{"id":6805,"date":"2018-12-10T10:15:38","date_gmt":"2018-12-10T12:15:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amazoniasocioambiental.org\/?p=6805"},"modified":"2018-12-10T10:15:58","modified_gmt":"2018-12-10T12:15:58","slug":"mapa-inedito-indica-epidemia-de-garimpo-ilegal-na-panamazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.raisg.org\/pt-br\/radar\/mapa-inedito-indica-epidemia-de-garimpo-ilegal-na-panamazonia\/","title":{"rendered":"Mapa in\u00e9dito indica epidemia de garimpo ilegal na Panamaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>10 de dezembro de 2018<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A partir de dados de seis pa\u00edses amaz\u00f4nicos, rede de organiza\u00e7\u00f5es identifica 2.312 pontos de minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria na maior floresta tropical do planeta<\/em><\/p>\n<p>O garimpo\u00a0 ilegal se espalha na Amaz\u00f4nia sem respeitar fronteiras. Um mapa in\u00e9dito da Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00e3o Socioambiental Georreferenciada (RAISG), lan\u00e7ado nesta segunda-feira (10\/12) simultaneamente em seis pa\u00edses amaz\u00f4nicos, mostra a distribui\u00e7\u00e3o dessa atividade\u00a0 ilegal e seus impactos socioambientais na Amaz\u00f4nia boliviana, brasileira, colombiana, equatoriana, peruana e venezuelana. Para a Guiana, Guiana Francesa e Suriname n\u00e3o foi poss\u00edvel encontrar dados consistentes sobre o tema, embora a atividade garimpeira seja relevante nesses lugares.<\/p>\n<p>\u00c9 a primeira vez que dados e informa\u00e7\u00f5es de seis pa\u00edses amaz\u00f4nicos sobre o garimpo ilegal s\u00e3o reunidos em uma base \u00fanica de informa\u00e7\u00e3o, oferecendo uma vis\u00e3o panamaz\u00f4nica da extens\u00e3o do problema. Acesse o mapa aqui: <a href=\"https:\/\/mineria.amazoniasocioambiental.org\">https:\/\/mineria.amazoniasocioambiental.org<\/a>\/<\/p>\n<p>O mapa elaborado pela RAISG\u00a0 indica 2.312 pontos e 245 \u00e1reas de garimpo ou extra\u00e7\u00e3o de minerais, como ouro, diamantes e coltan. Al\u00e9m disso, foram mapeados 30 rios afetados pela atividade ou por rotas para a entrada de m\u00e1quinas, insumos e pela sa\u00edda de minerais.<\/p>\n<p>O mapa traz informa\u00e7\u00f5es de diferentes fontes, num verdadeiro quebra-cabe\u00e7as que re\u00fane estudos publicados, informa\u00e7\u00f5es de parceiros locais, not\u00edcias de imprensa e an\u00e1lises de imagens de sat\u00e9lite, e identifica as \u00e1reas protegidas &#8211; como \u00c1reas Naturais Protegidas e Terras Ind\u00edgenas &#8211; no territ\u00f3rio amaz\u00f4nico afetadas pelo garimpo ilegal. \u201c\u00c9\u00a0 um esfor\u00e7o in\u00e9dito de compila\u00e7\u00e3o de dados para criar essa vis\u00e3o regional\u201d, afirma Al\u00edcia Rolla, ge\u00f3grafa no ISA.<\/p>\n<p>O material foi organizado e disponibilizado em uma\u00a0 plataforma, que permite que o usu\u00e1rio filtre a informa\u00e7\u00e3o e produza suas pr\u00f3prias an\u00e1lises. Cada ponto, al\u00e9m da fonte, traz informa\u00e7\u00f5es sobre o mineral extra\u00eddo, o m\u00e9todo de explora\u00e7\u00e3o, a data e a presen\u00e7a de insumos contaminantes, sobretudo merc\u00fario.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mapa, a RAISG, em parceria com o projeto Infoamazonia publica um <a href=\"https:\/\/garimpoilegal.amazoniasocioambiental.org\"><em>storymap <\/em><\/a>que exp\u00f5e os dados presentes no mapa de maneira ilustrativa e interativa, trazendo outras fontes de informa\u00e7\u00e3o complementares ao tema, como fotos, v\u00eddeos e infogr\u00e1ficos. O produto ainda apresenta casos e\u00a0 hist\u00f3rias sobre a atividade ilegal e seus impactos em cada um dos seis pa\u00edses amaz\u00f4nicos analisados.<\/p>\n<p>&#8220;A incid\u00eancia de garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia, especialmente em territ\u00f3rios ind\u00edgenas e \u00e1reas naturais protegidas, tem crescido exponencialmente nos \u00faltimos anos com o aumento do pre\u00e7o do ouro. No entanto, \u00e9 uma das press\u00f5es menos pesquisada,\u00a0 em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento para expans\u00e3o da pecu\u00e1ria, por exemplo,\u00a0 devido tamb\u00e9m aos riscos associados ao seu mapeamento. Por isso, a RAISG decidiu inclu\u00ed-la como uma das quest\u00f5es que necessitam de monitoramento cont\u00ednuo, especialmente por seus impactos sociais e ambientais &#8220;, diz o coordenador geral da Rede, Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<p>A Venezuela \u00e9 a campe\u00e3 de pontos de garimpo ilegal. Depois vem o Brasil, Equador e Peru. Na Col\u00f4mbia e Bol\u00edvia, as unidades de an\u00e1lise foram os rios, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o aparecem quantificados como pontos. Al\u00e9m dos danos ambientais produzidos pelo desmatamento e a abertura de crateras no solo, o merc\u00fario utilizado na extra\u00e7\u00e3o do ouro contamina rios e peixes e popula\u00e7\u00f5es que t\u00eam o pescado como base de sua alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com os dados da RAISG, de 649 \u00e1reas naturais protegidas, 55 t\u00eam pontos de garimpo ativos ou balsas dentro de seus limites. H\u00e1 ainda um total de 41 \u00e1reas naturais protegidas que sofre danos indiretos, seja em \u00e1reas de amortecimento ou nas bordas.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises da Rede identificaram, entre 6.207 territ\u00f3rios ind\u00edgenas, 78 que apresentam atividades garimpeiras em seu limite ou no entorno.\u00a0 Desses 78, a maioria (64) est\u00e1 localizada no Peru. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s terras ind\u00edgenas com garimpo ilegal dentro de seus limites, o Brasil lidera com 18 casos entre os 37 identificados. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades de balsas em rios nesses territ\u00f3rios, a Col\u00f4mbia tem a maior incid\u00eancia &#8211; 30 entre os 65 casos investigados.<\/p>\n<p>A RAISG aponta que, para fazer frente ao problema, \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a, com a coopera\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios pa\u00edses amaz\u00f4nicos. A solu\u00e7\u00e3o envolve a fiscaliza\u00e7\u00e3o e retirada dos garimpeiros de TI e ANP, aliada \u00e0\u00a0 cria\u00e7\u00e3o de alternativas econ\u00f4micas para os povos ind\u00edgenas e demais popula\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] 10 de dezembro de 2018 [\/vc_column_text][vc_column_text] A partir de dados de seis pa\u00edses amaz\u00f4nicos, rede de organiza\u00e7\u00f5es identifica 2.312 pontos de minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria na maior floresta tropical do planeta O garimpo\u00a0 ilegal se espalha na Amaz\u00f4nia sem respeitar fronteiras. 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