{"id":32867,"date":"2022-01-20T21:53:26","date_gmt":"2022-01-21T00:53:26","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/radar\/mais-de-500-coletores-de-sementes-atuam-na-recuperacao-da-amazonia-e-do-cerrado\/"},"modified":"2022-04-26T16:55:09","modified_gmt":"2022-04-26T19:55:09","slug":"mais-de-500-coletores-de-sementes-atuam-na-recuperacao-da-amazonia-e-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/mais-de-500-coletores-de-sementes-atuam-na-recuperacao-da-amazonia-e-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Mais de 500 coletores de sementes atuam na recupera\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e do Cerrado"},"content":{"rendered":"<div class=\"column-header\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Brasil de Fato<\/strong><br \/>\n<strong>Anelize Moreira<\/strong><br \/>\n<strong>20 de janeiro de 2022<\/strong><br \/>\n<strong>Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong><\/p>\n<h2><\/h2>\n<h3 class=\"description\" style=\"text-align: center;\"><em>Rede de Sementes do Xingu j\u00e1 ajudou a recuperar mais de 6 mil hectares de floresta na bacia do rio Xingu e Araguaia<\/em><\/h3>\n<div class=\"person\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"listen-audio\"><strong>Ou\u00e7a o \u00e1udio:<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-32867-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/19-01-21-MOMENTO-AGROECOLOGICO-ajuste.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/19-01-21-MOMENTO-AGROECOLOGICO-ajuste.mp3\">https:\/\/dev.amazoniasocioambiental.org\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/19-01-21-MOMENTO-AGROECOLOGICO-ajuste.mp3<\/a><\/audio>\n<header>\n<figure>\n<div class=\"img-container\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/bb71dac5ceb65c8207a1d364b8dd0409.jpeg\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Coleta de sementes de murici-da-mata pelas Yarang, na Aldeia Aray\u00f3 &#8211; Carol Quintanilha \/ ISA<\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"text-content\">\n<blockquote>\n<h4 class=\"description\"><em>Ao longo de 15 anos, a Rede espalhou 292 toneladas de sementes de mais de 220 esp\u00e9cies nativas<\/em><\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>Em meio a tantos retrocessos, com o aumento do desmatamento, queimadas, amea\u00e7as aos territ\u00f3rios tradicionais, falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o de grandes obras, entre outros problemas socioambientais, pessoas com diferentes saberes driblam esses desafios e se articulam para plantar floresta.<br \/>\nCom 568 coletores de sementes nativas, a Rede de Sementes do Xingu atua h\u00e1 15 anos unindo agricultores, ind\u00edgenas, moradores das cidades do centro-norte de Mato Grosso, pesquisadores e governos na recupera\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e do Cerrado. At\u00e9 agora mais de 6 mil hectares de Floresta Amaz\u00f4nica foram restaurados na bacia do rio Xingu e Araguaia.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/23\/rede-de-sementes-do-xingu-e-premiada-por-iniciativa-agroecologica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">::Rede de sementes do Xingu \u00e9 premiada por iniciativa agroecol\u00f3gica::<\/a><br \/>\nOs coletores s\u00e3o de 21 munic\u00edpios, sendo de 16 assentamentos rurais de agricultores familiares e de 26 aldeias de 3 terras ind\u00edgenas. A maioria desses coletores s\u00e3o ind\u00edgenas e mulheres, que representam 65% do total.<\/p>\n<blockquote>\n<h4><em>Ter a floresta em p\u00e9, n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de romantismo, nem de esquerdismo, mas \u00e9 sin\u00f4nimo de sobreviv\u00eancia e de prosperidade<\/em><\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>A bi\u00f3loga Milene Alves tem 23 anos e participa h\u00e1 nove anos da Rede. Ela mora em Nova Xavantina, no Mato Grosso (MT) e diz que a primeira etapa \u00e9 observar a flora\u00e7\u00e3o e a frutifica\u00e7\u00e3o dessas \u00e1rvores ao longo do ano.<br \/>\n\u201cFa\u00e7o um potencial de coleta e mando para a central administrativa. Ao longo do ano, vou para mata e coleto essas esp\u00e9cies. \u00c0s vezes a gente vai de carro, moto, bicicleta e faz coleta no ch\u00e3o ou direto na \u00e1rvore. A gente utiliza vara, escada, pod\u00e3o, balde, saco de r\u00e1fia. A gente leva para casa, limpa, tira a semente de dentro do fruto e faz a secagem para que n\u00e3o venha ter a prolifera\u00e7\u00e3o de fungos e tenha uma semente de qualidade\u201d, diz Alves.<\/p>\n<div style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/659a7eff65a523ab2f6c3a2d396a67fb.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"438\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Na frente Milene Alves (\u00e0 esquerda)\u00a0e Valdevina Martins de Oliveira (\u00e0\u00a0direita), coletoras do Projeto de Assentamento (PA) Nova Xavantina, beneficiando sementes de copa\u00edba \/ Tui Anandi \/ ISA<\/p><\/div>\n<p>O trabalho de coleta e comercializa\u00e7\u00e3o tem gerado renda para essas fam\u00edlias. De 2007 at\u00e9 2021, a comercializa\u00e7\u00e3o das sementes nativas para restaura\u00e7\u00e3o gerou uma renda total de mais de R$ 5,2 milh\u00f5es, repassada diretamente \u00e0s comunidades. As sementes mais coletadas no ano passado foram: Jatob\u00e1 da mata, pequi do Xingu, caju, mamoninha, angelim da mata, urucum, baru, entre outras.<\/p>\n<blockquote>\n<h4><em>Sem\u00a0povos que cuidam dessa floresta, a gente n\u00e3o vai ter mais produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, s\u00f3 vai aumentando cada vez mais a degrada\u00e7\u00e3o<\/em><\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>Milene explica que os coletores apresentam uma lista de potencial de coleta e os fazendeiros uma lista do que eles precisam para restaurar as suas \u00e1reas.<br \/>\n\u201c\u00c9 um casamento entre a lista de potencial dos coletores e a demanda dos compradores e isso \u00e9 feito na nossa central administrativa. Depois ele vai para a mata coletar e depois entrega na casa de sementes. O comprador paga para a associa\u00e7\u00e3o [Associa\u00e7\u00e3o de Sementes do Xingu] que repassa para o coletor.\u201d<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/09\/10\/11-09-dia-do-cerrado-agroecologia-e-essencial-para-preservar-e-restaurar-o-bioma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">::\u00a0Dia do Cerrado: Agroecologia \u00e9 essencial para preservar e restaurar o bioma ::\u00a0<\/a><br \/>\nO rio Xingu nasce no Cerrado e des\u00e1gua no bioma Amaz\u00f4nico. Essa \u00e9 uma regi\u00e3o de import\u00e2ncia primordial para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico do Brasil. N\u00e3o \u00e0 toa, o Cerrado \u00e9 chamado de \u201cCaixa d\u2019\u00e1gua do pa\u00eds\u201d. A recupera\u00e7\u00e3o florestal favorece n\u00e3o s\u00f3 as florestas e os povos que vivem nela, mas tamb\u00e9m quem depende da \u00e1gua, pois favorece a prote\u00e7\u00e3o de rios e nascentes.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/bd23ef08e2678803817651557b46882e.jpeg\" \/><br \/>\nMapa de abrang\u00eancia coletores da Rede de Sementes do Xingu &#8211; 2022 \/ ISA<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Fazedores de Floresta<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho da Rede de Sementes virou filme <a href=\"https:\/\/fazedoresdefloresta.org\/\">\u201cFazedores de Floresta &#8211; Uma Aventura em Busca da \u00c1gua\u201d.<\/a>\u00a0O document\u00e1rio \u00e9\u00a0uma iniciativa do Instituto Socioambiental (ISA) e da Associa\u00e7\u00e3o Rede de Sementes do Xingu (ARSX), que reuniram pessoas com diferentes conhecimentos para restaurar \u00e1reas degradadas nas bacias dos rios Xingu, Araguaia e Teles Pires, no Mato Grosso.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/2e8d7801d878d4a0165d857cea0fb3e4.jpeg\" \/><br \/>\nFesta de comemora\u00e7\u00e3o dos 10 anos do Movimento das Mulheres Yarang (MMY), que produz e coleta sementes nativas para o reflorestamento das<br \/>\nnascentes e matas ciliares da bacia do rio Xingu no entorno do TIX. \/ Carol Quintanilha \/ ISA \/ Carol Quintanilha \/ ISA<\/p>\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia cresceu 29% em 2021 e \u00e9 o maior dos \u00faltimos 10 anos. A \u00e1rea desmatada equivale a metade de Sergipe. Os dados s\u00e3o do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), que monitora a regi\u00e3o por meio de imagens de sat\u00e9lite.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/09\/03\/sem-terra-transformam-lixo-em-agrofloresta-e-alimentos-saudaveis-no-interior-de-sp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">::\u00a0Sem-terra transformam lixo em agrofloresta e alimentos saud\u00e1veis no interior de SP ::\u00a0<\/a><br \/>\nRodrigo Junqueira, secret\u00e1rio-executivo do Instituto Socioambiental e um dos fundadores da Rede de Sementes do Xingu fala que defender a floresta e os povos da floresta \u00e9 importante para evitar que os impactos sejam ainda maiores.<br \/>\n\u201cTer a floresta em p\u00e9, n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de romantismo, nem de esquerdismo, mas \u00e9 sin\u00f4nimo de sobreviv\u00eancia e de prosperidade. Sem floresta em p\u00e9 e sem povos que cuidam dessa floresta, a gente n\u00e3o vai ter mais produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, s\u00f3 vai seguir aumentando cada vez mais a degrada\u00e7\u00e3o e os impactos nos territ\u00f3rios\u201d, diz Junqueira.<br \/>\nJunqueira relembra que ao longo desses 15\u00a0anos foram in\u00fameras hist\u00f3rias de transforma\u00e7\u00e3o, de pessoas que passaram a ter mais dignidade e um reconhecimento sobre a sua maneira de estar nesse mundo. Mas uma delas foi inusitada e chamou a sua aten\u00e7\u00e3o pelo reconhecimento da import\u00e2ncia de cada elo da cadeia produtiva.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/05\/28\/experiencia-em-trairi-ce-fertiliza-sucessao-de-saberes-agroecologicos\">::\u00a0Experi\u00eancia em Trairi (CE) &#8220;fertiliza&#8221; sucess\u00e3o de saberes agroecol\u00f3gicos ::\u00a0<\/a><br \/>\n\u201cAlguns fazendeiros que adquirem as sementes para fazer os seus plantios e disseram que n\u00e3o sabem cuidar da floresta, eles n\u00e3o foram estimulados e n\u00e3o aprenderam a fazer isso. Eles precisam dos ind\u00edgenas, dos agricultores familiares, das organiza\u00e7\u00f5es como ISA para ajud\u00e1-los.<br \/>\nA Rede de Sementes do Xingu inspirou a cria\u00e7\u00e3o de outras redes de coletores, como a Rede de Sementes do Vale do Ribeira, em S\u00e3o Paulo.<br \/>\n<strong>Assista o document\u00e1rio completo: <\/strong><\/p>\n<div data-oembed-url=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0M0oBvNBUmo&amp;t=0s\">\n<div><iframe tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0M0oBvNBUmo?rel=0&amp;start=0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Texto original dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/01\/20\/mais-de-500-coletores-de-sementes-atuam-na-recuperacao-da-amazonia-e-do-cerrado\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/01\/20\/mais-de-500-coletores-de-sementes-atuam-na-recuperacao-da-amazonia-e-do-cerrado<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil de Fato Anelize Moreira 20 de janeiro de 2022 Amaz\u00f4nia brasileira Rede de Sementes do Xingu j\u00e1 ajudou a recuperar mais de 6 mil hectares de floresta na bacia do rio Xingu e Araguaia Ou\u00e7a o \u00e1udio: \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Coleta de sementes de murici-da-mata pelas Yarang, na Aldeia Aray\u00f3 &#8211; Carol Quintanilha \/ ISA Ao&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":333,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","description-off"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/333"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32867"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32870,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32867\/revisions\/32870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}