{"id":28929,"date":"2021-11-28T14:02:23","date_gmt":"2021-11-28T17:02:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=28929"},"modified":"2021-11-29T14:10:39","modified_gmt":"2021-11-29T17:10:39","slug":"projeto-visa-conservacao-do-mamifero-aquatico-mais-ameacado-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/projeto-visa-conservacao-do-mamifero-aquatico-mais-ameacado-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Projeto visa conserva\u00e7\u00e3o do mam\u00edfero aqu\u00e1tico mais amea\u00e7ado da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>CNN Brasil<\/strong><br \/>\n<strong>Adriana Freitas<\/strong><br \/>\n<strong>28 de novembro de 2021<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"post__excerpt\" style=\"text-align: center;\"><em>Maior golfinho de \u00e1gua doce mundo \u00e9 amea\u00e7ado por pesca e minera\u00e7\u00e3o, e pesquisadores querem saber como esses animais se adaptam em reservat\u00f3rios da regi\u00e3o<\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisadores do projeto Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos da <strong><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tudo-sobre\/amazonia\/\">Amaz\u00f4nia<\/a><\/strong> realizam pesquisa para auxiliar na conserva\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o de botos cor-de-rosa. O foco do estudo \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o isolada h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas em reservat\u00f3rio no lago de Balbina, no munic\u00edpio amazonense de Presidente Figueiredo.<\/p>\n<p>Com parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA) e patroc\u00ednio da <strong><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tudo-sobre\/petrobras\/\">Petrobras<\/a><\/strong>, o projeto avalia o comportamento vocal deles, al\u00e9m de fazer a contagem visual do grupo.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie produz cerca de 14 tipos de emiss\u00f5es vocais, como estalos de mand\u00edbula, cliques de ecolocaliza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo assobios. De acordo com Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos do Peixe-boi, a esp\u00e9cie est\u00e1 na lista de extin\u00e7\u00e3o na categoria \u201cEm Perigo\u201d, se tornando o mam\u00edfero aqu\u00e1tico mais amea\u00e7ado da Amaz\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<p>O mam\u00edfero sofre as consequ\u00eancias principalmente da pesca na regi\u00e3o e da <strong><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tudo-sobre\/mineracao\/\">minera\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>, que libera na \u00e1gua metais pesados como merc\u00fario que acabam prejudicando o organismo dos botos-cor-de-rosa.<\/p>\n<p>O estudo visa a comparar as vocaliza\u00e7\u00f5es dos animais com as de popula\u00e7\u00f5es de botos de fora do lago de Balbina. A compara\u00e7\u00e3o ser\u00e1 utilizada para verificar se o isolamento \u2014 superior ao tempo geracional da esp\u00e9cie \u2014 afetou a estrutura vocal dos mam\u00edferos.<\/p>\n<p>Esse dado mostrar\u00e1, juntamente com a contagem visual, como esses animais se adaptam aos reservat\u00f3rios. Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para conserva\u00e7\u00e3o dos botos da Amaz\u00f4nia em m\u00e9dio e longo prazos.<\/p>\n<p>Com aux\u00edlio de hidrofones e gravadores, as vocaliza\u00e7\u00f5es dos botos-cor-de rosa, tamb\u00e9m conhecidos como vermelhos, s\u00e3o registradas, para depois serem analisadas e comparadas com os sons de outras popula\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie, de fora do lago de Balbina. A avalia\u00e7\u00e3o inclui os comportamentos associados aos sons, cuja frequ\u00eancia varia de acordo com a conduta agressiva ou soci\u00e1vel do animal.<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie \u00e9 o maior dos golfinhos de \u00e1gua doce do mundo, chegando at\u00e9 2,5 metros de comprimento e 200 Kg de peso e vivem exclusivamente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Sua colora\u00e7\u00e3o varia de cinza claro, nos filhotes e jovens, a rosa brilhante nos adultos. Os machos s\u00e3o bem maiores e mais rosados do que as f\u00eameas.<\/p>\n<p>Por serem extremamente adaptados ao ambiente amaz\u00f4nico, os botos t\u00eam o sistema de ecolocaliza\u00e7\u00e3o bem desenvolvido e essa caracter\u00edstica \u00e9 importante para se mover na floresta alagada e procurar presas nas \u00e1guas escuras dos rios amaz\u00f4nicos.<\/p>\n<p>O projeto Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos da Amaz\u00f4nia busca proteger mam\u00edferos e ecossistemas aqu\u00e1ticos por meio de estudos de ecologia, hist\u00f3ria natural e comportamento dos animais. A iniciativa tamb\u00e9m atua na integra\u00e7\u00e3o com as comunidades ribeirinhas e no uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n<p><strong>Texto original dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/projeto-visa-conservacao-do-mamifero-aquatico-mais-ameacado-da-amazonia\/\"> https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/projeto-visa-conservacao-do-mamifero-aquatico-mais-ameacado-da-amazonia\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CNN Brasil Adriana Freitas 28 de novembro de 2021 Maior golfinho de \u00e1gua doce mundo \u00e9 amea\u00e7ado por pesca e minera\u00e7\u00e3o, e pesquisadores querem saber como esses animais se adaptam em reservat\u00f3rios da regi\u00e3o &nbsp; Pesquisadores do projeto Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos da Amaz\u00f4nia realizam pesquisa para auxiliar na conserva\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o de botos cor-de-rosa. O foco&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":333,"featured_media":28930,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28929","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-radar","category-1","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/333"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28929"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28929\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28933,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28929\/revisions\/28933"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}