bruna e outros pesquisadores. O alvo da an\u00e1lise foram 77 esp\u00e9cies de aves n\u00e3o migrat\u00f3rias que vivem no sub-bosque da floresta, ou seja, aves que se deslocam sobretudo nos dois metros mais pr\u00f3ximos do ch\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa concluiu que a massa m\u00e9dia corporal de todas as esp\u00e9cies analisadas diminuiu desde 1980, sendo que 36 delas perderam quase 2% de seu peso corporal por d\u00e9cada. Paralelamente, 61 das esp\u00e9cies apresentaram o encompridamento das asas.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o 2% por d\u00e9cada e parece t\u00e3o pouco, mas na escala destes passarinhos \u00e9 uma mudan\u00e7a muito grande e \u00e9 uma mudan\u00e7a a longo prazo\u201d, afirma Bruna. \u201cPor mais que pare\u00e7a pequena, ela \u00e9 muito dif\u00edcil de ser revertida.\u201d<\/p>\n<p>Para chegar a esses n\u00fameros, os pesquisadores se debru\u00e7aram sobre as massas corporais de quase 15 mil p\u00e1ssaros e o comprimento das asas de mais de 11 mil, todos capturados e depois soltos na mesma \u00e1rea de 43 quil\u00f4metros de floresta preservada.<\/p>\n<p>O estudo estabeleceu ainda a rela\u00e7\u00e3o entre a massa corporal e o comprimento das asas para compreender a condi\u00e7\u00e3o geral das aves e sua aptid\u00e3o para o voo. Asas mais longas em corpos mais leves significam menos energia gasta durante o voo. A conclus\u00e3o foi de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o as respons\u00e1veis pelas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas impressas nos corpos das aves.<\/p>\n<figure id=\"attachment_188605\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<div id=\"attachment_188605\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188605\" class=\"wp-image-188605\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-scaled.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-scaled.jpg 2560w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-768x512.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15172111\/11-610x407.jpg 610w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><p id=\"caption-attachment-188605\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisador analisa a asa de uma galinha-do-mato (Formicarius colma). Foto: Vitek Jirinec.<\/p><\/div><\/figure>\n<h3><strong>Clima pesado<\/strong><\/h3>\n<p>Mesmo tratando-se de regi\u00e3o de floresta prim\u00e1ria, que n\u00e3o sofre press\u00f5es como o desmatamento, dados de 50 anos de an\u00e1lises clim\u00e1ticas reunidos no PDBFF mostraram que desde 1966 a temperatura aumentou em 1 grau cent\u00edgrado na esta\u00e7\u00e3o cheia, e em 1,6 graus cent\u00edgrados na esta\u00e7\u00e3o seca. Tamb\u00e9m o regime de chuvas sofreu altera\u00e7\u00f5es com as precipita\u00e7\u00f5es aumentando na cheia em 13%, e caindo na seca em 15%. Essas mudan\u00e7as do clima incidem sobre a mesma \u00e1rea e o mesmo per\u00edodo em que as aves foram capturadas.<\/p>\n<p>Aves tropicais s\u00e3o sens\u00edveis a altera\u00e7\u00f5es do ambiente por n\u00e3o estarem acostumadas a mudan\u00e7as de temperatura muito intensas, diferentemente das aves do Hemisf\u00e9rio Norte, habituadas ao inverno rigoroso. Para aliviar o calor tropical, elas usam a \u00e1gua como reguladora da temperatura corporal \u2013 os banhos nos igarap\u00e9s nos finais de tarde n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 lazer, mas quest\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a no regime das chuvas, com menor previsibilidade de precipita\u00e7\u00f5es, e a disponibilidade de alimentos impactada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas contribuem para o estresse dos animais. Para carregar o peso das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 preciso ser leve \u2013 parece ser essa a estrat\u00e9gia dos p\u00e1ssaros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_188603\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<div id=\"attachment_188603\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188603\" class=\"wp-image-188603\" src=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171802\/37-scaled.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171802\/37-scaled.jpg 2560w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171802\/37-768x453.jpg 768w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171802\/37-1536x905.jpg 1536w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171802\/37-2048x1207.jpg 2048w, https:\/\/imgs.mongabay.com\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/11\/15171802\/37-610x360.jpg 610w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"472\" \/><p id=\"caption-attachment-188603\" class=\"wp-caption-text\">Rendadinho (Willisornis poecilinotus): a esp\u00e9cie perdeu em m\u00e9dio 1% de massa corporal por d\u00e9cada nos \u00faltimos 40 anos. Foto: Cameron Rutt.<\/p><\/div><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEssa falta de conseguir predizer o quanto de recursos ter\u00e3o faz com que os p\u00e1ssaros tentem se salvar economizando o m\u00e1ximo\u201d, explica Bruna. \u201cQuando voc\u00ea n\u00e3o tem acesso ao recurso de uma forma previs\u00edvel, a estrat\u00e9gia que voc\u00ea tem \u00e9 minimizar a energia que gasta: comer menos, ficar menor, produzir menos calor.\u201d<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas imp\u00f5em aos p\u00e1ssaros da Am\u00e9rica do Sul os maiores riscos de extin\u00e7\u00e3o. Eles precisam se adaptar r\u00e1pido ou podem acabar vendo seu bando decrescer. <a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/12\/mudancas-climaticas-estao-afetando-aves-ate-em-areas-intocadas-da-amazonia\/\" data-wpel-link=\"internal\">Artigo<\/a> publicado em outubro de 2020 j\u00e1 atribu\u00eda \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies de aves.<\/p>\n<p>\u201cO grande pulo do gato \u00e9 ver como voc\u00ea transforma esse tipo de dado ou resultado em conserva\u00e7\u00e3o, em pol\u00edtica p\u00fablica\u201d, afirma Bruna. \u201cA gente est\u00e1 acumulando muito conhecimento, mas n\u00e3o consegue fazer esse conhecimento ser aplicado em conserva\u00e7\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, \u00e9 um pouco frustrante\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/climateactiontracker.org\/documents\/997\/CAT_2021-11-09_Briefing_Global-Update_Glasgow2030CredibilityGap.pdf\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Analistas mostraram<\/a> durante a COP26 que os compromissos assumidos pelos pa\u00edses at\u00e9 o momento s\u00e3o insuficientes para manter o aquecimento global em 1,5 graus cent\u00edgrados at\u00e9 2100.<\/p>\n<p><em>Imagem do banner: Maria-leque (Onychorhynchus coronatus), uma das 77 esp\u00e9cies analisadas no estudo. Foto: Philip Stouffer.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2021\/11\/passaros-na-amazonia-estao-perdendo-peso-como-resposta-as-mudancas-climaticas\/\">https:\/\/brasil.mongabay.com\/2021\/11\/passaros-na-amazonia-estao-perdendo-peso-como-resposta-as-mudancas-climaticas\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mongabay Sib\u00e9lia Zanon 15 de novembro de 2021 &nbsp; Estudo detectou que 77 esp\u00e9cies de aves tiveram sua estrutura corporal alterada ao longo de 40 anos em \u00e1rea de floresta intocada na Amaz\u00f4nia Central; algumas aumentaram o comprimento das asas, outras perderam quase 2% de seu peso por d\u00e9cada. 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