{"id":32774,"date":"2022-02-01T13:24:52","date_gmt":"2022-02-01T16:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/radar\/pesquisa-inedita-do-instituto-igarape-indica-que-8-em-cada-10-defensoras-de-direitos-e-do-meio-ambiente-sofreram-algum-tipo-de-violencia-na-amazonia-brasileira\/"},"modified":"2022-04-26T16:23:39","modified_gmt":"2022-04-26T19:23:39","slug":"pesquisa-inedita-do-instituto-igarape-indica-que-8-em-cada-10-defensoras-de-direitos-e-do-meio-ambiente-sofreram-algum-tipo-de-violencia-na-amazonia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/pesquisa-inedita-do-instituto-igarape-indica-que-8-em-cada-10-defensoras-de-direitos-e-do-meio-ambiente-sofreram-algum-tipo-de-violencia-na-amazonia-brasileira\/","title":{"rendered":"Pesquisa in\u00e9dita do Instituto Igarap\u00e9 indica que 8 em cada 10 defensoras de direitos e do meio ambiente sofreram algum tipo de viol\u00eancia na Amaz\u00f4nia brasileira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Instituto Igarap\u00e9<\/strong><br \/>\n<strong>01 de fevereiro de 2022<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Question\u00e1rio on-line que d\u00e1 origem a infogr\u00e1fico lan\u00e7ado hoje contou com respostas de mais de cem defensoras de direitos e do meio ambiente. Viol\u00eancia moral e viol\u00eancia f\u00edsica s\u00e3o os tipos mais frequentes entre os casos reportados<\/em><\/h3>\n<p>Para dar visibilidade, disseminar informa\u00e7\u00f5es e contribuir para que hist\u00f3rias de viol\u00eancia contra mulheres defensoras n\u00e3o se repitam, o Instituto Igarap\u00e9 lan\u00e7a hoje o infogr\u00e1fico \u201cVit\u00f3rias-r\u00e9gias na prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e do meio ambiente\u201d. Dados in\u00e9ditos revelam que entre 125 mulheres que se consideram defensoras, 100 j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia. Participaram da pesquisa defensoras dos Estados do Acre, Amazonas, Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e de Roraima. No total, 132 mulheres responderam ao question\u00e1rio. O material est\u00e1 dispon\u00edvel no site do Instituto.<\/p>\n<p><a class=\"qbutton \" href=\"https:\/\/igarape.org.br\/temas\/seguranca-climatica\/defensoras-da-amazonia\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">Leia a pesquisa completa<\/a><\/p>\n<p>Segundo as informa\u00e7\u00f5es coletadas pelo Instituto Igarap\u00e9, os cinco principais tipos de viol\u00eancia relatados por essas mulheres s\u00e3o: viol\u00eancia moral (27% do total de registros), viol\u00eancia f\u00edsica pessoal (19,7%), amea\u00e7a pessoal sem uso de armas (14,2%), viol\u00eancia psicol\u00f3gica (10,8%); e viol\u00eancia ou amea\u00e7a contra familiares (9,5%).<br \/>\nA maioria das defensoras ouvidas na pesquisa \u00e9 de mulheres pretas (63%), pardas (41%) ou ind\u00edgenas (23%). Vinte e sete mulheres sofreram mais de um tipo de viol\u00eancia. Doze disseram ter sofrido viol\u00eancia de mais de um agressor. Desconhecidos representam a maior fatia de agressores, tendo sido apontados como autores de 32 casos (ou quase 30% do total).<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o do material contou com apoio de quatro consultoras defensoras de direitos humanos e do meio ambiente origin\u00e1rias da Amaz\u00f4nia brasileira e contou a trajet\u00f3ria de outras cinco (os nomes foram trocados para que suas identidades fossem preservadas). A pesquisa foi realizada atrav\u00e9s de um formul\u00e1rio on-line entre 14 de outubro a 2 de novembro de 2021. Para elaborar o infogr\u00e1fico, e contar as hist\u00f3rias das defensoras, o Instituto utilizou o simbolismo da vit\u00f3ria-r\u00e9gia, planta aqu\u00e1tica ligada a diversos s\u00edmbolos, como as mulheres e o senso de justi\u00e7a.<br \/>\n\u201cA publica\u00e7\u00e3o da pesquisa \u00e9 de suma import\u00e2ncia tanto para a qualifica\u00e7\u00e3o do debate, como para dar visibilidade a distintos tipos de viol\u00eancias que s\u00e3o em sua maioria negligenciados. E sobretudo, para que o poder p\u00fablico e a sociedade civil possam fortalecer as redes de apoio e de prote\u00e7\u00e3o que permitam a continuidade segura do trabalho fundamental dessas defensoras\u201d, pondera Andreia Bonzo, Diretora Adjunta do Programa de Seguran\u00e7a Clim\u00e1tica do Instituto Igarap\u00e9.<br \/>\nO infogr\u00e1fico destaca que, na Amaz\u00f4nia brasileira, mulheres sofrem impactos diferenciados em processos violentos motivados por disputas como as relacionadas \u00e0 posse de terra, explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios preciosos, expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio e desapropria\u00e7\u00e3o para grandes obras de infraestrutrura. Muitas vezes, viol\u00eancias contra defensoras sequer s\u00e3o percebidas como viol\u00eancias ou registradas por \u00f3rg\u00e3os oficiais. Al\u00e9m disso, nem todas que est\u00e3o na luta por direitos humanos e na defesa do meio ambiente se reconhecem como defensoras. Vale destacar ainda que, as viol\u00eancias cometidas em fun\u00e7\u00e3o do ativismo das defensoras se misturam com outras viol\u00eancias no \u00e2mbito dom\u00e9stico.<br \/>\n\u201cA viol\u00eancia praticada contra ativistas na Amaz\u00f4nia brasileira tem se agravado nos \u00faltimos anos. Entender a viol\u00eancia contra defensoras de direitos humanos e do meio ambiente n\u00e3o \u00e9 simples, mas \u00e9 fundamental\u201d, avalia Renata Giannini, pesquisadora s\u00eanior do Instituto Igarap\u00e9 e coordenadora da pesquisa. \u201cTrata-se de uma viol\u00eancia contra mulheres e, como tal, muitas vezes, sequer \u00e9 percebida, n\u00e3o \u00e9 registrada nem em \u00f3rg\u00e3os oficiais e nem por institui\u00e7\u00f5es. Muitas delas t\u00eam que deixar seus territ\u00f3rios para se proteger. A invisibilidade dessas mulheres e de suas lutas \u00e9 o que mais choca. Mas h\u00e1, ainda, as viol\u00eancias psicol\u00f3gica e moral, que se manifestam como ataques \u00e0 autoestima, \u00e0 imagem da mulher e a quem ela \u00e9. S\u00e3o tamb\u00e9m as amea\u00e7as mais sutis e as mais diretas. E podem partir de pessoas pr\u00f3ximas\u201d, conclui.<br \/>\nA iniciativa, que em breve contar\u00e1 com um guia com estrat\u00e9gias para a prote\u00e7\u00e3o de defensoras, integra o programa de seguran\u00e7a clim\u00e1tica do Instituto Igarap\u00e9. O programa busca fortalecer pol\u00edticas p\u00fablicas e corporativas que priorizem as rela\u00e7\u00f5es entre clima e seguran\u00e7a.<br \/>\nPara saber mais sobre o Programa de Seguran\u00e7a Clim\u00e1tica do Instituto Igarap\u00e9: <a href=\"https:\/\/igarape.org.br\/temas\/seguranca-climatica\/\">https:\/\/igarape.org.br\/temas\/seguranca-climatica\/<\/a><br \/>\nPara entrevistas, favor contatar atrav\u00e9s do e-mail: press@igarape.org.br.<br \/>\n<b>Sobre o Instituto Igarap\u00e9:<\/b><br \/>\nO Instituto Igarap\u00e9 \u00e9 um think and do tank independente focado nas \u00e1reas de seguran\u00e7a p\u00fablica, clim\u00e1tica e digital e suas consequ\u00eancias para a democracia. Seu objetivo \u00e9 propor solu\u00e7\u00f5es e parcerias para desafios globais por meio de pesquisas, novas tecnologias,\u00a0 comunica\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia em pol\u00edticas p\u00fablicas.\u00a0O Instituto trabalha com governos, setor privado e sociedade civil para desenhar solu\u00e7\u00f5es baseadas em dados. Fomos premiados como a melhor ONG de Direitos Humanos no ano de 2018 e melhor think tank em pol\u00edtica social pela Prospect Magazine em 2019.\u00a0Somos uma institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, independente e apartid\u00e1ria, com sede no Rio de Janeiro. Nossa atua\u00e7\u00e3o, no entanto, transcende fronteiras locais, nacionais e regionais. O Instituto Igarap\u00e9 tem profissionais em cidades de todas as regi\u00f5es do Brasil e no Canad\u00e1, Col\u00f4mbia, Estados Unidos e Reino Unido. Temos parcerias e projetos em mais de 20 pa\u00edses.<\/p>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div><strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/igarape.org.br\/pesquisa-inedita-do-instituto-igarape-indica-que-8-em-cada-10-defensoras-de-direitos-e-do-meio-ambiente-sofreram-algum-tipo-de-violencia-na-amazonia-brasileira\/\">https:\/\/igarape.org.br\/pesquisa-inedita-do-instituto-igarape-indica-que-8-em-cada-10-defensoras-de-direitos-e-do-meio-ambiente-sofreram-algum-tipo-de-violencia-na-amazonia-brasileira\/<\/a><\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instituto Igarap\u00e9 01 de fevereiro de 2022 Amaz\u00f4nia brasileira &nbsp; Question\u00e1rio on-line que d\u00e1 origem a infogr\u00e1fico lan\u00e7ado hoje contou com respostas de mais de cem defensoras de direitos e do meio ambiente. 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